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EI no Iêmen reivindica atentado a palácio presidencial

Operações do grupo jihadista têm se intensificado no país

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Iêmen reivindicou nesta quinta-feira a autoria de um atentado com carro-bomba nos arredores do palácio de Maashiq, na cidade de Aden, residência oficial do presidente do país, Abdo Rabbo Mansour Hadi. Sete pessoas morreram em decorrência do ataque, que deixou também dez feridos.

Em comunicado através das redes sociais, o EI afirma que “o irmão mártir Abu Hanifa al Hulandi (o holandês) explodiu um carro-bomba contra o palácio presidencial, sede do tirano do Iêmen, o apóstata Abdo Rabbo Mansour Hadi”, reportou a agência de notícias Reuters. “Prometemos aos tiranos do Iêmen dias negros e épicos”, ameaçou o EI em seu comunicado, pouco depois da explosão do carro-bomba junto a um controle de segurança do lado de fora do palácio.

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O braço do EI no Iêmen tem intensificado as operações desde a eclosão da guerra civil no país, surgindo como um rival forte da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP), o principal grupo militante na região nos últimos anos. No início de dezembro, um atentado com um carro-bomba, reivindicado pelo Estado Islâmico, matou o governador de Aden e ao menos cinco pessoas da sua comitiva. Em outubro, o grupo cometeu uma série de atentados contra a sede provisória do governo iemenita e contra edifícios militares.

O Iêmen é um país pobre da Península Arábica devastado por combates entre forças leais apoiadas por uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita e rebeldes xiitas houthis pró-iranianos, que se apoderaram de amplas regiões do país, incluindo a capital Sanaa. De acordo com a Organização das Nações Unidas, 80% da população do país precisa de algum tipo de ajuda humanitária.

(Da redação)