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Coreia do Norte celebra 80º aniversário do Exército Popular

Seul, 25 abr (EFE).- A Coreia do Norte celebra nesta quarta-feira o 80º aniversário de fundação do seu Exército Popular, em um momento marcado pela preocupação da comunidade internacional perante a possibilidade de um eventual teste nuclear do país comunista.

O Dia das Forças Armadas esteve precedido por uma apresentação musical nesta terça-feira no Estádio Rungrado May Day, em Pyongyang, com peças de louvor aos líderes, ao Exército e à ideologia do regime, segundo um escritório da agência ‘KCNA’.

Essa cerimônia teve a presença de altos cargos do regime, entre eles o primeiro-ministro, Kim Yong-nam, embora não tenha sido assistida pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, que assumiu o poder após o falecimento de seu pai, Kim Jong-il, em dezembro passado.

Embora se desconheçam os eventos que acontecerão nesta quarta-feira por ocasião do aniversário, não está descartado que o jovem líder se pronuncie para reafirmar a política ‘Songun’, consistente em dar prioridade às Forças Armadas, aplicada por Kim Jong-il.

Kim Jong-un, cuja idade é estimada entre 28 e 29 anos, já anunciou que seguirá a política militarista de seu pai.

A comunidade internacional vem observando atentamente os movimentos da Coreia do Norte por temer que o regime possa produzir um terceiro teste nuclear – já realizou um em 2006 e outro em 2009 -, depois de autoridades sul-coreanas terem detectado por satélite movimentos suspeitos no país comunista.

Além disso, a tensão é alta desde que Pyongyang lançou sem sucesso, no último dia 13, um foguete de longo alcance, em uma ação amplamente criticada pela comunidade internacional, que a considerou um teste de mísseis encoberto.

O 80º aniversário do Exército Popular da Coreia do Norte é uma data relevante no país, que, apesar de sofrer uma contínua crise, destina grandes somas a suas Forças Armadas, fiadoras do poder da dinastia Kim.

O Exército Popular da Coreia do Norte é um dos maiores do mundo, contando com mais de 1,1 milhão de soldados em atividade e mais de oito milhões na reserva, em um país de apenas 25 milhões de habitantes. EFE