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Comida desperdiçada na América Latina reduziria 37% da fome no mundo

Cerca de 348 mil toneladas de alimentos são perdidos por dia na região

Os alimentos desperdiçados na América Latina poderiam alimentar 37% da população que sofre de fome no mundo todo, advertiu nesta quarta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Na região, se perdem ou desperdiçam até 348 mil toneladas de alimentos por dia, número que deverá ser reduzido à metade nos próximos 14 anos se a América Latina pretende alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), afirmou a FAO.

Os ODS são um conjunto de 17 objetivos e 169 metas destinados a resolver os problemas sociais, econômicos e ambientais que, segundo a ONU, afetarão o mundo no período entre 2015 e 2030. Um destes objetivos é exatamente reduzir pela metade, até 2030, o desperdício mundial de alimentos per capita, tanto na venda a varejo e entre consumidores como nas cadeias de produção e distribuição.

A FAO destacou que 36 milhões de pessoas na América Latina poderiam cobrir suas necessidades calóricas só com os alimentos perdidos nos pontos de venda direta aos consumidores. Isto representa um pouco mais do que a população do Peru e mais do que todas as pessoas que sofrem de fome na região.

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Com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em 2015 os governos da América Latina estabeleceram uma rede de especialistas para a prevenção e a redução das perdas e desperdícios de alimentos. Na Costa Rica e na República Dominicana foram criados Comitês Nacionais dedicados ao tema, e Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, São Vicente e Granadinas e Uruguai estão discutindo iniciativas semelhantes.

A luta contra o desperdício de alimentos também é parte do principal acordo de luta contra a fome na região, adotado pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e que considera a eliminação das perdas e do desperdício como uma condição fundamental para acabar com a fome até 2025.

(Com agência EFE)