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Atentado contra hospital mata 14 pessoas na Síria

Explosão de carro-bomba aconteceu em Atmeh, na fronteira com a Turquia

Pelo menos catorze pessoas morreram e outras setenta ficaram feridas neste domingo em um atentado com carro-bomba contra um hospital de Atmeh, cidade da Síria localizada na fronteira com a Turquia. A região serve como principal linha de abastecimento para os rebeldes que lutam contra o governo do ditador Bashar Assad.

O hospital atacado pertence a Ghassan Abboud, empresário pró-oposição. Ele também é dono da Orient Television, baseada em Dubai e cuja programação é transmitida na Síria. A rede tem sido veemente em suas críticas ao Estado Islâmico no Iraque e ao Levant (EIIL), um grupo dissidente da Al Qaeda que tomou várias regiões estratégicas ao longo da fronteira e sufocou linhas de abastecimento aos grupos rebeldes no interior.

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Segundo a Fundação Orient, uma rede humanitária dirigida por Abboud, entre os feridos há pacientes, médicos e enfermeiros do hospital de Atmeh. Em comunicado, a fundação acusou o regime de Assad de estar envolvido com o atentado. “Esse ataque bárbaro ocorreu contra um hospital que trata dos feridos pelas bombas mortais que o regime está usando em zonas liberadas”, diz um comunicado do órgão.

Resolução da ONU – Autoridades em Damasco afirmaram neste domingo que vão cooperar com uma resolução da ONU que exige garantias do regime sírio para a chegada de ajuda humanitária, mas estabeleceram como condição que seja respeitada a soberania do país. “Manteremos nossa cooperação com a ONU para aplicar a resolução, no respeito aos princípios da ONU, entre eles o respeito à soberania nacional e ao papel do Estado”, indicou em um comunicado o Ministério das Relações Exteriores.

A resolução foi adotada por unanimidade pelo Conselho de Segurança em um raro momento de consenso em relação ao conflito na Síria – aliados de Bashar Assad, Rússia e China vetaram três resoluções anteriores que condenavam e ameaçavam impor sanções contra o regime sírio.

O documento aprovado no sábado exige o fim do cerco a várias cidades da Síria e o acesso de comboios humanitários. A aprovação só foi possível depois que a referência inicial a sanções automáticas foi retirada, por pressão de Moscou.

(Com agências Reuters e France-Presse)