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Argentina, Venezuela e Bolívia condenam ação contra Lugo

Cristina Kirchner classificou ação constitucional paraguaia de 'golpe de estado'

Os governos da Argentina, da Venezuela, da Bolívia e da Costa Rica contestaram o processo de impeachment de Fernando Lugo, destituído da Presidência do Paraguai em menos de 48 horas.

A presidente Cristina Kirchner considerou o julgamento político no Senado paraguaio de ‘um ataque direto às instituições’. Ela afirmou que a Argentina não reconhece Franco Federico como representante de Assunção. “Sem dúvida houve um golpe de estado”, escreveu no site da Casa Rosada.

De La Paz, o presidente boliviano Evo Morales deu declarações na mesma linha. “Não reconheço um governo que não surja das urnas”, disse. Com seu discurso recheado de expressões da velha esquerda, Morales citou como culpados o ‘imperialismo’ e a ‘direita internacional’. “Por trás da ação política se movimenta a mão de neoliberais externos e internos”, afirmou. O caudilho Hugo Chávez manteve o tom e chamou o novo governo paraguaio de ‘inválido, ilegal e mentiroso’. “O processo foi vergonhoso”, disse em declaração dada no palácio Miraflores, momentos antes de receber o ditador do Irã Mahmoud Ahmadinejad, figurinha querida no círculo bolivariano latino-americano com o seu discurso de enfrentamento a Israel e aos Estados Unidos.

Os costarriquenhos, além de condenar o impeachment, também ofereceram asilo politico a Fernando Lugo e a membros de seu gabinete.