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Sharapova tem pena por doping reduzida

Tenista russa poderá voltar a atuar em abril de 2017. "Estou contando os dias até que eu possa voltar às quadras", celebrou

A tenista russa Maria Sharapova conseguiu uma vitória nos tribunais em seu caso de doping. Nesta terça-feira, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, na sigla em francês) anunciou a redução da suspensão da atleta em nove meses – passou de dois anos para 15 meses. A decisão do tribunal máximo do esporte significa que a tenista russa poderá voltar a disputar torneios no final de abril de 2017, a tempo, portanto, de participar da próxima edição de Roland Garros.

Em comunicado oficial, Sharapova se declarou satisfeita com a decisão e disse contar os dias para retornar às quadras. “Eu fui de um dos mais difíceis dias da minha carreira em março passado, quando eu conheci minha suspensão para agora, um de meus dias mais felizes, quando descobri que posso retornar ao tênis em abril”, afirmou.

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“De muitas maneiras, eu sinto que algo que amo foi tirado de mim e me sinto muito bem por ter isso de volta. O tênis é minha paixão e senti falta dele. Estou contando os dias até que eu possa voltar às quadras”, acrescentou Sharapova, que não pôde jogar em Roland Garros, no US Open, em Wimbledon e na Olimpíada do Rio por causa do caso de doping.

Dona de cinco títulos dos torneios do Grand Slam e ex-líder do ranking da WTA, Sharapova testou positivo em janeiro para Meldonium, em teste realizado durante o Aberto da Austrália. No julgamento inicial, da Federação Internacional de Tênis, Sharapova foi suspensa por dois anos.

Diante dessa pena, Sharapova apresentou um recurso ao TAS em junho. Nesta terça-feira, o tribunal anunciou em comunicado que a tenista “teve alguma culpa pelo resultado positivo e por isso uma sanção de 15 meses é apropriada”. A suspensão entrou em vigor retroativamente em 26 de janeiro.

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) chegou a anunciar um abrandamento no rigor das punições a casos de doping positivo para Meldonium, mas apenas em algumas condições – não cumpridas por Sharapova. A russa admitiu ter consumido a substância após 1º de janeiro, quando ela se tornou proibida, mas alegou que não tinha conhecimento da decisão da Wada.

(com Estadão Conteúdo)