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‘Se eu fosse o Ganso, jogaria na quarta’, diz Dracena

Por Sanches Filho

Santos – Um dos principais líderes do atual elenco do Santos, o capitão Edu Dracena está prestes a tentar ajudar o seu time a garantir vaga na final da Copa Libertadores. O zagueiro se prepara para enfrentar o Corinthians, nesta quarta-feira, às 21h50, na Vila Belmiro, no primeiro jogo da semifinal da competição continental. E, para que a missão santista ganhe maiores chances de ser cumprida, o defensor torce para que o meia Paulo Henrique Ganso esteja em campo já neste primeiro duelo do mata-mata.

O meio-campista participou normalmente do treino da última segunda-feira à tarde no CT Rei Pelé e, com isso, aumentou suas chances de estar em campo no clássico, depois de ter sido submetido a uma cirurgia no joelho direito no último dia 25 de maio. E Dracena está confiante na possibilidade de ver o companheiro de equipe ao seu lado no gramado neste primeiro embate diante dos corintianos.

“Não conversei com o Ganso depois do treino (de segunda). O importante é que ele não sentiu nenhum incômodo, e é claro que vamos conversar com ele. A importância dele é muito grande. No Santos todos são importantes, não só o Ganso, mas todos que ficarão à disposição para o jogo. Tomara que ele possa estar junto porque ele é imprescindível. Eu, no lugar dele, iria para o jogo”, afirmou o zagueiro.

Dracena não esconde também que está muito ansioso para que a semifinal comece logo e o Santos inicie a sua busca pela classificação para a decisão. “A ansiedade existe. Muita gente está esperando por esse jogo, porque será o campeão brasileiro contra o campeão da Libertadores. Serão dois jogos muito bons. Acho que o frio na barriga e a ansiedade são normais nesse tipo de situação”, admitiu.

Já ao falar do duelo tático que será travado entre os técnicos nesta semifinal da Libertadores, o capitão santista elogiou os dois comandantes e destacou o fato de Muricy Ramalho saber trabalhar de forma inteligente a parte mental dos jogadores neste momento de grande tensão para as duas equipes.

“Nunca trabalhei com o Tite, muitos falam que ele é bom treinador, vitorioso e já ganhou vários títulos. São dois excelentes técnicos, mas posso falar mais é do Muricy, pois estou com ele no dia a dia. Ele passa tranquilidade, trabalha bastante, deixa o jogador à vontade até certo ponto e não coloca mais pressão do que o natural numa semifinal que terá os dois melhores times do Brasil”, completou.