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Rosenberg prevê triunfo do Corinthians sobre Santos

Por Fábio Hecico

São Paulo – A goleada do Santos por 8 a 0 sobre o Bolívar parece não ter mexido com Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente corintiano. Sempre polêmica e provocador, o dirigente garante não temer o rival num possível confronto das semifinais da Libertadores e mantém a confiança de conquista do título inédito.

“Olha, vocês sabem que não falo de futebol com toda a objetividade que falo de economia. Mas vamos ganhar porque quero que o Corinthians seja melhor e São Jorge vai ajudar”, disse. “É um santo contra todos os outros. E vamos ganhar”, garantiu, no lançamento da parceria com o Corinthians Nordeste.

Em parceria com o Centro de Treinamento Esportivo do Nordeste (Ceten), localizado em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará, foi criado o SC Corinthians Nordeste. Rosenberg disse que o acordo será uma espécie de consórcio, no qual os dois envolvidos não perdem. O clube dará estrutura e visibilidade para os talentos que surgirem por lá.

Ele garantiu que o técnico Tite irá observar os novos futuros craques, a ponto de confirmá-lo no clube por muito tempo. “O Tite, de alguma forma, estará acompanhando nos próximos três anos, mesmo se a gente sair da Libertadores. Quando tiver um talento específico, a gente monta a estrutura para ele partilhar do sucesso aqui.”

Se a parceria está nascendo bem sucedida, o mesmo não pode-se dizer sobre o patrocínio master. Com contrato com a Hypermarcas vencido, ainda não há um novo nome para estampar a camisa corintiana. E, diferentemente de uma semana atrás, na qual todos do clube juravam que não havia a possibilidade de o time jogar com a camisa limpa, a chance agora é bem grande.

Não admitindo abrir mão da alta pedida (cerca de R$ 50 milhões), num comparativo com rivais que ganham aproximadamente a metade disso sem ter a mesma visibilidade corintiana – “e com 40% menos de jogos na televisão” – Rosenberg admite perder dinheiro agora para lucrar mais para a frente.

“Se vocês (jornalistas) lembrarem quando entrou a Hypermarcas, jogamos quase três meses sem patrocinar. Por que? Uma situação peculiar do mercado. Tem só um Corinthians e a formação do preço é complicada, pois quanto vale a camisa corintiana?”, questionou. “O segundo time aparece 40% menos na TV. É uma negociação dura e a economia brasileira infelizmente não vive mesmo desempenho de dois anos atrás”, enfatizou.

Ele usa até uma metáfora para pedir calma aos torcedores, apesar de o valor do patrocínio estar ligado à chegada de reforços. “Você tem uma casa bonita e para alugar demora, ela fica uns dois meses para ser alugada. Seu pensamento é o de quem entrar, que faça manutenção, não alguém que acha que com só uma cerveja fará festa aqui dentro. Tem de ser bem seletivo. Mas garanto que questão de semanas vai ter”, divagou.

O dirigente aproveitou para mandar um recado aos interessados em estampar sua imagem na camisa, mesmo que apenas por poucos jogos, os chamados patrocínios de ocasião. “Sou contra patrocínio de ocasião se ele interfere negativamente num acordo de longo prazo, senão acho razoável, mas ninguém vai colocar nome na camisa do Corinthians por dois ‘merréis’. Se for patrocinador que não frequenta futebol, é bom porque é degustação e ajuda mais para frente.”