Flamengo e Atlético-MG reclamam da arbitragem

Em mais uma rodada marcada por confusões, presidente rubro-negro reclamou de benefícios ao Palmeiras e ironizou o presidente rival Paulo Nobre

A arbitragem segue sendo um capítulo à parte no Brasileirão 2016. Depois de uma rodada conturbada no meio de semana, com aparente interferência externa e protestos dos presidentes de Palmeiras e Fluminense, desta vez foram Flamengo,  Atlético-MG e Figueirense as equipes mais revoltadas da 31ª rodada. Os presidente Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, e Wilfredo Brillinger, do Figueirense, atacaram a arbitragem da partida do líder Palmeiras, enquanto Daniel Nepomucemo, presidente atleticano, reclamou do juiz que apitou a derrota da equipe mineira diante do Botafogo.

Cutucado pelo presidente palmeirense Paulo Nobre no meio de semana, Bandeira de Mello criticou a arbitragem da vitória por 2 a 1 do Palmeiras sobre o Figueirense. “Eu ia mostrar para alguns de vocês o pênalti que resultou no primeiro gol do Palmeiras. Eu não acho, eu sei que não foi pênalti. Se isso foi pênalti, o Guerrero sofre uma dúzia de pênaltis por jogo. Parece que houve outro lance importante também não marcado, um pênalti para o Figueirense. Mas fazer o quê? Está sendo assim desde o início do campeonato”, esbravejou Eduardo Bandeira de Mello.

Em seguida, o presidente do Flamengo fez um ataque direto a Paulo Nobre. “As pessoas vão para a imprensa, convocam coletiva. O que aconteceu não mancha a imagem? Estou falando dele (Paulo Nobre), sim. Foi ele que falou em ‘pouca vergonha’, disse que dirigentes ligaram por conta da nossa pressão. Que pressão? Sou incompetente, então. Em 31 rodadas, não consegui ser beneficiado uma vez.”

Bandeira de Mello aproveitou também para ironizar a reportagem da Rede Globo em que um especialista em leitura labial analisou o impedimento no Fla-Flu e concluiu que o inspetor do jogo avisou o árbitro Sandro Meira Ricci que a televisão indicava que o gol do zagueiro tricolor Henrique foi irregular. “Quem sabe esse pênalti do Palmeiras também mereça uma matéria no Esporte Espetacular, uma leitura labial. No clássico, no Fla-Flu, foi uma vitória cristalina”, completou o presidente do Flamengo.

Alvinegros – O presidente do Figueirense, Wilfredo Brillinger, foi o dirigente mais revoltado da rodada. “O campeonato esta manchado, não tem mais credibilidade nenhuma depois do que vimos. Sempre procurei levar essas questões de arbitragem à CBF de forma institucional, mas hoje foi realmente lamentável. (…) Foi vergonhoso. Todos saímos daqui como verdadeiros palhaços. Agora não tenho dúvida nenhuma que as coisas estão pré-determinadas. Poderíamos jogar até amanhã de manhã que não ganharíamos do Palmeiras, porque as coisas já estavam preestabelecidas.”, atacou.

Já o Atlético-MG, terceiro colocado do Brasileirão, reclamou muito da arbitragem de Wagner Reway na derrota por 3 a 2 para o Botafogo, no Estádio Luso-Brasileiro., especialmente em lances de toque na mão. No primeiro gol do Botafogo, Bruno Silva ajeitou com a mão antes de marcar. Pouco depois, em lance interpretativo, a bola bateu no braço do mesmo defensor e o árbitro ignorou.

O presidente atleticano Daniel Nepomuceno usou o Twitter para desabafar. “Semana caótica da arbitragem brasileira! Não adianta mudar o comando pra vermos essa vergonha que vimos hoje, CBF!”, cobrou, em referência clara aos acontecimentos desta e da rodada anterior. O Palmeiras lidera o Brasileirão com 64 pontos, contra 60 do Flamengo e 56 do Atlético-MG.