Dirigente do Fla é contra realização do clássico ante o Vasco em São Januário

A polêmica sobre a última rodada do Campeonato Brasileiro, em que o Botafogo garantiu que vai atuar no Engenhão contra o Fluminense, ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, quando o diretor executivo do Flamengo, Luis Augusto Veloso, afirmou que não concorda com o clássico contra o Vasco sendo disputado em São Januário.

Para o dirigente rubro-negro, a falta de segurança é o principal motivo para a não realização do duelo no estádio cruzmaltino: ‘O bom senso indica que não pode ser lá em São Januário. Até o jogo contra a Universidad de Chile não será lá por conta do patrimônio do Vasco. Além disso, o clássico entre Vasco e Flamengo deixou de ser o ‘Clássico dos Milhões’ porque muitos torcedores deixaram de ir com medo da violência pelas torcidas. O problema maior é a questão do entorno. No Engenhão o Flamengo já vive isso, pois o ônibus passa pela torcida adversária, que muitas vezes jogam coisas e podem machucar alguém’.

Nesta quarta-feira, o Flamengo confirmou que chegou a um acordo com a Universidad de Chile para o adiamento dos confrontos pelas oitavas de final da Copa Sul-americana. O rubro-negro definiu que a primeira partida, no Engenhão, será dia 19, e a volta, no Chile, vai acontecer no dia 26 de outubro.

‘O adiamento é bom no curtíssimo prazo, mas pensando a frente, não teremos mais semana livre. O que prevaleceu foi o entendimento de ambas as partes e o consenso foi até demorado. A Federação Carioca se posicionou contra a mudança de local para fora do Estado. A Universidad de Chile, se prevalecendo do regulamento, também negou o jogo para Volta Redonda e Macaé. Fomos buscar ajuda de muitos membros para poder tentar arranjar uma solução. No entanto, ainda falta a confirmação pela Conmebol, que até agora não aconteceu’, declarou o dirigente do Rubro-Negro.

Veloso aproveitou o ensejo para lamentar a ausência do Maracanã nesta temporada. Segundo o dirigente, o Flamengo vem sofrendo um prejuízo em todos os sentidos por ter que atuar no Engenhão, e nas cidades de Volta Redonda e Macaé. Além disso, a equipe vem sofrendo com os problemas fora de campo nestes estádios.

‘Não sei o que aconteceu este ano, que o gramado ficou muito ruim. Normalmente o campo de Volta Redonda é muito bom. No entanto, a falta do Maracanã traz um prejuízo para todos os clubes em todos os sentidos. Digo isso porque o Flamengo estava entre os primeiros no Campeonato Brasileiro, com o Ronaldinho Gaúcho, e poderia ter uma renda muito grande. Além disso, jogos no interior, na verdade, acabam sendo mais um jogo fora de casa. Fora isso, o Engenhão também sofreu com alguns eventos, como os Jogos Militares, que fizeram com que algumas partidas fossem mudadas de local’, comentou.

O diretor exemplificou o que vem acontecendo com o Flamengo ao falar sobre o caso de Cruzeiro e Atlético-MG. Os dois grandes mineiros vêm sofrendo com a falta do Mineirão e estão brigando para não serem rebaixados.

‘Em Minas, o governo do Estado financia o transporte quando há os jogos na Arena do Jacaré para atrair o público. Mesmo assim, o prejuízo para ambos está sendo visto neste Campeonato Brasileiro. O Flamengo já viveu isso em 2004, quando mandou seus jogos em Volta Redonda e quase foi rebaixado. Para nós, é melhor até Macaé, por causa da melhor rede hoteleira. Só que para 2012 já estamos vendo isso’, finalizou.