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Com time atual e craques do passado, Santos lança filme na Vila

Após ter a sua pré-estreia em São Paulo, o filme ‘Santos, 100 anos de Futebol Arte’ teve a sua estreia oficial na noite desta sexta-feira, na Vila Belmiro. Em evento de gala, que contou com a participação do atual elenco do Peixe, além de craques do passado, como Pita e Pepe, a obra que retrata o centenário santista emocionou a platéia que a assistiu.

Antes da exibição, os jogadores já falavam sobre a expectativa. ‘Eu, particularmente, estou bem ansioso. Claro que a gente sabe que em um filme como esses, vale mais os gols e as jogadas plasticamente bonitas. Mas espero que a minha participação tenha sido boa. Tenho orgulho de fazer parte dessa história’, disse o goleiro Rafael, enquanto o atacante Neymar driblava o tumulto para chegar a área vip destinada aos atletas.

‘Estou muito feliz por fazer parte dessa história, e isso é o que realmente importa’, contou a Joia, blindada por seguranças e que, por conta do chapéu sofisticado que estava usando, ainda aguentou as gozações do amigo e companheiro de time, Paulo Henrique Ganso. ‘Está parecendo o Michael Jackson (cantor norte-americano, já falecido)’, brincou o camisa 10.

Depois, chegou a hora de os espectadores tomarem conta de seus assentos, para a exibição do filme. A diretoria do Santos fez questão de deixar a Vila com um aspecto de cinema em suas arquibancadas na área destinada aos sócios, com o telão fixado no gramado.

Em uma hora e meia, a cineasta Lina Chamie retratou as grandes vitórias da história do clube – como a virada sobre o Fluminense, no Brasileirão de 1995, que mereceu um capítulo a parte -, a tradição do futebol bonito e a paixão dos torcedores santistas pela equipe. Em vários momentos, como quando apareceram ídolos do porte de Rodolfo Rodriguez, Robinho, Giovanni, dentre outros, a euforia dos torcedores tomou conta do local.

No milésimo gol de Pelé e na primeira despedida do Rei, em 1974, as cenas receberam uma manifestação especial do público. A mística de Pelé e da camisa 10 alvinegra foi bastante valorizada no documentário.

Em relação aos títulos, os maiores destaques foram para o título paulista de 1955, os títulos da Copa Libertadores da América e Mundial, em 1962 e 1963, respectivamente, já na Era Pelé. Os campeonatos estaduais vencidos em 1978 e 1984, os primeiros na Era pós-Pelé, também foram lembrados com maior atenção pela cineasta.

Dos títulos mais recentes, o Brasileirão de 2002 foi tratado como um resgate da auto-estima do torcedor do Peixe, com depoimentos de Elano, Léo, Diego, Robinho e do técnico Emerson Leão, comandante daquela geração.

Os títulos conquistados pela geração Ganso e Neymar – os paulistas de 2010 e 2011, a Copa do Brasil de 2010 e a Libertadores de 2011 – são esmiuçados pelo filme, que revelou bastidores dessas conquistas, bem como compilou depoimentos especiais dos jogadores sobre a formação da atual equipe santista.