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Boca relembra títulos sobre brasileiros, mas não esquece o Paysandu

Nos bastidores, o Boca Juniors já começou o ‘aquecimento’ para o duelo diante do Corinthians, nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília). Horas antes de entrar em campo para o primeiro jogo das finais da Copa Libertadores, o clube divulgou uma nota, por meio de seu site oficial, relembrando algumas vitórias decisivas sobre clubes brasileiros, mas sem esquecer o Paysandu, algoz da edição de 2003.

Nas oitavas de final da Libertadores daquele ano, o Boca Juniors foi surpreendido pelo Paysandu de Vélber, Iarley e Robgol com uma vitória por 1 a 0 em plena La Bombonera, placar que assustou aos xeneizes. Na sequência da competição, no entanto, o Boca deixaria os paraenses para trás e conquistaria mais um título sobre brasileiros: desta vez o Santos, de Diego e Robinho.A derrota diante do então desconhecido Paysandu abalou tanto o clube argentino que até hoje não foi digerida completamente. Na nota de ‘aquecimento’ para a final de 2012, o Boca relembrou ‘uma equipe que perdeu para o Paysandu no primeiro encontro das oitavas de final, mas depois não deixou de ganhar até a final’. Em 2012, o clube espera que a receita se repita. Na primeira fase, em La Bombonera, o Fluminense conseguiu o feito de vencer o Boca por 2 a 1 e esta foi a única derrota da equipe na competição.

Em outros anos, porém, o Boca Juniors foi o grande algoz de equipes brasileiras, como em 2000, quando derrotou o Palmeiras nos pênaltis, em pleno Morumbi. Asprilla e Roque Júnior desperdiçaram suas chances e impediram o bicampeonato do Verdão na Libertadores. Aquela havia sido a nona decisão de Libertadores entre brasileiros e argentinos e aumentou a vantagem hermana para 6×3.Apenas três anos depois, o Boca Juniors teve pela frente o Santos, campeão brasileiro da temporada anterior, e que contava com as revelações Diego, Elano e Robinho. Diante do time de Carlos Bianchi e Tévez, no entanto, o Peixe de Emerson Leão sucumbiu e não repetiu o feito da Era Pelé, primeiro time brasileiro da história a derrotar a tradição de La Bombonera.

O título que mais orgulha o Boca, entretanto, é o de 2007, contra o Grêmio. Com uma vitória por 3 a 0 em La Bombonera e outra por 2 a 0 no Olímpico, a campanha é enaltecida na nota oficial: ‘duas partidas onde a superioridade de uma equipe conduzida por Riquelme esteve a vista. Foi o ano em que Román mostrou o melhor de seu repertório. Junto a ele se uniram nomes imprescindíveis para a história do Boca: Ibarra, Battaglia, Ledesma, Palacio e Palermo, entre outros que deixaram sua marca na história do clube’.