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Agradecido por carreira, Dodô quer seguir marcando gols bonitos

‘Eu sempre joguei em grandes clubes na minha carreira e só tenho que agradecer a eles. Eu fui o que tinha que ser. Joguei bem, joguei mal, mas o bom é que eu sempre fiz o meu melhor. Eu acho que consegui até muito mais do que merecia’, afirmou o jogador em entrevista exclusiva à GE.Net, concedida na última sexta-feira, em Atibaia.

Além de falar sobre os clubes que defendeu no País, o novo reforço do Americana comentou sobre as suas passagens em centros pouco tradicionais do futebol (na Coreia do Sul, no Japão e nos Emirados Árabes Unidos) e comemorou o apelido que ficou marcado desde a sua última passagem pelo Botafogo: o de ‘artilheiro dos gols bonitos’.

Veja a terceira e última parte da entrevista de Dodô à GE.Net:

GE.Net: Você surgiu como grande revelação do futebol brasileiro no São Paulo, em 1997. Olhando para a sua carreira como um todo, você acha que foi mais ou menos do que poderia ser?

Dodô: Eu fui o que tinha que ser. Joguei bem, joguei mal. O bom é que eu sempre fiz o meu melhor. Desde o começo da minha carreira, por tudo o que eu passei para conseguir ser um jogador importante. Claro que você olhando um todo, seleção brasileira, chances de ir para clubes da Europa que eu acabei não indo, mas eu acho que Deus sabe de todas as coisas. Eu sou muito feliz com a minha carreira, consegui formar uma linda família e dar condições aos meus pais. Então eu acho que consegui até muito mais do que merecia.GE.Net: Na seleção brasileira você realizou cinco amistosos em 1997, marcando dois gols. Em 1998 você acha que poderia ter ido para a Copa do Mundo?

Dodô: Eu 1998 eu poderia ter ido, estava bem, estava jogando, mas acho que tinha muitos bons jogadores. Em 2002, também estava muito bem no Botafogo e poderia ter ido. Acho que havia outros atletas importantes que na época foram bem convocados.

GE.Net: Entre os clubes em que você passou, qual deles você tem as maiores lembranças?

Dodô: O São Paulo foi o começo, eu joguei muito bem no São Paulo, fiz coisas belíssimas ali, com temporadas fantásticas; no Santos eu joguei duas temporadas e fiz 60 gols, 30 gols por ano, o que é uma média muito boa; no Botafogo foram 100 gols em pouco tempo, foi maravilhoso; no Fluminense eu comecei jogando muito bem e depois tive a suspensão e não pude continuar; o Vasco foi a volta, fiz 11 gols, fui o artilheiro da temporada mesmo jogando seis meses e vindo de dois anos sem jogar; e no Palmeiras foi difícil pela queda em 2002. Eu sempre joguei em grandes clubes na minha carreira e só tenho que agradecer a eles. Não tem como escolher só um deles.

GE.Net: Como foi a sua experiência no futebol do exterior. Você realmente se transferiu por causa da parte financeira?

Dodô: Isso começou no Rio de Janeiro quando eu jogava pelo Botafogo e, de tanto o Luís Roberto (narrador da TV Globo) me chamar assim, acabou pegando o apelido. Em todo lugar que eu vou as pessoas falam isso. Acho que é uma coisa positiva, porque a gente está há muito tempo jogando e eu sempre marquei muitos gols. Então você acaba virando exemplo para os jogadores que finalizam, e isso é legal, não tem como não gostar.

GE.Net: Você teria como escolher os seus cinco gols mais bonitos?

Dodô: Em todos os clubes eu consegui marcar belos gols. No Botafogo foram alguns impressionantes, no Fluminense, no São Paulo também. São muitos gols, é muito tempo jogando, então não dá para escolher assim. Espero que eu possa fazer um monte de gols bonitos pelo Americana…