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Sónar desembarca no país com música de vanguarda

Evento, que acontece nesta sexta e sábado no complexo Anhembi e deve se tornar anual, traz atrações como Cee Lo Green e o grupo alemão Kraftwerk

Repleto de boas atrações, o festival Sónar traz nesta sexta e sábado para o complexo Anhembi, em São Paulo, nomes expressivos da música de vanguarda de ontem e de hoje. O estilo do evento feito aqui segue o modelo criado em Barcelona há 18 anos e já reprisado no Brasil em 2004, em uma edição menor — espécie de aperitivo do que deve ter agora o país, onde o festival vai ganhar uma edição anual, segundo os organizadores.

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Nesta sexta, o grande destaque do evento é o grupo alemão Kraftwerk, tido como pioneiro da música eletrônica. A banda traz ao país um show inédito em 3D que só foi apresentado, até agora, no Museum of Modern Art (Moma), de Nova York. Haverá distribuição de 15.000 óculos especiais para assistir à apresentação — o número é a metade do público estimado, o que pode gerar alguma confusão.

Outras boas escalações da sexta são a dupla canadense de electrofunk Chromeo, que faz sua primeira apresentação de verdade no Brasil — eles já tocaram em uma festa fechada para convidados — e o grupo sueco de synthpop Little Dragon, que faz um som que se pode chamar de “fofo”. Outro destaque é a presença do DJ britânico Skream, um dos pioneiros do gênero dubstep, em alta na música eletrônica. Do mesmo estilo, aliás, há o inglês James Blake, que faz dj set (discotecagem) na sexta e live (show) no sábado.

O segundo dia, sábado, é onde se concentra a maior parte das atrações do festival. A mais famosa é o cantor de soul americano Cee Lo Green, que emplacou no ano passado o hit F* You (que, censurado, vira Forget You). Antes de fazer carreira solo, Green integrou a dupla Gnarls Barkley, do hit Crazy. Também vale a pena assistir à apresentação da dupla francesa de electro rock Justice, que faz um show energético. E os fãs de música instrumental devem apreciar o som do grupo escocês de pós-rock Mogwai, que produz longas jams cheias de distorções.

Entre as atrações brasileiras, aparecem boas apostas, como o encontro inédito entre os DJs Marky e Patife, marcando o aniversário de dez anos da explosão do drum & bass fora do Brasil. Vale conferir também o grupo de tecnobrega amazonense Gang do Eletro e o músico Silva, considerado uma das revelações do ano passado.

Além de shows, o festival conta com uma programação de palestras e workshops ligados à música e à tecnologia, o Sónar Pro, em que vale a pena tentar conseguir uma vaga. Os ingressos para o Sónar custam 250 reais para cada dia, ou 450 reais o passaporte para dois dias. Há meia-entrada. A programação do Sónar Pro é gratuita, mas depende do número de vagas disponíveis na hora da palestra.