Serviço de streaming de música supera o de vídeo nos EUA

O streaming transformou a indústria da música, que em 2015 viveu o primeiro aumento substancial de seu volume de negócios desde o surgimento da internet

Pela primeira vez na história, os americanos consumiram mais música do que vídeo em streaming no primeiro semestre deste ano. O serviço de streaming de músicas — aquele que permite ouvir canções sem baixá-las — ganhou espaço rapidamente, oferecendo uma saída para um setor que está há anos em crise e se esforça para desviar os internautas de sites de vídeos como o YouTube.

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De acordo com levantamento da empresa especializada BuzzAngle Music, foram ouvidas 114 bilhões de músicas em plataformas como Spotify, Apple Music, Tidal e Rhapsody entre janeiro e junho deste ano. O número é bastante superior aos 95 bilhões de pessoas que assistiram a vídeos em streaming no YouTube (mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo), Dailymotion e afins.

O consumo de música em streaming aumentou nos primeiros seis meses do ano, multiplicando por mais do que o dobro o nível alcançado no ano passado nesse mesmo período. Já nos vídeos em streaming, esse aumento foi de apenas 23%. No total, o streaming cresceu 58% nos Estados Unidos, o maior mercado de música do mundo.

A plataforma sueca Spotify, número 1 para ouvir músicas on-line, disse contar com 89 milhões de usuários ativos em todo o mundo no final de 2015. Desses, 28 milhões são inscritos no modelo pago. O streaming transformou a indústria da música, que em 2015 viveu o primeiro aumento substancial de seu volume de negócios desde o surgimento da internet. Os artistas criticam o baixo retorno neste tipo de plataforma, em particular do Spotify, mas os profissionais da indústria assinalam que, nos sites de vídeos, é menor ainda.

(Com agência France-Presse)