‘Respirar’, do austríaco Karl Markovic, leva prêmio de melhor filme da Mostra de SP

Documentário Raul - O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho, venceu em duas categorias. Longa nacional Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios faturou o Itamaraty de ficção, de 45.000 reais

Foram divulgados na noite desta quinta-feira os vencedores da 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O longa Respirar, do austríaco Karl Markovic, foi o escolhido como melhor filme pelo júri internacional. Outros destaques da premiação foram o documentário brasileiro Raul – O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho, único a vencer em duas categorias, e Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca, agraciado com o Itamaraty de longa de ficção, no valor de 45.000 reais.

Também pelo júri internacional, venceram, nas categorias documentário, ator e atriz, Marathon Boy, da britânica Gemma Atwal, Théodor Júliosson, do longa Vulcão, e Alina Levshin, de Combat Girls. A crítica concedeu prêmio especial a Sábado Inocente, de Alexander Mindadze, Era uma Vez na Anatólia, de Nuri Bilge Ceylan, considerado pelos críticos o melhor filme do festival.

Pelo público, Raul – O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho, e Vai-Vai: 80 Anos nas Ruas, de Fernando Capuano, venceram na categoria Melhor Documentário Brasileiro, e Batidas, rimas & vida: As Viagens de A Tribe Called Quest, de Michael Rapaport, na de Melhor Documentário Brasileiro. Teus Olhos Meus, de Caio Sóh, foi o ganhador como longa de ficção nacional, e Desapego, de Tony Kaye, e Frango com Ameixas, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, dividiram o prêmio para ficção internacional.

Além do fundador da mostra, Leon Cakoff, morto em outubro, que teve seu nome citado em discursos, a noite foi marcada pela homenagem ao argentino Hector Babenco, evocado pelo conjunto da obra. O evento terá repescagem, com exibição de uma parte de sua programação inicial e extras, entre esta sexta e a próxima quinta, dia 10 de novembro.