Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

‘Os Dez Mandamentos’ capricha no Mar Vermelho – mas faz deserto ‘de isopor’

Sequência mais esperada da novela bíblica da Record foi bem executada, mas produção pecou no resto do cenário

A Record começou a exibir nesta terça-feira a esperada sequência da abertura do Mar Vermelho em Os Dez Mandamentos. Após muita enrolação, misturando cenas de Moisés (Guilherme Winter) com os hebreus perto do mar e de Nefertari (Camila Rodrigues) chorando a morte de seu pai, Paser (Giuseppe Oristanio), a quilômetros de distância dali, o libertador finalmente recebeu a ordem de Deus de apontar seu cajado para as águas. O mar começou a se abrir em uma sequência bem feita, com a água se dividindo e formando um corredor impressionante – mas, de tanto caprichar nessa área, a produção acabou se esquecendo de outra: o deserto nos arredores do Mar Vermelho parecia ser feito de isopor, lembrando bastante, na verdade, o cenário de um dos episódios da série Chapolin. Vida longa aos aerólitos!

Leia também:

‘Os Dez Mandamentos’: elenco virou noites para gravar a abertura do Mar Vermelho

As novas ‘pragas’ reservadas à Globo por ‘Os Dez Mandamentos’

‘Os Dez Mandamentos’: Ramsés aceita ideia de Nefertari de matar Moisés

No decorrer da cena, o Mar Vermelho ganhou um tom exageradamente azul – apesar do nome, o golfo tem águas em tom azulado e muito límpidas. Assim que o mar abriu, Moisés ordenou que seu povo, embasbacado com o que via, passasse pelo corredor. Nos momentos finais, ele mesmo seguiu os hebreus, inclusive empurrando alguns que estavam atrasando a travessia, para evitar que eles caíssem nas mãos do perigoso exército do faraó Ramsés (Sergio Marone), que os seguiu pelo deserto. Alguns soldados começaram a passar pelo mar e devem morrer afogados quando Moisés ordenar que as águas voltem ao normal, cena que irá ao ar nesta quarta-feira.

A sequência do Mar Vermelho começou a ser filmada em maio e boa parte de suas cenas foram feitas na Fazenda Lama-Preta, em Itaguaí, Rio de Janeiro. Segundo o site da novela, foram usados 200 figurantes e 240 profissionais no processo. O diretor da trama, Alexandre Avancini, foi aos Estados Unidos se encontrar com a equipe do diretor de efeitos visuais americano Sam Nicholson e as cenas foram finalizadas em um estúdio de Hollywood, o mesmo por trás de séries como Revenge, The Walking Dead e CSI.

Em entrevista ao site da novela, o elenco do folhetim de Vivian de Oliveira contou como o processo de gravação foi exaustivo, principalmente porque era realizado madrugada adentro. “Viramos noites e noites, pois as cenas eram noturnas, e cansamos de trabalhar das 17 às 5 horas”, afirmou a atriz Larissa Maciel, intérprete da hebreia Miriã, irmã de Moisés.

Ao que tudo indica, o esforço valeu a pena. A abertura do mar é uma sequência importante na história do Êxodo, livro bíblico do Antigo Testamento em que a novela é baseada, e foi bem executada – mesmo com o deserto de isopor.