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‘O Violinista’ e ‘Tim Maia’ estreiam em março em SP

O mapa do sucesso da temporada teatral carioca de 2011 se estendeu da Tijuca de Tim Maia a um vilarejo judeu na Rússia czarista, e teve trilha sonora igualmente variada. A trajetória do cantor e compositor, seu estrelato e os muitos percalços, levou 70 mil espectadores ao teatro, e já começou janeiro com ingressos esgotados. Já “Um Violinista no Telhado”, que pôs em destaque um José Mayer cantor, candidato ao Prêmio Shell (a música também valeu uma indicação), bateu 85 mil.

Ambos os musicais passaram quatro meses em cartaz e, chancelados pelo sucesso, chegam a teatros paulistanos em março: findo o segundo tempo da temporada no Rio, de mais oito semanas, “Tim Maia – Vale Tudo, o Musical” estreia dia 9 no Procópio Ferreira. “Um Violinista” – mais um gol da dupla Claudio Botelho & Charles Möeller, pinçado entre os clássicos da Broadway -, dia 22, no Alfa.

Para o jovem paulistano Tiago “Tim” Abravanel, protagonista feito no Rio a sensação do ano (curiosamente, não incluído no Shell), será a volta para casa. Mas ele está longe de se sentir inteiramente confortável. “É uma mistura de ansiedade e medo. O carioca é mais aberto, a plateia paulista é diferente. Dá um nervosismo. Até porque o espetáculo é muito carioca, então me preocupa como ele será entendido. Por outro lado, amo muito minha cidade”, diz o rapaz, que, trabalhando de terça a domingo (com direito a cadeiras extras e até briga em cena aberta por lugar), já perdeu dez dos 115 quilos com que chegou ao Rio.

O avô, Silvio Santos, que se surpreendeu com o boca-a-boca sobre o talento do neto, aplaudido com entusiasmo por todos os grandes do teatro brasileiro, vai finalmente assisti-lo. Ele verá o que encantou primeiro o diretor, João Fonseca, que o descobriu em testes, e em seguida, os cariocas: ator que canta como poucos – prepare-se desde já para se arrepiar na interpretação de alguns dos maiores hits de Tim, como “Azul da Cor do Mar”, “Não Quero Dinheiro” e “Que Beleza”.

Surpresa – O diretor Claudio Botelho conta que “Um Violinista” é um marco em 20 anos de carreira, uma surpresa boa. “Só é comparável à Noviça Rebelde. Eu não esperava que tivesse tanto público, porque tem um viés judaico muito forte. Mas a peça pegou as pessoas pela história da família. O Zé Mayer eu já namorava, sabia que ali tinha um cantor que daria voos altos, mas achei que talvez estivesse com o equipamento enferrujado…”

Cabeça de um grupo de 43 atores, em que se distingue a rainha dos musicais, Soraya Ravenle (Golda, sua mulher), ele é Tevye, um pobre leiteiro que busca manter as tradições de sua aldeia na virada do século 20. Tenta driblar as vontades das três filhas, que querem escapar dos maridos que o pai lhes arranja.

Março será mesmo fértil em musicais em São Paulo: além das duas, o público fiel ao gênero terá ainda no cardápio “A Família Adams”, no Teatro Abril, “Priscilla, Rainha do Deserto”, no Bradesco, “Cabaret”, no Procópio Ferreira, além de “Hair”.

(Com Agência Estado)