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México espera 500 artistas de 20 países na Feira de Arte MACO

México, 10 abr (EFE).- A 9ª edição da Feira Internacional de Arte Contemporânea MACO reunirá na próxima semana no México 96 galerias de 20 países, a metade ibero-americanos, em uma reunião que já se consolidou como a mais importante da América Latina, explicaram seus organizadores nesta terça-feira.

‘Realmente é a feira mais internacional olhando a América Latina, em comparação com todas do Brasil, da Colômbia, Argentina ou Chile. É a mais interessante, a mais importante, a mais contemporânea, porque aqui, principalmente, são as últimas tendências’, disse à Agência Efe seu diretor artístico, o espanhol Pablo del Val.

A reunião acontecerá de 18 a 22 de abril no Centro Banamex da Cidade do México, onde foram disponibilizados 10 mil metros quadrados para cerca de 500 artistas, assim como colecionadores, críticos e para o público em geral, detalhou.

‘No final são 96 galerias de 20 países. Na realidade são 105 espaços porque há galerias que repetem seções’, acrescentou Val. Em 2011, a feira registrou 35 mil visitantes, uma marca que a nova edição quer superar.

O México é o país mais representado com 26 galerias, o que significa 27% do total, e dá uma ideia da internacionalização que a MACO alcançou.

‘Se você for a qualquer outra feira latino-americana, o país anfitrião tem 90%’, disse Val.

MACO 2012 conta com três seções. A geral é selecionada pelos mexicanos Patricia Ortiz, Jaime Riestra e José García Torres, pelo brasileiro Daniel Roesler, o austríaco Thomas Krinzinger e as espanholas Inés López e Silvia Ortiz.

As outras duas são ‘Novas Propostas’, que teve como comissário o mexicano Pablo León de la Barra, e ‘Zona Maco Sul’, organizada por Patrick Charpenel, diretor da coleção Jumex.

Val considera que em uma conjuntura econômica mundial de crise econômica e recessão em alguns países, ‘há dois lugares agora que são emergentes com relação a dinheiro e coleções: Ásia e América Latina’.

Isso despertou um grande interesse na feira internacional de Hong Kong e na mexicana MACO, que por sua proximidade atrai artistas e galeristas dos Estados Unidos e América Central, acrescentou o diretor artístico.

Com o propósito de impulsionar novos colecionadores, neste ano haverá um programa intitulado ‘Menos de 30 mil’ (30 mil pesos mexicanos, cerca de US$ 2.360), que terá obras a venda por preços inferiores a esse.

Dirigida pela mexicana Zélika García Ortiz, a MACO está aberta ao público em geral, além do especializado, que contará com críticos, imprensa internacional e 58 diretores de museu e comissários internacionais.

Os países participantes este ano são Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, México, Panamá e Peru, da América Latina, assim como Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, França, Japão, Portugal, Suécia e Suíça. EFE