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Freddy Krueger pode voltar aos cinemas em novo remake

New Line, estúdio que praticamente deve tudo o que tem à franquia, quer dar um 'novo começo' ao personagem, na esteira de grifes do terror que se preparam para voltar às telas, como 'Sexta-Feira 13'

O monstruoso Freddy Krueger, da franquia 'A Hora do Pesadelo'

O monstruoso Freddy Krueger, da franquia ‘A Hora do Pesadelo’ (VEJA)

Freddy Krueger pode ressurgir das trevas em um remake que é tido como um verdadeiro recomeço para o monstruoso vilão de A Hora do Pesadelo, a franquia de terror que praticamente ergueu o estúdio New Line, onde o novo projeto é desenvolvido. Além de uma tentativa de apagar o desastroso remake assinado em 2010 por Samuel Bayer, experimentado diretor de curtas sobre bandas de rock como Garbage e Blink 182, o retorno de Krueger quer aproveitar o que pode ser uma retomada do filão de terror no cinema, com a volta de franquias clássicas do gênero, como Sexta-Feira 13 e Halloween, em 2016.

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Ainda não há nenhum nome confirmado para o projeto, mas David Leslie Johnson, roteirista de A Órfã (2009) e A Garota da Capa Vermelha (2011), é cotado para escrever a história, de acordo com o site americano The Tracking Board. Johnson, anunciado no começo desta semana a bordo da nova adaptação do game Dungeons & Dragons, agora pela Warner, cairia como uma luva cheia de lâminas no novo projeto de Freddy Krueger, já que tem experiência com terror graças a trabalhos como na série Walking Dead e quer mergulhar ainda mais profundamente nesse nicho.

Desde a sua estreia, em 1984, sob a direção de Wes Craven, A Hora do Pesadelo se tornou um fenômeno cultural e inseriu para sempre, no folclore do terror, o horrendo Freddy Krueger. Ao todo, já são nove filmes, incluindo o mal fadado remake e o encontro Freddy vs. Jason (2003), além tentáculos em outras mídias: já são mais de doze romances, vários gibis, games e uma série de TV.

‘O Exorcista’ (1973)

Ficção: Dirigido por William Friedkin, O Exorcista (1973) narra a história da garota Reagan MacNeil (Linda Blair), que é possuída por uma entidade demoníaca aos 12 anos. Para solucionar o caso, sua mãe decide chamar o padre exorcista Lankester Merrin (Max von Sydow).

Realidade: O roteirista William Peter Blatty se inspirou em um artigo publicado na Universidade de Georgetown, Washington, sobre um exorcismo realizado em 1949. No entanto, os nomes, a localidade e, inclusive, o sexo da criança foram trocados. A verdadeira história tem o garoto Roland Doe como alvo de uma entidade demoníaca. Ele mora em Maryland e não em Washington, como no filme, e passa por cerca de trinta tentativas de exorcismo até os padres William S. Bowdern e Walter Halloran obterem sucesso. As gosmas e a postura de caranguejo ao descer as escadas também foram invenções da equipe do filme para dar mais força ao longa.

‘O Exorcismo de Emily Rose’ (2005)

Ficção: Em O Exorcismo de Emily Rose (2005), o Padre Moore é condenado à prisão após uma tentativa de exorcismo frustrada com a jovem universitária Emily Rose (Jennifer Carpenter). O caso é narrado ao longo da história por Moore, que conta com a ajuda da cética advogada Erin Bruner (Laura Linney) para se livrar da acusação de ter matado a garota.

Realidade: O filme foi inspirado em um caso real ocorrido na Alemanha entre 1968 e 1975 com a jovem Anneliese Michel, de 16 anos. Após apresentar um comportamento estranho com convulsões e crises de epilepsia, além de ouvir vozes, a garota foi diagnosticada com esquizofrenia. Ela chegou a apresentar melhoras, mas, com o passar do tempo, as vozes e as visões voltaram a atormentar a jovem, que praticamente não se alimentava mais e passou a assumir um comportamento agressivo com a família e até consigo mesma. Após o fracasso do tratamento, o Padre Ernest Alt foi chamado para realizar o exorcismo, que a livrou do espírito malígno após nove meses. No entanto, Anneliese morreu por desnutrição e falência múltipla dos órgãos.

‘Psicose’ (1960 e 1998)

Ficção: No clássico Psicose, de Alfred Hitchcock, Norman Bates é um gerente de hotel com dupla personalidade que segue as ordens da falecida mãe, por quem tem verdadeira obessão (um traço do Complexo de Édipo) e cujo cadáver é mantido em um local próximo ao estabelecimento onde ele trabalha. Seu temperamento doentio faz dele um assassino em série, que vitima os hóspedes do hotel onde dá expediente. A principal vítima é a ladra Marion Crane (Janet Leigh), que em uma das cenas é atacada durante o banho com uma faca — um dos momentos mais clássicos do cinema.

Realidade: Psicose é uma adaptação cinematográfica da obra do escritor americano Robert Bloch. O autor, por sua vez, se inspirou no caso do fazendeiro Ed Gein, da cidade de Winsconsin, nos Estados Unidos, que vitimou uma série de mulheres por enxergar nelas a figura da falecida mãe. Ed usava a pele das vítimas para fazer móveis e até se vestir. O caso do assassino de Winsconsin também serviu de inspiração para os filmes O Massacre da Serra Elétrica (1974), em que um homem de uma família canibal do Texas mata uma série de pessoas para se alimentar de sua carne, vendê-las e, até para vestir seu rosto, e O Silêncio dos Inocentes (1991), em que o psicopata Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) auxilia uma agente do FBI a encontrar um assassino que tira a pele das vítimas.

‘Horror em Amityville’ (1979 e 2005)

Ficção: Em 1975, o casal George e Kathy Lutz decide se mudar com os filhos para o condado de Amityville, nos Estados Unidos, sem saber que, no ano anterior, uma família havia sido assassinada enquanto dormia por um dos filhos, Ronald DeFeo, influenciado por vozes sobrenaturais vindas de dentro da residência. Os novos moradores logo começam a sofrer as mesmas consequências dos inquilinos anteriores.

Realidade: A história real por trás do longa não foge muito do que foi retratado no cinema. As duas versões cinematográficas de Horror em Amityville, de 1979 e 2005, foram baseadas na obra do escritor americano Jay Anson, que descreveu as experiências sobrenaturais vividas pela família Lutz durante os 28 dias que ela passou na casa. O caso foi, inclusive, estudado pela dupla de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, os mesmos de Invocação do Mal.

‘Evocando Espíritos’ (2009)

Ficção: Em Evocando Espíritos, o casal Sara (Virginia Madsen) e Peter Campbell (Martin Donovan) se muda para uma casa próxima ao hospital onde um de seus filhos, Matt (Kyle Gallner), faz tratamento contra um câncer. Com o tempo, o rapaz começa a ter atitudes estranhas e a realizar contatos com espíritos dentro da casa, que, anteriormente, funcionava como uma funerária.

Realidade: Outro filme bem próximo da realidade, Evocando Espíritos foi baseado no caso da família Reed, que, no final da década de 1980, se mudou para uma casa em Connecticut, perto do hospital UConn, onde um dos filhos receberia tratamento contra um câncer. A casa, que funcionava como uma funerária anteriormente, era assombrada por espíritos e também foi examinada pela dupla de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, de Invocação do Mal. Segundo a própria Lorraine, em entrevista à Associated Press, a casa ficou isenta de qualquer presença sobrenatural após um exorcismo, realizado pelo casal em 1988.