Efeitos toscos marcam 7ª praga de ‘Os Dez Mandamentos’

Montagem da novela, finalizada por uma produtora de Hollywood, parecia feita no Antigo Egito

A esperada sétima praga do Egito foi mostrada nesta quinta-feira em Os Dez Mandamentos. Após muito alarde da Record sobre o fato de a emissora ter enviado as cenas para Hollywood para serem finalizadas por uma produtora de lá, o resultado foi bastante decepcionante. As sequências que mostravam Moisés (Guilherme Winter) e seu irmão, Arão (Petrônio Gontijo), invocando a tempestade de granizo e bolas de fogo foram ao ar com uma montagem tosquíssima e efeitos especiais dignos do Antigo Egito, que praticamente gritavam “chromakey!” entre os raios e trovões que caíam do céu.

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Até a tempestade finalmente cair, no entanto, foi um longo périplo, que castigou a vilã Yunet (Adriana Garambone), libertada da prisão apenas poucos minutos antes das pedras de gelo surgirem, e também o pobre espectador. A novela de Vivian de Oliveira começou às 20h30 e, até pouco mais das 21 horas, o céu não estava nem mesmo escurecendo na trama. O capítulo se dedicava a mostrar a subida dos irmãos ao monte de onde eles chamariam a tempestade e o sofrimento dos hebreus, que teriam alguns de seus pares enforcados por ordem de Ramsés (Sergio Marone).

Quando Moisés finalmente chegou ao topo do monte e abriu os braços para chamar a tempestade, foram mais quarenta minutos de céu negro (e roxo, vermelho e cinza), raios, trovões e egípcios e hebreus correndo para se proteger. O enviado de Deus, que já havia exercitado os bíceps ao carregar sua mãe adotiva, Henutmire (Vera Zimmermann), no capítulo para lá de arrastado da semana passada, precisou se manter firme com os braços abertos até que as primeiras pedras de gelo ganhassem o chão.

O episódio foi tão lento que a novela parecia estar competindo com a Globo para ver quem conseguia enrolar mais o espectador: Moisés ou as seleções do Brasil e do Chile, que ficaram no 0 a 0 enquanto o jogo de eliminatórias da Copa exibido pelo canal carioca rivalizava com o folhetim. Só depois da aparição das bolas de fogo é que o Chile abriu o placar contra a seleção brasileira.

(Da redação)