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Bibi Perigosa real lembra traição: ‘Não foi só uma. Foram várias’

Mulher que inspirou a personagem de Juliana Paes em ‘A Força do Querer’ conta o que há de verdade e de ficção nos recentes capítulos de Gloria Perez

As cenas que foram ao ar, nesta quarta e quinta em A Força do Querer, a novela das 9 da Globo, fizeram Fabiana Escobar, a verdadeira Bibi Perigosa, lembrar alguns dos momentos mais dramáticos de sua relação com Nem, traficante que se tornou o Barão do Pó da Rocinha e fez dela, por tabela, a baronesa do tráfico do Rio de Janeiro. Assim como a Bibi de Juliana Paes, Fabiana também foi traída. E, diz ela, não só com uma “novinha”, personagem da trama de Gloria Perez interpretada pela ex-estrela-mirim Carla Diaz. E sim com várias.

“Eu nunca peguei ele com ninguém, mas surgiram muito boatos sobre garotinhas novinhas e mais velhinhas. Foram várias. De rumor que me chegou, umas quatro ou cinco”, diz Fabiana. “Depois que eu separei, ele falou para a minha filha que era o segundo que pegava mais mulher, que ficava na academia para pegar mulher. Várias historinhas chegavam ao meu ouvido, mas eu não conseguia confirmar, porque o povo corria, se escondia de mim, mentia.”

Fabiana conta ainda que também houve um Batoré na sua vida – um parceiro de tráfico de Nem que assumiu um relacionamento do chefe para livrá-lo de problemas com a Perigosa. Na novela, Batoré (Daniel Zettel) assume a novinha de Carla Diaz como caso seu para que Rubinho (Emílio Dantas) pose de fiel diante de Bibi (Juliana Paes).

“Não vou dizer o nome real, porque ele ainda está vivo. Mas existiu sim, um Batoré. E eu era mesmo incendiária e tentei botar fogo na moto dele, como apareceu em A Força do Querer. Só que o fósforo não riscou na hora, estava mofado, a minha casa era muito úmida”, lembra a verdadeira Bibi, que contou sua história com o traficante Saulo de Sá Silva na auto biografia Perigosa, recém-lançada pela Novo Século com tiragem de 30.000 exemplares. “Depois, eu fiz ele ir no salão onde ela trabalhava, do mesmo jeito que apareceu na novela, para chamar a menina de piranha na cara dela. E ela se defendeu dizendo que era noiva.”

Outra semelhança com a trama da novela foi a visitinha de Bibi ao salão de beleza onde trabalhava a novinha, para tirar satisfação com ela – na vida real, porém, a visitinha não foi relâmpago, e resultou num barraco de quatro horas, calcula ela.

Já a cena em que uma rival amorosa vai à sua própria festa de aniversário, como aconteceu nesta quinta-feira no folhetim, quando a Bibi de Juliana Paes expulsou a novinha de Carla Diaz do camarote do baile funk, Fabiana diz não ter vivido. “Não aconteceu comigo, não, uma afronta dessa. Se não, eu tinha quebrado os dedos dela todinhos quando ela me desse tchau.”

Por que te chamavam de Perigosa, mesmo? “Era por causa do meu temperamento.”

Bibi ameaça botar fogo na moto de Batoré (Reprodução/TV Globo)

Comentários

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  1. Mulher que se relaciona com bandido está traindo a classe trabalhadora.
    Ela se relaciona com traficante queria o que? Que ele fosse romântico?
    Ela é que está errada em ter preferido namorar um traficante em vez de um trabalhador.
    Se bandido não tivesse acesso a mulher, não existiria bandidos, pois essa é uma das motivações dos bandidos: Mulher ouro e poder.

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  2. Pacífico Guerra

    A Rede EsGoto de Televisão, além de fazer apologia ao homossexualismo, agora o faz ao crime e trafico de drogas.

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