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Segunda-feira, 5 de abril
O início do caos
Por volta das 17h, uma frente fria vinda do sul encontra uma massa de ar quente e ventos que sopram do mar para o continente. Forma-se o temporal que, por mais de 36 horas, assolaria o Rio. À noite, vias são bloqueadas, trens e metrô têm circulação prejudicada e há cortes de fornecimento de luz. Começam os deslizamentos de terra.
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Terça-feira, 6 de abril
Tragédia em marcha
A cidade amanhece alagada. O prefeito Eduardo Paes pede que a população fique em casa. Niterói, na Região Metropolitana, é a cidade com maior número de deslizamentos de terra e soterramentos. O secretário estadual de Saúde e Defesa Civil defende a remoção de favelas das encostas. O número de mortes no estado chega a 98.
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Quarta-feira, 7 de abril
Rio não tem mapa de áreas de risco
A chuva para pela primeira vez, e a cidade tenta se recompor. Geólogos alertam para o risco de novos deslizamentos nas encostas encharcadas, mas o Rio não tem um mapeamento recente de suas áreas de risco. À noite, em Niterói, recomeça o pesadelo. Um deslizamento de grandes proporções no Morro do Bumba, bairro Viçoso Jardim, faz desaparecer cerca de 50 casas. O número de vítimas fatais no estado chega a 133.
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Quinta-feira, 8 de abril
Longa noite no canteiro de buscas
A dimensão da tragédia em Niterói começa a se revelar. O Morro do Bumba, no passado, servira de depósito de lixo, o que contribuiu para a instabilidade do terreno, sobre o qual foi construído um conjunto de casas. O desmorona soterra cerca de 200 pessoas, segundo estimativas, e os bombeiros trabalham afundados no lixo e na lama, durante toda a noite, mesmo sabendo que é mínima a chance de encontrar sobreviventes. O número de vítimas em todo o estado passa de 170.
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Sexta-feira, 9 de abril
Prefeito admite que sabia de construções em área de lixão
O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, reconhece o erro de ter deixado crescer a favela sobre o lixão. Dos escombros, são retirados um cão e uma cadela com vida, o que reacende a esperança – ainda que mínima – de sobrevivência no lamaçal. O número de vítimas e todo o estado se aproxima de 200.
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Sábado, 10 de abril
Começa a remoção
Famílias do Morro do Urubu, na Zona Norte do Rio, são retiradas de casas em áreas com risco de novos deslizamentos. São os primeiros incluídos no aluguel social de 400 reais pagos pela prefeitura. Número de mortos sobe para 223.
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Domingo, 11 de abril
Depois da tragédia, o mapeamento de áreas de risco
A Prefeitura do Rio anuncia mapeamento das áreas de risco na capital. O prefeito Eduardo Paes calcula em 4 mil o total de moradores que terão de deixar suas casas em oito favelas. Governo do estado prepara plano para desocupar áreas sujeitas a desabamento em cidades da Região Metropolitana e no interior. Número de mortos: 224.
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Segunda-feira, 12 de abril
Cristo redentor interditado
Desabamentos ocorridos nas encostas do Morro do Corcovado impedem acesso ao Parque Nacional da Tijuca e ao Cristo Redentor. Ao todo, são 280 pontos de deslizamento em ruas e sobre os trilhos do trem que leva turistas ao monumento. Número de mortos: 231.
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Terça-feira, 13 de abril
Desabamento fecha a rio-santos
Um bloco de pedra de 80 toneladas rola sobre a BR-101, no município de Mangaratiba, entre o Rio e Angra dos Reis, impedindo a passagem de veículos pela Rio-Santos. A pista fica interditada por três dias. Número de mortos: 249.
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Quarta-feira, 14 de abril
Estado apresenta programa de reassentamento
Decreto destina um bilhão de reais para programas de remoção de famílias de áreas de risco, pagamento de aluguel social de até 500 reais e levantamento de risco geotécnico. Nos municípios que aderirem ao programa, Defesa Civil estadual terá poder para interditar e desocupar imóveis. Começa a procura por áreas para construir moradias definitivas para os mais de 10 mil desabrigados no estado. Número de mortos: 250.
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