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Primeira fase foi mais simples, dizem professores

Por Marina Dias

A primeira fase da Fuvest 2009 foi considerada relativamente fácil, na comparação com exames de anos anteriores, segundo professores ouvidos por VEJA.com. De acordo com Edmilson Motta, coordenador do curso Etapa, a prova foi “mais simples”, exceto pelas questões de geografia. “Por apresentar muitos gráficos, fotos de satélites e mapas, a disciplina pode ter trazido mais dificuldades aos alunos”, diz. Clique aqui para conferir a resolução da prova.

Segundo pesquisa realizada na internet pelo cursinho, os candidatos acertaram em média 55,1% das questões – ante 53,7% do vestibular 2008. “Essa nota ainda é parcial e pode mudar, mas já aponta para uma tendência de melhora no desempenho dos candidatos”.

Pesadelo – As questões de inglês e biologia, avalia Motta, seguiram como as mais simples do exame, enquanto as de química e física foram as mais trabalhosas. “A Fuvest apostou novamente em perguntas e alternativas em português na prova de idioma, o que facilita a vida do candidato, pois ele pode apreender o contexto e acertar a questão”.

Boa parte dos alunos, porém, reclamou dos enunciados extensos das questões de química e da dificuldade de execução na prova de física. O coordenador diz que os enunciados bem elaborados podem atrapalhar um pouco a concentração dos alunos, mas não acredita que a prova de física tenha sido realmente complicada. “O estigma da física assusta os estudantes, eles acharam a prova difícil, mas ela não me pareceu tão complicada assim”.

Língua – A professora Célia Passoni, também do Etapa, julgou mais simples as questões de português, na comparação com o exame de 2008. “Houve muitas perguntas de interpretação, o que confirma a tendência da Fuvest exigir muitos textos”.

Segundo ela, a prova contou com seis perguntas de interpretação, cinco de literatura – diretamente sobre os livros obrigatórios -, três questões gramaticais e duas estilísticas, além das interdisciplinares que incluíam português. “A Fuvest aposta na intertextualidade, no diálogo entre autores e na interpretação de texto. Isso aconteceu neste ano e a tendência é que continue”, finaliza.