Desempenho de alunos brasileiros está bem abaixo do ideal

Relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico mostra déficit brasileiro nas categorias leitura, matemática e ciência

O comportamento dos alunos que mais prejudica o desempenho escolar, de acordo com as próprias escolas brasileiras, é o uso de álcool e drogas ilícitas

O relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela um dado pouco animador para o Brasil: o país continua abaixo da média mundial nos pilares educacionais da leitura, matemática e ciência.

O levantamento, produzido a cada três anos, faz um raio-x da situação da educação no mundo e organiza um ranking com os países membros e parceiros da organização. Dentre os 65 países analisados, o Brasil ocupa apenas a 53ª posição (confira o ranking abaixo), atrás de nações como Chile, Trinidad e Tobago, Colômbia, México e Uruguai.

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A colocação do Brasil, a exemplo do que aconteceu na última edição, em 2006, não foi positiva. Segundo dados do relatório de 2009, divulgado neste mês, o país atingiu 412 pontos em leitura, 386 pontos em matemática e 405 pontos em ciência. A média sugerida pela OCDE é de 492, 496 e 501, respectivamente.

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O objetivo do Pisa é comparar o desempenho da educação no mundo. Ao todo foram analisados 65 países – 34 membros da organização e 31 parceiros.

Participaram da avaliação 3.292.022 adolescentes brasileiros, todos na faixa dos 15 anos. Embora o desempenho não tenha sido exemplar, o Brasil mostrou melhoras no setor. Em leitura, a nota do país subiu 19 pontos – em 2006, a marca estava em 393 pontos. A pontuação dos alunos brasileiros ainda cresceu 16 pontos no quesito matemática (era de 370 há três anos) e 15 pontos na área de ciência (de 390 para 405).

Entre todas as habilidades analisadas, a leitura é a principal. Ela influencia a performance dos alunos nas demais categorias e, por essa razão, foi abordada de diferentes pontos de vista. De acordo com um dos recortes, a maioria dos brasileiros está no nível 1a, o que significa que grande parte do grupo tem capacidade de localizar informações importantes em um texto e conectá-las à experiência cotidiana.

Ainda segundo o levantamento, são as mulheres as que mais de destacam na área da leitura, com um desempenho superior em todos os países membros e parceiros da organização.

O comportamento dos alunos que mais prejudica o desempenho escolar, de acordo com as próprias escolas brasileiras, é o uso de álcool e drogas ilícitas. O bullying – palavra inglesa que significa intimidar e atormentar – é a segunda razão que mais compromete o rendimento do estudante no Brasil.

A expectativa é de que o país apareça em melhor posição nos demais levantamentos da OCDE. A meta do governo, afirma o documento, é alcançar a pontuação média do Pisa em 2021, um ano antes do bicentenário da independência do país.

Confira, na íntegra, o ranking geral do Programa Internacional de Avaliação de Alunos:

Fonte: Pisa

Fonte: Pisa (VEJA)