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Candidata desaparecida do Enem é encontrada pela família

Ainda não se sabe o motivo do sumiço de Mariana, de 19 anos; segundo os fiscais de prova, ela saiu antes de começar o exame

A estudante Mariana Vakahara, de 19 anos, que desapareceu neste domingo (5) durante a realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi encontrada agora há pouco pela família. Segundo Marcelo Kimura, amigo dos familiares, uma das hipóteses para justificar o desaparecimento da jovem é a de que Mariana estaria se sentindo pressionada a passar no vestibular de Medicina, já que ele não teria sido aprovada no ano anterior. “Mas não era uma pressão da família, era autopressão”, afirmou.

Ainda não há informações sobre onde a jovem estudante teria passado a noite — sua irmã, Carol Naomi, publicou um post no Facebook informando que ela foi encontrada em Campos do Jordão (SP). Ainda não se sabe a motivação que teria levado Mariana a não voltar para casa. Segundo Kimura, a mãe de Mariana acompanhou a estudante até a porta da Universidade Paulista (Unip), do bairro Aclimação, na Zona Sul de São Paulo, onde a jovem deveria ter feito a prova. Por volta das 12h15, Mariana enviou uma mensagem no celular da mãe informando que já estava dentro da sala. A mãe desejou boa sorte.

Porém, no horário em que deveria ter voltado para casa, Mariana não retornou e não deu mais notícias. A mãe tentou vários contatos pelo celular, que estava desligado. A família registrou um boletim de ocorrência, mas a polícia pediu 48 horas para iniciar as investigações sobre o desaparecimento. Desesperados, familiares e amigos postaram apelos nas redes sociais pedindo informações sobre a jovem.

Segundo Kimura, a Unip forneceu à família imagens das câmeras de segurança do prédio da universidade, mas ninguém conseguiu localizar Mariana nas imagens. Além disso, fiscais da prova teriam dito à família que se lembravam de chamar pelo nome de Mariana na hora de entregar as provas, durante a chamada para confirmar presentes e ausentes, mas que ninguém respondeu – o que reforça a tese de que a jovem saiu do prédio antes de iniciar o exame. Ainda segundo Kimura, uma mulher entrou em contato com a família pelas redes sociais dizendo que teria visto Mariana chorando na porta da Unip, antes do início da prova.