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Copom baixa Selic em 1 ponto e indica redução de ritmo de corte

A taxa básica de juros chega ao menor patamar desde janeiro de 2014, quando subiu a 10,50%.

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, manteve o ritmo de cortes na taxa básica de juros e baixou a Selic em 1 ponto percentual, para 10,25%. Esta é a sexta redução consecutiva desde outubro do ano passado. A decisão foi tomada por unanimidade. Com isso, a taxa chega ao menor patamar desde janeiro de 2014, quando subiu a 10,50%.

O Banco Central vinha sinalizando que poderia intensificar o ritmo de cortes na reunião dessa quarta-feira, por conta da inflação em queda e da atividade fraca. Agentes do mercado apostavam em queda de 1,25 ponto percentual ante redução de 1 p.p em abril.

Mas a avaliação dos analistas é que o BC refez seus cálculos por conta da instabilidade política criada a partir da delação premiada de Joesley Batista, um do donos da JBS, envolvendo o presidente Michel Temer. A notícia veio a público há duas semanas, derrubou o Ibovespa, fez o dólar disparar e trouxe incerteza aos mercados, por causa da possibilidade de o presidente ser removido do cargo.

Em nota divulgada hoje, o Copom indica que reduzirá o ritmo de corte da Selic. “Em função do cenário básico e do atual balanço de riscos, o Copom entende que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao ritmo adotado hoje deve se mostrar adequada em sua próxima reunião.”

O BC afirma que o ritmo de corte “continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”.

Para o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, a queda no ritmo de corte já era esperada, já que a taxa básica de juros deverá fechar o ano em torno de 8,5% -em linha com o que o governo prevê.

“Nessa boa estratégia de comunicação do BC, já foi deixado claro que o ano deverá fechar com a Selic em 8,5%, ou pouco menos a depender da aprovação das reformas. Por isso, dá tempo de chegar nessa meta mesmo com a redução do ritmo de cortes”, diz.

Segundo o Boletim Focus divulgado nesta semana, a expectativa é que a Selic encerre o ano em 8,50%.

A taxa Selic

A Selic é a taxa usada como referência para definir os juros pagos em diversos contratos do sistema financeiro, de empréstimos para a compra de imóveis a cartões de crédito. Ela é definida em reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que é parte do Banco Central, em reuniões que ocorrem a cada 45 dias. O BC altera a taxa básica de juros para controlar a inflação, por meio da influência que a Selic têm na oferta de dinheiro disponível no mercado.

Comentários

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  1. Ataíde Jorge de Oliveira

    Essa!
    ATé Michel sabia, viu : $AFADãO

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  2. ADRIANOVIAJANTE007

    Modelo econômico falido e que promove injustiça social completa com juros astronômico que somente favorece setor financeiro que fatura mais que em qualquer país no mundo.

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  3. Jorge Almada

    Redução da Taxa Selic tem pouca influência sobre os Juros aplicados no COMÉRCiO e pelos BANCOS. Vejam se o governo estivesse mesmo interessado no AUMENTO DO CONSUMO daria exemplo ao mercado financeiro reduzindo os JUROS DOS BANCOS PÚBLICOS, BANCO DO BRASIL E CAIXA ECONOMICA FEDERAL. Atualmente os juros MENSAIS para empréstimos PESSOAIS estão próximo de 5% ao mês, para uma inflação prevista para 4,5 % ao ano.

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  4. José Antonio Debon

    O governo continua gastando mais do que arrecada e portanto precisa tomar dinheiro emprestado no mercado, essas reduções vão parar em breve.

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  5. Caio Marcio de Souza Ferreira

    Jorge Almanda, a Dilma fez exatamente isso que você prega como solução e todos nós sabemos o que aconteceu! Pode ter certeza, se fosse fácil assim essa tragédia em nosso país não teria acontecido.

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