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Estátua de faraó do Império Novo é encontrada no Egito

Descoberta em Luxor, ao sul do Egito, a peça tem 1,25 metros de altura e foi encontrada no templo do deus da guerra Montu

Uma equipe de arqueólogos franceses descobriu uma estátua que representa um faraó do Império Novo (1550-1070 a.C.) do Antigo Egito. A estátua foi encontrada em Luxor, no sul do Egito, segundo informou nesta quarta-feira o ministro de Estado de Antiguidades, Mohammed Ibrahim.

A peça arqueológica, que tem uma altura de 1,25 metros e está esculpida em rocha cinza, foi encontrada durante escavações no templo de Montu – um dos milhares de deuses egípcios, associado à guerra -, situado na região de Arment, em Luxor. Em comunicado, Ibrahim disse que a estátua representa um rei vestido com a tradicional saia faraônica, sendo que seus detalhes artísticos e o estilo da peça indicam datar do Império Novo.

Após a descoberta, o responsável egípcio ordenou a transferência da antiguidade a um museu, que deverá restaurá-la. A equipe continua suas escavações no templo, com a esperança de descobrir a cabeça e extremidades inferiores da estátua.

O santuário de culto a Montu começou a ser construído no Império Médio (1975-1640 a.C.) e foi ampliado durante as consecutivas dinastias faraônicas até a época grega (332-30 a.C). O culto ao deus Montu, de acordo com o professor de História Antiga e Medieval Julio Gralha, da Universidade Federal Fluminense, era restrito à região de Tebas.

O Antigo Egito

ANTIGO IMPÉRIO (3200-2100 a.C.): O período começa com a unificação de diversas tribos e clãs em um estado único, dominado por um faraó, que, além de ter o poder político, também é considerado um deus. Tido como a primeira era de florescimento consolidado da civilização egípcia, o Antigo Império é conhecido como a época das pirâmides, onde eram sepultados os faraós. São erguidas as famosas pirâmides de Gizé.

IMPÉRIO MÉDIO (1975-1640 a.C.): Depois do antigo império, uma série de revoltas acontecem para tentar diminuir o poder dos faraós, dando início a um período de fragmentação política. O poder central volta a ser concentrado no Império Médio, tendo como novo centro a cidade de Tebas. O Egito passa por um momento de estruturação. Não acontecem grandes expansões territoriais. Os faraós mantêm relações diplomáticas com outros reinos na atual Turquia, Síria e Palestina. No campo social, é no Império Médio que o ritual de mumificação deixa de ser um privilégio exclusivo dos faraós e passa a ser adotado também por cidadãos de posses.

IMPÉRIO NOVO (1550-1070 a.C.): É o momento em que o Egito vive uma grande expansão territorial e se beneficia do desenvolvimento da arte e da economia. No Império Novo, o Egito controla boa parte do mundo conhecido à época, uma área que vai do atual Sudão ao começo da Síria. Reinam alguns dos mais famosos faraós, como Akhenaton, Tutankhamon, Seti I e Hamsés II. Depois desse apogeu, o estado egípcio começa a se enfraquecer e é invadido por outros povos, como os persas.

ÉPOCA GREGA (332-30 a.C.): O domínio grego começa com a invasão do Egito por Alexandre, o Grande, e a expulsão dos persas. Após a morte de Alexandre, seus vastos domínios foram divididos entre seus generais, passando o governo do Egito para Ptolomeu. O centro de poder muda de Tebas para Alexandria e o Egito vive um período de grande desenvolvimento científico e econômico. Elementos da vida grega, inclusive seus deuses, passam a conviver com a cultura egípcia. O último descendente de Ptolomeu no controle do Egito foi Cleópatra VII, famosa rainha amante dos generais romanos Júlio César e Marco Antônio. Após ser derrotada por Otaviano, futuro imperador Augusto, ela se suicidou.

* Fonte: Julio Gralha, professor da Universidade Federal Fluminense

(Com Agência EFE)