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Cérebro reconhece emoticons da mesma forma que rostos reais

Segundo pesquisadores, esta resposta neural foi criada culturalmente, pelo uso das carinhas feitas de sinais, como :-)

Os emoticons, expressões faciais feitas com letras e sinais de pontuação, se tornaram tão importantes na comunicação pela internet e mensagens instantâneas que acabaram alterando a forma como nosso cérebro funciona. Um estudo feito na Austrália mostrou que nós reagimos a eles da mesma forma que a um rosto humano real. A pesquisa foi publicada na última quinta-feira, no periódico Social Neuroscience.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Emoticons in mind: An event-related potential study

Onde foi divulgada: periódico Social Neuroscience

Quem fez: Owen Churches, Mike Nicholls, Myra Thiessen, Mark Kohler e Hannah Keage

Instituição: Universidade Flinders, na Austrália, e outras

Dados de amostragem: 20 voluntários

Resultado: Os resultados mostraram que ver um emoticon ativa a mesma área do cérebro que reconhece rostos humanos

A visão de um rosto dispara uma reação específica em certas regiões do cérebro, sobretudo no córtex occipito-temporal. Os pesquisadores descobriram que a mesma reação aconteceu quando vinte voluntários que participaram do estudo viram um emoticon, mas apenas quando as carinhas apareciam em seu formato tradicional, da esquerda para a direita – como em :-).

Segundo os autores, isso demonstra que o homem desenvolveu a capacidade de ler os emoticons como se fossem rostos humanos. “Emoticons são uma nova forma de linguagem e, para decodificá-la, produzimos um novo padrão de atividade cerebral”, disse Owen Churches, pesquisador da Universidade Flinders, na Austrália, ao site ABC Science.

Não existe nenhuma resposta natural aos emoticons com as quais os bebês já nascem. “Antes de 1982 [quando se tem registro do primeiro uso de um emoticon] não havia razão para a imagem 🙂 ativar áreas sensíveis ao reconhecimento facial, mas agora ele ativa, porque nós aprendemos que esses sinais representam um rosto. Esta é uma resposta neural completamente criada culturalmente”, afirma Churches.

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