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Unesco condena assassinatos de jornalistas brasileiros

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, condenou nesta segunda-feira os assassinatos de dois jornalistas no Brasil ocorridos recentemente, manifestou sua preocupação com os profissionais da categoria e exigiu uma investigação sobre o ocorrido.

“Os assassinatos de Roberto Cardoso Rodrigues e Mario Randolfo Marques Lopes são inaceitáveis”, condenou Bokova em um comunicado. “Estas mortes são um ataque intolerável à profissão jornalística e ao direito humano fundamental à liberdade da palavra”, acrescentou.

A responsável pela agência da ONU exigiu que as autoridades brasileiras façam “uma investigação exaustiva sobre ambos os crimes”. “É essencial que os jornalistas possam continuar informando sem temer por suas vidas e pela segurança de seus familiares”, concluiu.

Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, conhecido como Paulo Rocaro, foi baleado na noite de 12 de fevereiro em Ponta Porã, perto da fronteira com o Paraguai. Editor do jornal local Jornal da Praça e do site Mercosul News, Rocaro mantinha posturas críticas em relação às autoridades e estava investigando as eleições locais quando foi assassinado, de acordo com o jornal paraguaio ABC Color.

Quatro dias antes, Mario Randolfo Marques Lopes foi sequestrado e assassinato depois junto com sua companheira em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

Randolfo Marques era redator-chefe do site “Vassouras na Net”, no qual denunciava políticos, juízes e policiais.

Segundo cálculos da Unesco, desde 2002 foram assassinados 11 jornalistas e funcionários da imprensa no Brasil.