Tornozeleira quebra e preso da Hashtag fica sem monitoramento

A Justiça Federal também não conseguiu falar com Vitor Magalhães por telefone, mas ele acabou entrando em contato. Juiz determinou prazo para vistoria

Após determinar a soltura de seis presos na Operação Hashtag, na última sexta-feira, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva foi informado ontem do rompimento da tornozeleira eletrônica de um deles, Vitor Barbosa Magalhães, que tem 23 anos e vive em Guarulhos (SP). Depois de passar parte do domingo sem ser monitorado, Magalhães, também conhecido como Vitor Abdullah, acabou entrando em contato com a Justiça Federal. Josegrei determinou nesta segunda-feira que o jovem compareça à 12ª Vara Federal de Curitiba em um prazo de 72 horas para que a tornozeleira seja “vistoriada e, se necessário, substituída”. A Hashtag investiga brasileiros suspeitos de ligação com o grupo extremista Estado Islâmico e de planejarem ataques terroristas no país.

Por volta das 16h30 de ontem, a secretária Celine Salles Migdalski, diretora de secretaria da Vara, enviou  um e-mail à 14ª Vara Federal, onde Josegrei despacha, informando que o rompimento foi detectado às 15h30. Ela relatou ter tentado entrar em contato com Magalhães “pelos dois números de telefone informados quando da soltura, diversas vezes, sem sucesso até o momento”. Celine chegou anexar ao e-mail uma imagem de satélite da localização de Magalhães no momento do rompimento do equipamento.

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Em outro e-mail, no início da tarde desta segunda-feira, no entanto, a secretária disse que “ele acabou entrando em contato ontem, comunicando que os dois números de telefone por ele indicados são de sua mãe e que, por isso, não foi possível falar com ele antes”. Segundo Celine Migdalski informou, “é provável que o registro de rompimento tenha sido causado por mal contato da fibra ótica – o que pode ocorrer por diversos fatores (impacto por prática de esportes, motocicleta etc., além de equívoco na colocação)”.

Ela escreveu que Magalhães “parece bastante preocupado com o fato” e por isso providenciou um celular pessoal. A secretária informou que a Spacecomm, empresa responsável pelo fornecimento tornozeleiras, não possui contrato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, e que, por isso, os reparos devem ser feitos em Curitiba.

“Diante desses fatos e da circunstância de que reside em Guarulhos/SP, determino que Vitor compareça diretamente na sede do Juízo da 12ª Vara Federal de Curitiba, responsável nesta Subseção pelos monitoramentos via tornozeleira eletrônica, no prazo máximo de 72 horas. Na ocasião, o aparelho será vistoriado e, se necessário, substituído”, escreveu Marcos Josegrei na decisão.

Comentários

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  1. No Youtube tem um vídeo em que um “condenado”, dentro da delegacia, ensina como tirar a tornozeleira com uma faca ou canivete.
    Um policial diz: “Ele tirava a tornozeleira, deixava em cima da cama e ia roubar.”
    O delegado

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