Tiro que matou bebê não foi disparado por PM, diz UPP

A polícia fez a contagem das munições e informou que ninguém da corporação atirou no dia da morte de Ruan Bruno Gomes Nunes, de dois anos

A Unidade de Polícia Pacificadora do morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, disse que os policiais da unidade não fizeram disparos na madrugada de sábado, quando um tiroteio acabou matando Ruan Bruno Gomes Nunes, de dois anos. O menino foi atingido por uma bala perdida na barriga no momento em que dormia em casa, na favela do Metrô, vizinha à Mangueira. Ruan chegou a ser levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o comando da UPP, a contagem das balas das armas dos policiais constatou que não houve consumo de munição no dia da morte da criança. A assessoria da UPP afirma que, por volta de 4h da manhã de sábado, policiais acompanhavam a dispersão de uma festa na favela quando foram surpreendidos por tiros disparados por bandidos em direção aos carros dos militares. Os PMs disseram que não revidaram.

O caso é investigado pela Divisão de Homicídios. Segundo a Polícia Civil, ainda não há novidade nas investigações e só o inquérito poderá chegar à conclusão de onde partiu a bala que matou o menino.

(Com Estadão Conteúdo)