Thor Batista é indiciado por homicídio culposo

Filho de Eike Batista dirigia a 135 km/h quando matou ciclista na Rodovia Washington Luís, que tem limite de 110 km/h

O estudante Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) por ter atropelado e matado um ciclista na rodovia Rio-Petrópolis. A perícia concluiu que Thor estava a 135 km/h em sua Mercedes-Benz McLaren na Rodovia Washington Luís, que tem limite de 110 km/h. A informação foi dada pelo RJTV, da Rede Globo.

Testemunhas contaram à polícia que Thor teria feito zigue-zague e ultrapassagens pela direita, o que é proibido. A vítima, Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, também foi considerada responsável pelo ocorrido por ter dirigido uma bicicleta após ingerir bebida alcoólica. O teste do bafômetro não indicou ingestão de álcool por Thor. Durante a apuração do caso, o delegado Mário Roberto Arruda afirmou que a vítima estava no meio da pista no momento do choque.

Através de nota, Marcio Thomaz Bastos e Celso Vilardi, advogados de Thor, disseram desconfiar da medição da velocidade. “A assertiva de dois peritos a propósito da velocidade empreendida pelo carro dirigido por Thor Batista, ‘com base em leis físicas oriundas da mecânica newtoniana’, é inaceitável e causa indignação, uma vez que desacompanhada de qualquer método ou cálculo explicativo. Da forma como lançada no documento, a velocidade é uma afirmação que se traduz em peça de ficção científica, sendo impossível compreender, inclusive, como os peritos chegaram ao resultado”, informa a nota.

A defesa do filho de Eike pôs em xeque a perícia policial: “Não bastasse, laudo particular, levando em conta os mesmos dados contemplados no laudo oficial, determina que o carro estava entre 87,1 e 104,4 Km/h e explica que só há um método confiável, de acordo com toda a doutrina que trata o tema, para efetuar a estimativa: o método de Sirle, que leva em consideração a distância entre o corpo da vítima e o local do acidente. A partir desses dados, o referido laudo percorre um caminho absolutamente científico e lógico-causal para chegar a tal conclusão.Desta forma, confiamos no arquivamento do inquérito policial, tendo em vista que Thor Batista não deu causa ao trágico acidente”, disseram os advogados através da nota.

O atropelamento, ocorrido em março, foi investigado pela 61ª DP (Xerém). Durante o período probatório, quando a pessoa acaba de retirar a carteira de habilitação, ele cometeu cinco infrações por excesso de velocidade. As multas não apareceram no sistema do Detran e, por isso, Thor pôde continuar a dirigir.Nos últimos 18 meses, Thor recebeu 51 pontos em sua carteira.

No domingo, Thor teve outro automóvel, uma Ferrari, apreendida em uma blitz do Detran na Barra da Tijuca, região oeste do Rio de Janeiro. O carro estava sem placa dianteira e com documentação irregular. Thor comprou a Ferrari, ano 2011, no último dia 25 em uma concessionária de Ribeirão Preto (SP) e o transferiu para o Rio, onde reside. A legislação dá o prazo de 30 dias para que o proprietário troque a placa para o novo estado.

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