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Polícia analisa imagens do metrô em caso de grávida desaparecida

A mãe de Kelly Cristina de Arruda Martins, de 37 anos, diz que ela foi vista pela última vez na sexta-feira, ao embarcar em um carro da Uber em São Paulo

Quatro dias após o desaparecimento da servidora pública Kelly Cristina de Arruda Martins, de 37 anos, a Polícia Civil de São Paulo solicitou ao Metrô as imagens do circuito interno de câmeras das estações Penha e Vila Madalena para confirmar se Kelly realmente embarcou no metrô na tarde de sexta-feira para ir se encontrar com uma amiga, antes de desaparecer.

De acordo com o Metrô, o delegado responsável pelo caso fez o pedido das imagens das câmeras ao chefe de segurança na tarde desta terça-feira. Imagens de todo o dia nas duas estações de metrô serão encaminhadas à Secretaria da Segurança Pública ainda hoje.

Grávida de 8 meses, Kelly foi vista pela última vez ao embarcar em um veículo da Uber, de acordo com sua mãe, Sandra Regina Bueno de Arruda, de 57 anos. Ela chamou o carro, um Ônix prata, com destino à estação Penha, de onde seguiria de trem até a estação Vila Madalena. Lá havia combinado de se encontrar com uma amiga por volta das 19h30 para participar de uma pesquisa de mercado sobre uma marca de perfumes. Ela não apareceu no local marcado com a amiga, nem voltou para casa. A família registrou boletim de ocorrência sobre o desaparecimento no sábado, no 41 DP.

A assessoria de imprensa da Uber confirmou que Kelly fez uma viagem com um motorista que presta serviços ao grupo, mas não informou se a passageira concluiu a viagem, nem se ela desembarcou de fato no metrô Penha. Segundo a empresa, essas informações já foram repassadas para a polícia, que deverá dar andamento às investigações. A Secretaria da Segurança Pública informou que continua apurando o caso.

Chá de bebê

Kelly foi casada por 15 anos e ficou viúva em janeiro, depois que o marido reagiu a uma tentativa de assalto. Ela é mãe de uma menina de 11 anos e está grávida do segundo filho, que deve nascer no próximo dia 12, na semana que vem.

No sábado, haveria uma festa de chá de bebê no salão de festas da tia de Kelly. A decoradora contratada pela gestante chegou a ir até o local arrumar as coisas, assim como alguns convidados, sem saber que ela estava desaparecida.

Desde então, família e amigos percorreram hospitais e IMLs da cidade em busca de notícias, mas não encontraram nada. O celular de Kelly está na caixa postal desde sexta-feira.