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Obama apela ao setor privado para lutar contra a fome no mundo

Barack Obama apresentou nesta sexta-feira uma nova iniciativa, da qual participam diversas empresas privadas, destinada a tirar 50 milhões de pessoas da pobreza em todo o mundo nos próximos 10 anos.

Algumas horas antes do início da cúpula do G8 em Camp David, perto de Washington, Obama anunciou que sua administração aliou-se a 45 empresas para colocar em vigor um plano de ação que ajudará a melhorar os rendimentos agrícolas dos países em desenvolvimento.

“Como presidente, vejo nisso um imperativo moral. Enquanto país mais rico do mundo, estimo que os Estados Unidos têm o imperativo moral de estar na liderança da luta contra a fome e a desnutrição”, disse Obama durante um discurso em Washington.

“Nossos objetivos são claros: aumentar as receitas dos agricultores e, durante os próximos dez anos, ajudar 50 milhões de homens, mulheres e crianças a sair da pobreza”, afirmou.

Entre as 45 empresas associadas estão Pepsi e a gigante da química Dupont, que prevê ajudar pequenos pecuaristas e agricultores na África.

As empresas prometeram 3 bilhões de dólares, que serão destinados a comprar grãos e construir infraestrutura.

O anúncio ocorre em um momento em que chegam ao fim as promessas de doações feitas em 2009 pelos países do G8 de entregar 20 bilhões de dólares em três anos para lutar contra a fome no mundo. Uma parte da cúpula do G8 de Camp David será dedicada a este tema.