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Menina é estuprada por colegas em escola pública de SP

Garota de 12 anos relatou ter sido atacada no banheiro por três estudantes

A Polícia Civil e a Secretaria Estadual de Educação apuram uma denúncia de estupro de uma menina de 12 anos na rede de ensino de São Paulo. A estudante disse ter sido estuprada dentro de um dos banheiros da Escola Estadual Leonor Quadros, no Jardim Miriam, na Zona Sul da capital paulista. O abuso sexual aconteceu durante a manhã do último dia 12 de maio, de acordo com a polícia.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, a aluna relatou ter sido atacada por três estudantes. Após o fato, ela buscou ajuda na direção da escola, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A garota foi levada ao Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya e, em seguida, ao Hospital Pérola Byington.

A Secretaria de Educação explicou que ela relatou o estupro apenas quando já estava no hospital. A mãe da menina foi orientada a registrar um boletim de ocorrência na polícia. A garota passou por exames para comprovar a violência sexual – os resultados são aguardados pela polícia.

A escola afirmou ter acionado a Vara da Infância e da Juventude, além do Conselho Tutelar, logo após ficar sabendo do crime. A instituição também chamou os pais dos alunos suspeitos da agressão. Seguindo orientações do Conselho Tutelar, a direção escolar registrou um novo boletim de ocorrência. A direção afirmou que está prestando “todo apoio” à jovem e a sua família e diz ter se colocado à disposição da polícia para colaborar com as investigações. “É importante destacar que a adolescente está recebendo acompanhamento médico”, ressaltou a pasta.

A mãe da vítima disse ao portal UOL que a filha não quer mais passar perto da escola e que ela vai estudar em casa nos próximos meses. Outras alunas da Escola Estadual Leonor Quadros também relataram estar com medo de frequentar as dependências da instituição. A mãe da jovem afirmou ao portal que teme que os suspeitos fujam – até a noite desta segunda-feira, eles não haviam sido apreendidos. A Secretaria de Educação confirmou que eles foram transferidos para outra unidade de ensino.

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(Com Estadão Conteúdo)