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Fim de visto brasileiro para EUA vai demorar, diz cônsul

Por Francisco Carlos de Assis

São Paulo – Apesar das muitas notícias sobre disposição do governo dos Estados Unidos em facilitar a entrada de brasileiros no país, a não exigência de vistos é uma discussão cujos resultados só devem aparecer em um futuro muito distante. A opinião é do cônsul geral em exercício dos Estados Unidos em São Paulo, William Popp.

O cônsul destacou outras medidas mais pontuais que vêm sendo adotadas por Washington neste sentido, como a abertura, em 7 de maio, dos centros de atendimentos em São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Recife (1), Belo Horizonte (1) e Porto Alegre (1). “Nos vamos começar com uma página na Internet para agendar os pedidos de vistos a partir da segunda-feira (30)”, afirmou o cônsul. Para ele, os postos vão agilizar os procedimento para quem está pedindo vistos.

“Esses postos começam a funcionar agora e devem reduzir o tempo de espera para as entrevistas para vistos de turismo de cerca de 35 para menos de 20 dias e de três para menos de uma hora e meia o prazo de espera no consulado para a entrevista”, observou Popp.

Os dois novos consulados para Porto Alegre e Belo Horizonte, anunciados recentemente em Brasília pela secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, só devem entrar em operação em 2014.

De acordo com o cônsul, as medidas estão sendo adotadas em resposta ao maior número de pedidos por vistos de entrada de brasileiros nos EUA na esteira do crescimento econômico no Brasil. “Também porque depois da crise mundial os EUA começaram a se abrir mais para o turista, não só do Brasil, mas de todo o mundo”, explicou Popp. Segundo ele, o governo americano vê vantagens econômicas e potenciais trocas na área educacional. Os últimos dados disponíveis, de 2010, mostram que a média de gastos dos brasileiros nos Estados Unidos estava em US$ 5 mil. O cônsul participou nesta terça-feira, na Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham), do ‘Seminário Oportunidades nas Relações Comerciais do Brasil Frente à Nova Configuração dos Blocos Econômicos Mundiais’.