Doria troca Parada LGBT por viagem a Porto Rico

Prefeito também não compareceu à Marcha para Jesus. Amanhã ele estará de volta à lida

Tradicional vitrine para políticos de São Paulo, a Parada do Orgulho Gay terá uma ausência importante neste ano. O prefeito tucano João Doria, em viagem com a família para Porto Rico, mandou o seu vice, Bruno Covas, representá-lo na abertura da 21ª edição. Doria, na verdade, anda se esquivando de mostrar a cara em eventos que dividem opiniões – e eleitores. Ele também não compareceu, por exemplo, à Marcha para Jesus, festa religiosa que concentrou milhares de fiéis no Campo de Marte na quinta-feira passada (15), e tida por parte do público como um evento de oposição à parada LGBT. Ambos, alias, se tratam dos dois eventos que mais concentram gente nas ruas de São Paulo – chegam a somar 6 milhões de pessoas, o que costuma ser chamariz para políticos se exporem ao público.

Pelas redes sociais, Doria já sentiu um pouco o preço que se paga ao se associar às causas controversas. Ele havia divulgado um vídeo em que dizia ter se reunido com os organizadores do evento religioso e foi bastante criticado por seguidores. Em seguida, postou outra gravação, dizendo que apoiava a parada gay. Novamente, recebeu uma avalanche de comentários negativos dos eleitores que são contra a manifestação na Avenida Paulista.

Todos os antecessores recentes de Doria (Fernando Haddad, Gilberto Kassab, José Serra e Marta Suplicy) compareceram à parada e defenderam, em discursos de abertura, causas ligadas ao universo LGBT. No ano passado, o então prefeito, Fernando Haddad (PT), assinou o decreto que incluiu o evento no calendário oficial da cidade. Com isso, a manifestação passou a ser realizada oficialmente todos os anos, entre maio e junho. Antes, não havia sequer obrigatoriedade de ocorrer.

Segundo a prefeitura, Doria não compareceu tanto à Marcha para Jesus quanto à Parada do Orgulho Gay por causa da comemoração da festa de aniversário da filha de 15 anos, que mora em Porto Rico. Segundo a sua assessoria, esse compromisso familiar estava marcado muito antes de Doria sonhar em ser prefeito da cidade.

Nas redes sociais, ele postou um vídeo na quinta-feira (16), diretamente de Porto Rico, ao lado da mulher e da filha – todos vestidos de branco –, em que justifica a ausência: “Eu gosto muito de trabalhar, da cidade de São Paulo e de ser prefeito. Mas gosto muito da minha família também. Prometi à minha filha que estaria com ela em seu aniversário”. Amanhã cedo, porém, quando a Avenida Paulista já estiver toda desocupada e limpa, Doria estará de volta ao seu gabinete.

Comentários

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  1. Corretíssimo o prefeito. Não há a menor necessidade de comparecer a eventos de grupos com necessidades, identificação, preferências ou crenças especiais. Prefeito tem que administrar para TODOS os cidadãos independente de crença, raça ou qualquer tipo de preferência. Quem tem que ir na parada LGBT são pessoas que são ou apóiam o grupo. Simples assim. Claro que o petismo/esquerdismo vai usar isso contra o prefeito mas grande parte da sociedade já está vacinada e sabe diferenciar as coisas. Infelizmente ainda temos pessoas/eleitores que se impressionam com as mensagens MANIQUEÍSTAS do lulopetismo/esquerdismo/comunismo, acredito que é um grande desafio para a sociedade esclarecida levar o esclarecimento a essas pessoas e evitar que sejam enganadas por falsos profetas, vendedores de ilusões e entregadores de corrupção como Lula, Dilma, PT, PSOL, PCdoB, REDE e assemelhados.

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  2. Luiz Valentim

    Dória , o Rei da velha malandragem dos Políticos.
    Além de ser um Político ele tem os costumes da velha política que não gostaríamos de ver mais.
    É mais “cabeça branca” que o FHC.

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  3. Ailton Araújo

    A revista está tentando com esta matéria lamentável denegrir a imagem do prefeito de São Paulo, João Doria. Esta parada de zumbis depravados não merece nenhuma consideração, nenhuma visibilidade.

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  4. Fábio Luís Inaimo

    Melhor é sr um valentin cabeça de vento , não é mesmo!?

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  5. José Antonio Debon

    A noticia demostra uma total falta de assunto por parte da revista ou uma intenção de atacar o prefeito.

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  6. Nathan Khornnes

    Dória deveria trabalhar mais e fazer menos teatro. Assim são os políticos tupinikins. Enganadores.

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  7. maria Augusta de Medeiros

    Fez, ele, muito bem. Cabe a um prefeito dar total apoio à essas Marchas, sem necessidade de estar presente.

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