Defesa de Lula cita Cláudia Cruz e pede absolvição sobre tríplex

Para advogados do ex-presidente, acusação também não conseguiu comprovar que apartamento teria sido oferecido como contrapartida a contratos na Petrobras

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou decisão do juiz Sergio Moro de inocentar a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz, para defender a absolvição do petista no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Em 25 de maio, o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, absolveu a esposa do ex-parlamentar dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por falta de indícios que mostrassem que o dinheiro gasto por ela em compras no exterior era fruto de esquemas de corrupção.

Cristiano Zanin, advogado de Lula, afirmou nesta terça-feira que, se for adotado o mesmo critério, o seu cliente também deve ser absolvido por falta de provas que liguem os repasses da OAS no tríplex aos desvios na Petrobras. “Ao absolver Cláudia, Moro afirmou que, nos crimes de corrupção e lavagem, é preciso rastrear os valores. Ele usou esse critério para absolver. No caso de Lula, não houve rastreamento dos valores. Não seguiu a máxima de seguir o dinheiro”, disse ele.

Por outro lado, na mesma sentença que absolveu Cláudia Cruz, Moro também condenou o ex-presidente da Câmara a quinze anos e quatro meses de prisão por ter supostamente recebido propina na compra de um campo de petróleo na África pela Petrobras. 

Na ação específica do apartamento no litoral de São Paulo, Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por ter recebido o apartamento da OAS como contrapartida por favores em três contratos de refinarias da estatal. A defesa do petista nega.

A argumentação da defesa está incluída nas chamadas alegações finais, que serão entregues nesta terça-feira ao juiz Sergio Moro. A partir de então, o magistrado pode proferir uma sentença no processo acusando ou condenando o ex-presidente.

 

Comentários

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  1. Que seja condenado. Só de olhar a foto me dá nojo!

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  2. Marcos Santos

    Se for aplicado o mesmo princípio, a decisão do juiz pode surpreender!

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  3. Marcos Santos

    Mas é esperar demais que haja imparcialidade no julgamento.

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  4. Francisco Martins

    Ora, agora os “adevogados” não negam a propriedade?!?
    Só dizem que faltam “porvas”!!!

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