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Cinegrafista ferido em protesto tem morte cerebral

Equipe de neurocirurgia do Hospital Municipal Souza Aguiar diagnosticou morte encefálica na manhã desta segunda-feira

O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, ferido por um rojão em uma manifestação no centro do Rio, teve morte cerebral na manhã desta segunda-feira. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a equipe de neurocirurgia do Hospital Municipal Souza Aguiar diagnosticou a “morte encefálica” do paciente. A divulgação foi feita a pedido da família. A família do cinegrafista decidiu doar os órgãos de Andrade.

Até o momento, uma pessoa foi presa por participação na explosão que matou Andrade: o tatuador Fábio Raposo, que confessou ter encontrado o rojão no chão e passado para um homem de camisa cinza e calças jeans. O advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende o tatuador, afirmou esta manhã que identificou o homem que disparou o rojão Nunes disse à Rádio Band News que levará a identificação à 17ª DP (São Cristóvão), que investiga o caso. O advogado afirma que a ligação entre Raposo e o responsável pela explosão é “indireta”, e que conseguiu a identificação conversando com conhecidos de seu cliente.

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Ameaças – Um cinegrafista da Bandeirantes agrediu um manifestante neste domingo, no Rio de Janeiro, após ter sido ameaçado pelo rapaz de “ser o próximo”, em uma referência ao profissional da emissora ferido gravemente na última quinta-feira. A confusão aconteceu durante a visita de um grupo de jovens à delegacia de São Cristovão onde está detido o tatuador Fábio Raposo, que admitiu ter passado o rojão que feriu o cinegrafista para outro manifestante.

Ao chegarem ao local para prestar solidariedade a Raposo, os manifestantes pediram para não serem filmados, mas não foram atendidos pelos cinegrafistas. Irritados, os jovens passaram a xingar os profissionais. A militante Elisa Quadros, conhecida como Sininho, chamou os jornalistas de “carniceiros”, enquanto um rapaz identificado apenas como Yan afirmou: “Os próximos serão vocês”. Diante da ameaça, o cinegrafista Leandro Luna, que estava a serviço da Bandeirantes, reagiu e agrediu o manifestante com sua câmera, deixando Yan com um ferimento na cabeça.

A polícia teve de intervir e levou o grupo para a delegacia para prestar depoimento. Segundo a Polícia Civil, foram registrados dois boletins de ocorrência: um em que Luna acusa Yan de ameaça e outro que apura a lesão corporal de Luna contra o manifestante. O caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

(Com Estadão Conteúdo)