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Centrais sindicais gastam R$ 800.000 em evento contra Serra

Cinco centrais sindicais defenderam na terça-feira, durante assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Paulo, a continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva e alertaram para um “retrocesso”, em clara referência ao pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. O evento, pago pelo imposto sindical, que desconta um dia de salário ao ano de todos os trabalhadores com carteira assinada, custou pelo menos 800.000 reais, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.

De acordo com o deputado, somente a Força Sindical pagou 500 passagens de avião para dirigentes virem das regiões Norte e Nordeste do país. As demais centrais – Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central – também admitiram ter pago por transporte aéreo. A CUT disse que não divulgaria dados e valores de logística.

O presidente do PT paulista, Edinho Silva, assumiu o microfone falando “em nome do companheiro José Eduardo Dutra”, presidente do PT nacional. Delineou o cenário eleitoral, com rasgados elogios a Lula, e disse que “é preciso avançar ainda mais e aprofundar as mudanças do governo”. “O Brasil não pode ter retrocesso”, afirmou, em referência ao governo tucano.

O que era para ser o ápice da Conclat – a aprovação da Agenda do Trabalhador, documento chave do evento – acabou de maneira esvaziada. Boa parte do público já havia deixado o Estádio do Pacaembu antes mesmo dos discursos dos presidentes das centrais.

(Com Agência Estado)