Brasília tem confrontos, ministérios depredados e tensão política

Manifestação com 35 mil pessoas tem confrontos, prédios queimados e depredados, presos e feridos; Temer manda militares às ruas e cria polêmica no Congresso

Cerca de 35 mil pessoas, segundo estimativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, protestaram em Brasília nesta quarta-feira contra o presidente Michel Temer (PMDB), em ato que teve confronto com a Polícia Militar – com direito a bombas de gás e de efeito moral -, feridos, prisões e ao menos três ministérios incendiados e outros depredados. O número de feridos e presos ainda não foi divulgado.

O protesto foi convocado por centrais sindicais como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), partidos de esquerda como PT, PSTU, PCdoB e PSOL, movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e organizações de esquerda como as frentes Povo sem Medo e Brasil Popular.

Os confrontos e depredações nas ruas levaram Temer a assinar um decreto chamado GLO (Garantia da Lei e da Ordem), autorizando o uso das Forças Armadas para conter os manifestantes. Ao menos 1.200 homens do Exército foram colocados imediatamente nas ruas. O decreto, que vale por uma semana, foi duramente criticado por deputados e senadores e levou à bate-bocas, empurrões e suspensão de votações na Câmara e no Senado.


Veja abaixo como foi o dia de manifestações na capital federal:

 

18h35 – O ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) criticou os manifestantes durante toda a tarde nas redes sociais, mas cometeu um deslize ao publicar a foto abaixo como sendo do incêndio no prédio do Ministério da Agricultura, mas não é: é de uma ocorrência em prédio do INSS em 2005. Logo depois, ele se corrigiu.

(Reprodução/Reprodução)

(Reprodução/Reprodução)


18:30 – A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal estimou em 35 mil o número de manifestantes nas ruas de Brasília nesta quarta-feira.

Manifestação em Brasília contra o governo Temer e pela convocação de eleições diretas – 24/05/2017 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


18:10 – Principal adversário do governo Temer no PMDB, o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) criticou a decisão do Executivo de convocar as Forças Armadas para garantir a lei e a ordem e declarou que “não serão as Forças Armadas que irão sustentar esse governo”. “É constitucional chamar as Forças Armadas, mas beira a insensatez fazer isso em um momento em que o país pega fogo. Beira a irresponsabilidade. E fazer isso de forma dissimulada, dizer que foi a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, que negou. Fazer isso dissimuladamente e atribuir ao presidente da Câmara dos Deputados é um horror. Se esse governo não se sustenta, [se] é verdade ou não é, não serão as Forças Armadas que irão sustentar esse governo”.


18:02 – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou o ofício que enviou ao presidente Michel Temer (PMDB) mostrando que ele pediu o apoio da Força Nacional de Segurança, não dos militares das Forças Armadas. Temer autorizou e colocou nas ruas 1.200 militares dizendo que atendeu a pedido de Maia.

(//VEJA)

 


17:53 – Bombeiros apagam última barricada, em frente ao Teatro.


17:43 – Exército coloca 1.200 soldados na Esplanada dos Ministérios


17:41 – Presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) encerra a ordem do dia e rebate as acusações de parlamentares de oposição de que ele estaria tentando imprimir um clima de normalidade enquanto manifestantes protestavam na Esplanada dos Ministérios. “Não estou alheio a nada”, disse Oliveira, da tribuna.


17:31 – Policial é agredido pelas costas por manifestante na Rodoviária do Plano Piloto, e a cavalaria se encaminha para o local.


17:30 – Manifestantes mascarados que estavam se dispersando tentaram montar barricada com placas para conter o avanço da polícia, que reagiu com gás de pimenta.


17:17 – Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), comenta a edição do decreto do presidente Michel Temer autorizando o uso das Forças Armadas para garantia da lei e da ordem. Mesmo com a sessão plenária do STF seguindo normalmente, Mello se manifestou antes de proferir seu voto: “Presidente, voto um pouco preocupado com o contexto. Eu espero que a notícia não seja verdadeira. O chefe do Poder Executivo teria editado um decreto autorizando o uso das Forças Armadas no Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio”.

Os demais ministros não se manifestaram. O Supremo julgava naquele momento a possibilidade de alíquota maior de Cofins e contribuição previdenciária para instituições financeiras.


17:15 – Confira imagens das Manifestações em Brasília


17:12 – Presença da Força Nacional está autorizada até 31 de maio, segundo decreto do presidente Michel Temer publicado em edição especial do Diário Oficial.


17:10 – Governador do DF Rodrigo Rollemberg se manifestou, por meio de redes sociais, sobre vandalismo em protestos na Esplanada. Ele disse ter orientado a Secretaria de Segurança a assegurar o direito de manifestação nesta quarta-feira, mas declarou que “infelizmente, alguns grupos optaram pela violência como forma de protesto”. “Quero registrar aqui meu total repúdio a todo tipo de violência”, disse o governador, que no momento do quebra-quebra estava sancionando uma lei de subvenção para startups.


17:02 – Presidente da Câmara suspende sessão durante 30 minutos, após tumulto entre deputados. A briga começou entre Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Glauber Braga (PSOL-RJ), mas foi generalizada aos demais. Confira.


17:01 – Plenário do Senado tenta votar projeto que torna o crime de estupro imprescritível, mas parlamentares ocupam a tribuna para protestar contra decreto que autoriza uso das Forças Armadas para garantia da lei e da ordem.


16:56 – Áudio é cortado durante tumulto na Câmara dos Deputados. Rodrigo Maia pede “calma” aos presentes.


16:49 –  Manifestantes mascarados impediram a saída de um carro de som.


16:48 – Força nacional avança e faz manifestantes recuarem na Esplanada.


16:46 – Policiais da Aeronáutica disparam balas contra manifestantes no Ministério da Defesa. Veja:


16:45 – Banheiros químicos são usados como barricadas por manifestantes.


16:44 – Ministério da Cultura também tem focos de incêndio. Até o momento, três prédios estão em chamas.


16:43 – Próximos ao STF, manifestantes gritam “anulem o impeachment”. Por ora, os ministros mantêm a sessão plenária normalmente.


16:42 – No Senado, o petista e ex-cara pintada Lindbergh Farias (PT-RJ) minimiza os atos de vandalismo na Esplanada dos Ministérios. “Não sabemos quem são. Podem ser até infiltrados. Tem 50 mascarados. Ninguém prende os 50 e dispersa”.


16:38 – Fumaça é contida no Ministério da Agricultura.

(//VEJA)


16:36 – Início de incêndio é avistado no Ministério do Planejamento.


16:27 – Ministro da Defesa declara intervenção federal segundo a Garantia da Lei e da Ordem. Tropas Militares chegam ao Palácio do Itamaraty e a Esplanada dos Ministérios.


16:25 – Pelo menos cinco Ministérios foram depredados. O fogo foi ateado apenas no Ministério da Agricultura.


16:24 – Ferida com bala de borracha, manifestante recebe ajuda dos presentes.

(//VEJA)


16:22 – Ministério da Defesa é depredado.

(Felipe Frazão)


16:20 – Manifestantes arrancaram fotos dos antigos ministros, segundo assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.


16:17 – Manifestantes ateiam fogo em objetos e constroem barricada em frente ao Ministério da Saúde. PM responde com bombas de gás lacrimogênio.


16:12 – Bombeiros tentam apagar fogo de prédio onde fica o Ministério de Minas e Energia e Turismo com extintores.


16:10 – Movimento na Esplanada dos Ministérios é de dispersão. Muitos manifestantes seguem na direção oposta ao Congresso Nacional, rumo a rodoviária e Estádio Mané Garrincha.


16:03 – Uma pessoa foi vítima de bala de fogo e está sendo atendida pelo SAMU. Frente ao tumulto, muitas centrais pediram que seus manifestantes se retirassem do pátio central da Esplanada dos Ministérios.

15:40 – Todos os prédios da Esplanada dos Ministérios estão sendo evacuados por questão de segurança. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) deu início a um protocolo que prevê a liberação dos  servidores.


15:35 – Manifestantes tentam invadir o Ministério da Ciência e Tecnologia. Outros ministérios foram alvos de depredação.

 


15:30 – Correria no Palácio do Planalto, com o deslocamento de pelotões de policiais para todas as entradas. Alguns manifestantes caminham em direção ao Congresso, após contornarem o bloqueio da PM.

 

 

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Flavio Vilas

    Agora quem sabe acaba essa bagunça, protestar todos podem mas esse tipo de baderna não, esta na hora de prender todos os baderneiros, tambem esse Janot

    Curtir

  2. Social Democrata Nem Direita Nem Esquerda

    O Exército deveria ficar nas ruas até 2018 para impedir que esses VAGABUNDOS vermelhos saiam novamente para quebrar e provocar o caos. Apoiado presidente! Vamos até 2018 com estabilidade.

    Curtir

  3. Pensa num povo Burro! Agora a Odebrecht vence a licitação pra reformar o vandalismo

    Curtir

  4. Francisco Martins

    Tem que descer a borracha nessa tchurma!!!
    E cobrar delles os prejuízos ao patrimônio público!!!

    Curtir

  5. Reinaldo Favoreto

    será que eles mataram trabalho pra ficar lá queimando ministérios

    Curtir

  6. Ato??? QUe ato??? Tentativa de golpe de Estado comunista.

    Curtir

  7. José Quintão

    Teve um agitador que ao lançar uma bomba pesou gravemente a mão. Quero saber os partidos políticos que tem acesso livre aos melhores hospitais pago com nosso dinheiro presta assistência á este depredados de patrimônio público?

    Curtir

  8. Neste momento, neste exato momento, nos brasileiros devermos deixar de lado a ideologia de quem é mortadela ou coxinha. Devemos nos unir e sermos sábios, pois os verdadeiros marginais desta Nação é a classe política e compreendermos que se não tirarmos a força esses marginais do poder, eles jamais sairão. Tem que botar para correr Temer, Aécio, Lula, Dilma, Renan, Maia, PT, PMDB, PSB, PCdoB, PQP, VtonC… E o exército tem que nos ajudar nesta batalha.

    Curtir

  9. Paulo Bandarra

    Extrema incopetência do Governado do Distrito Federal.

    Curtir

  10. Paulo Bandarra

    Isto que a PM do distrito federal é paga pela união.

    Curtir