Aumento do mínimo para R$ 540 põe sindicatos contra Lula

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assinar a Medida Provisória que aumenta o salário mínimo para 540 reais irritou os sindicatos do país. A centrais sindicais divulgaram nesta sexta-feira notas de repúdio ao aumento, considerado baixo pelos sindicalistas.

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“Lamento esta decisão do presidente Lula, um ex-sindicalista que negociou com os sindicatos durante os oito anos de seu governo e que no último dia se esqueceu de negociar”, declarou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lembrou que os sindicatos brasileiros terão uma numerosa representação no novo Congresso, que tomará posse a partir de 1º de fevereiro, e antecipou que as centrais operárias tentarão modificar a decisão de Lula pela via parlamentar.

Os sindicatos exigiam que o novo salário mínimo que entrará em vigor neste sábado fosse fixado em pelo menos 580 reais, para contemplar a inflação prevista para 2010. Caso os sindicatos consigam impor sua posição ao Congresso, a decisão final ficaria nas mãos de Dilma Rousseff, que poderia vetar uma eventual decisão parlamentar.

Dilma não se pronunciou com relação ao assunto, mas o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que continuará no cargo, anunciou que o novo governo imporá fortes cortes no gasto público, o que pode significar que não aceitará aumento do salário além do aprovado por Lula.

(Com agência EFE)