Alojamentos da Cúpula do Povos ainda têm problemas

Por Antonio Pita

Rio – Os primeiros participantes das atividades da Cúpula dos Povos, no Rio, encontraram poucas informações e infraestrutura inacabada nos alojamentos destinados a diversos movimentos sociais e integrantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) que participam do evento. A organização estima que 15 mil pessoas estejam cadastradas para os alojamentos em dois Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) e no Sambódromo do Rio.

Um quarto alojamento foi montado pela prefeitura do Rio na Quinta da Boa Vista para receber um grupo de cinco mil participantes que encontraram problemas para se cadastrar nos alojamentos oficiais da Cúpula e para visitantes avulsos. Na manhã desta sexta-feira, a situação no local ainda era precária, com a infraestrutura básica sendo instalada já com os participantes acampados.

Cerca de 100 participantes, entre estudantes universitários e integrantes de movimentos sociais diversos, chegaram ao local desde quarta-feira sem estrutura montada de banheiros, chuveiros e segurança. O local não conta com controle de acesso e a área das barracas está cercada por uma fita de isolamento.

“Chegamos na madrugada desta sexta, depois de 20 horas de viagem de Brasília até aqui e não conseguimos tomar banho até agora. Espero que até domingo a estrutura esteja concluída”, afirmou o estudante Rodrigo Lotario, de 28 anos.

Danuza Rodrigues, integrante de um grupo de artistas que acompanha a Cúpula, também reclamou da estrutura oferecida aos participantes. “Sempre participamos de fóruns sociais mundiais, mas estamos acostumados com outra infraestrutura. Eles convidam as pessoas mas nos deixam de qualquer jeito, sem informação”, afirmou.

Contingência – De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação, a estrutura básica do evento deve estar pronta ainda nesta sexta-feira. Uma equipe do Exército instalou um sistema de chuveiros coletivos, com capacidade, horários e tempo de banho limitados. Os participantes também contam com cerca de 50 sanitários químicos instalados pela prefeitura. A equipe de segurança do parque foi reforçada em 50 homens da Guarda Municipal.

Segundo Érica Cunha, responsável pela infraestrutura do local pela Secretaria de Conservação, os equipamentos instalados foram planejados para comportar as cinco mil pessoas. “A estrutura montada até agora é um plano de contingência. Se houver uma demanda maior poderemos aumentar a capacidade”, afirmou.

No sambódromo, onde cerca de 600 pessoas estão alojadas até o momento, a estrutura ainda passa por reparos, com a instalação de coberturas e divisórias entre as frisas e camarotes que recebem os participantes. O acesso é controlado por seguranças e não é permitida a entrada de pessoas não credenciadas. A expectativa éde que até domingo o local receba cerca de 10 mil pessoas. Nos Cieps, o alojamento só começa a partir de sábado, quando as aulas são interrompidas.