Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

A revolta da mulher-objeto

A publicidade adapta-se aos novos tempos, começa a abandonar o machismo obtuso e a aposentar o corpão de biquíni — tudo isso sem perder o bom humor

O mulherão seminu que tira o fôlego de um bando de homens babões sempre foi personagem obrigatória dos comerciais de cerveja. Pode ser mais machista? Não pode, mas é de praxe e o cachê é bom. A fórmula aparentemente imutável, porém, passou por uma reviravolta no Dia Internacional da Mulher, quando a Skol, a marca de cerveja mais vendida no Brasil, lançou a campanha Repôster. Seis ilustradoras redesenham cartazes de propaganda da cervejaria em que se veem loiras exuberantes. No resultado final, as modelos estão vestidas. A pressão antissexista contra a publicidade é forte — e dá resultados. A Proibida, integrante desse time, foi enquadrada pela brigada antimachista em janeiro por um pecado conceitual: o comercial em que lançou uma cerveja “levinha” feita especialmente para mulheres. A bebida continua à venda, mas a propaganda saiu do ar. Reportagem de VEJA desta semana mostra que o papel da mulher na publicidade, definitivamente, está mudando. No ramo dos cosméticos e cuidados pessoais, há alguns anos L’Oréal e Dove selecionam como modelos mulheres de todas as cores, de todas as idades e de todos os pesos. Neste ano, a Mattel mostrou pais — e não mães — brincando de boneca com as filhas.

Com reportagem de Fernanda Allegretti e Isabela Izidro

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.