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Matarazzo recorre a dois órgãos de defesa do Patrimônio contra o “ciclofaixismo” de Haddad, que agora ameaça a Avenida Paulista

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, tornou-se o “faixista da bicicleta”, o “ciclomaníaco maluco”. Espalha suas ciclovias cidade afora sem se importar com o que acontece com motoristas e pedestres. Houvesse uma real demanda por bicicleta, vá lá… Mas não há. É que o alcaide botou na cabeça que o seu papel […]

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, tornou-se o “faixista da bicicleta”, o “ciclomaníaco maluco”. Espalha suas ciclovias cidade afora sem se importar com o que acontece com motoristas e pedestres. Houvesse uma real demanda por bicicleta, vá lá… Mas não há. É que o alcaide botou na cabeça que o seu papel é educar a cidade nem que seja na porrada.

As faixas vermelho-PT — a cor internacional das ciclovias é mais escura — se espalham cidade afora, como veias expostas da incompetência e da ideia fixa. Não é de espantar a alta rejeição de que goza o digníssimo na cidade. Não surpreende que seu candidato ao governo do Estado, Alexandre Padilha, embora não tenha conseguido ainda dois dígitos nas intenções de voto, seja rejeitado por 36% do eleitorado, segundo o Datafolha.

Haddad resolveu agora criar uma ciclofaixa no canteiro central da Avenida Paulista, que é hoje, por razões óbvias, um importante ponto de apoio para os pedestres.

O vereador Andrea Matarazzo, do PSDB, já protocolou pedidos de análise do projeto no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico) e no Conpresp (Conselho do Patrimônio Municipal). Obras no entorno de prédios tombados, casos do Masp e do Conjunto Nacional, requerem a aprovação desses órgãos. Mais: o projeto da Prefeitura é alargar o canteiro central para quatro metros (hoje são 3,5 m) para poder instalar as faixas, o que implicará a remoção de relógios, plantas, postes etc.

Matarazzo tratou do assunto nesta quarta. Demonstrou, com fotos, o que todos vemos e sabemos:
1: as ciclovias de Haddad atropelam faixas de pedestres;

2: as ciclovias de Haddad atropelam espaços destinados a ônibus;
3: as ciclovias de Haddad são ocupadas por motoqueiros — estes, sim, realizando um trabalho vital para a economia da cidade;
4: as ciclovias de Haddad são ocupadas por pedestres;
5: as ciclovias de Haddad estão virando depósito de lixo;
6: as ciclovias de Haddad não respeitam áreas de acessibilidade;
6: as ciclovias de Haddad têm de tudo, menos bicicletas.

Assistam ao pronunciamento do vereador. Volto em seguida.

A exemplo de todo maluco autoritário, Haddad tem a convicção de que a história o absolverá. É o que pensavam sobre si mesmos alguns notórios facínoras.

E que se note: havendo o espaço e o planejamento necessários, ninguém é contra ciclovias. O que não faz sentido é transformar a vida da cidade num inferno pior do que já é em nome de um futuro que está apenas na cabeça de um lunático. O que não faz sentido é improvisar uma saída para a mobilidade apenas para deixar uma marca — no caso, a marca do autoritarismo, da arrogância e da alienação da realidade.

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