Igreja Católica 1 – Padres pedem debate sobre celibato

Por Maurício Simionato, na Folha On Line. Volto no post seguinte para comentar este assunto:A CNP (Comissão Nacional dos Presbíteros) deve publicar daqui a duas semanas texto intitulado “Subsídios para reflexão”, no qual pede a abertura de discussões em torno da obrigatoriedade do celibato de padres na Igreja Católica. Com o fim da obrigação, os […]

Por Maurício Simionato, na Folha On Line. Volto no post seguinte para comentar este assunto:
A CNP (Comissão Nacional dos Presbíteros) deve publicar daqui a duas semanas texto intitulado “Subsídios para reflexão”, no qual pede a abertura de discussões em torno da obrigatoriedade do celibato de padres na Igreja Católica.

Com o fim da obrigação, os religiosos casados ou ex-casados também poderiam ser ordenados padres. A abertura de discussão em torno do tema foi sugerida por alguns padres durante o 12º ENP (Encontro Nacional de Presbíteros), que ocorreu de 13 a 19 de fevereiro no mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (102 km de São Paulo). Pelo menos 430 padres de todo o país participaram do encontro.

De acordo com o presidente eleito da CNP (Comissão Nacional de Presbíteros), padre Francisco dos Santos, “o que está se propondo é que se reflita sobre novas formas de ministério [sacerdócio], que não seja apenas o celibatário”. Ele disse não haver consenso em torno do celibato, mas que a maioria dos padres defende a sua continuidade na igreja. “Não estamos propondo o fim do celibato, mas que sejam estudadas novas formas. Quais seriam essas novas formas é exatamente sobre o que queremos refletir”, disse o presidente da CNP. A CNP é vinculada à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

No que depender do Vaticano, a proposta deve ficar no papel. Na abertura do encontro, há oito dias, o prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano, cardeal dom Cláudio Hummes, 73, defendeu o celibato, em discurso aos padres. “O celibato não deve ser vivido como mera imposição, mas na fé, como um dom de Deus que acolhemos num gesto de resposta de amor, um dom exigente, mas com potencial de grandes frutos de santificação”, disse o cardeal, cuja função no Vaticano é cuidar da formação e da disciplina de padres.

O ex-presidente da CNP padre José Pietrobom Rotta disse que o texto “Subsídios para reflexão” será encaminhado aos padres do país para que haja uma “reflexão” sobre diversos temas, entre eles o do celibato. “Esse texto é um subsídio de reflexão que nós vamos encaminhar aos padres e ainda não está pronto. Teremos isso publicado em 15 dias, pois ainda é um texto que está sujeito à revisão”, disse.

O padre disse que o texto “Subsídios para reflexão” não é deliberativo. “Estamos apenas propondo que se reflita sobre isso, além de outros temas. Não estamos propondo uma solução porque ainda não a temos.” O padre Geraldo Martins Dias, assessor de imprensa da CNBB, disse que a proposta de discussão visa “possibilitar outras formas de ministério ordenado, que não seja apenas a do presbítero celibatário”.

“Uma coisa é querer acabar com celibato. Outra coisa é abrir uma discussão para que hajam outras formas de ministério ordenado, ou seja, outro tipo de padre, convivendo também com o celibatário. Hoje, a única forma de ministério ordenado é o presbítero celibatário”, disse. O padre citou como exemplo, a possibilidade de padres poderem optar por se casar ou de um padre que já é casado e pretenda voltar ao sacerdócio.

Opinião no post seguinte.

Comentários
Deixe uma resposta

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. Comentado por:

    Anônimo

    Já conhecemos sua opinião. Só peço que não se baseie nesses padres. Note que eles também pediram uma posição clara da Igreja sobre a comunhão a pessoas em segundo matrimônio. Ora, todo mundo sabe que o matrimônio é um, e o resto é adultério…
    Lembre-se de que foi Paulo VI quem disse que a fumaça de satanás tinha entrado na Igreja.

    Curtir

  2. Comentado por:

    Luis Antonio

    Reinaldão,
    um off-topic:
    você viu que o Apedeutis quer o fim da demissão sem justa causa?, e claro, sem a sugestão do fim do FGTS? Para demitir sem justa causa o empregador terá que esclarecer razoavelmente os motivos, caso contrário, a demissão será julgada, o que demandaria muito tempo.
    Incrível, mas é o comunismo a caminho. O empregador tornar-se-a escravo do trabalhador.

    Curtir

  3. Comentado por:

    mac z

    Não só os casados ou ex-casados: os gays que ocuparam o espaço, especialmente no interior do Brasil, vão poder colocar os yayás de fora…

    Curtir

  4. Comentado por:

    Anônimo

    Caro Reinaldo,
    Sou católico e como você já disse, em outubro do ano passado, o celibato apostólico, de fato, não é um dogma, portanto passível de discussão.
    Contudo, o celibato é um grande trunfo dos sacerdotes, pois é algo que os santifica…até Jesus ressalta a importância da vivência da castidade dizendo que “Bem aventurados os PUROS e humildes de coração, pois verão a Deus”.
    Creio que a Igreja deveria se preocupar mais, por exemplo, com a formação dos sacerdotes, pois o processo de secularização é notável e acaba prejudicando os padres menos “preparados”.
    Talvez se os padres se preocupassem mais com seu rebanho…as coisas estariam melhores. Por que ao invés de se discutir isso… não se discute o “sumiço” do sacramento da confissão nas paróquias?

    Curtir

  5. Comentado por:

    Anônimo

    ola, tudo iso esta escrito na Biblia e muito mais,como:não fazeis imagem de tudo que a na terra no mar e no ceu, nõ fazeis imagem e esculturas, pois as pessoas que adoram se tornam como élas tem bocas mas nao falam, TEM OLHOS MAS NÃO VEEM TEM OUVIDO MAS NAO OUVEM,talves seja por estes motivo que o povo não ve o quanto a igreja engana o povo.estão cegos e surdos,

    Curtir

  6. Comentado por:

    Marcio

    Engraçado é o padre Geraldo, assessor de imprensa da CNBB, ser ultraveloz no caso da discussão sobre o celibato, mas ter enrolado por dias e dias quando consultado sobre a vergonhosa participação de abortistas no DVD da Campanha da Fraternidade.

    Curtir

  7. Comentado por:

    Paulo

    O rito maronita permite o matrimônio e não deixa de ser católico.O casamento por acaso suja a pessoa? Ou dá mais experiência e preparo? Um padre que tem família sabe orientar melhor ou pior alguém com problema na família?Acho o celibato uma bobeira.Nos comentários aí pra cima tem gente misturando muita bobagem: O que gay e esquerdista tem a ver com a questão do celibato?

    Curtir

  8. Comentado por:

    Anônimo

    padre tem que cumprir o celibato sim!
    ora bolas, se abolirmos o celibato o sacerdocio vira uma profissao comum, como qualquer outra…
    alias, comum nao, melhor do que muitas ate, pois o padre gozara de remuneracao garantida, estabilidade no “emprego”, prestigio entre a comunidade e ainda podera dar as suas cafungadas na mulher quando chegar a noite do “servico”, eh mole?
    o celibato separa exatamente quem tem o verdadeiro dom para o sacerdocio, de quem quer apenas um emprego normal…
    existe uma opcao para esses padres modernosos que querem sair do celibato, eh so virar pastor, entrar praquela igreja do tal la que gosta muito de processar jornais…

    Curtir

  9. Comentado por:

    Anônimo

    caro, paulo 1:49
    o padre nao tem que adquirir experiencias pessoais para poder, assim, transmitir seus ensinamentos a outros…
    os ensinamentos estao na Biblia…
    que dediquem o tempo que dispensariam a fornicacao, ao estudo da palavra de Deus, as sagradas horas necessarias para a reflexao e o entendimento dos ensinamentos sagrados…
    sendo assim, podem orientar seus fieis de maneira adequada….
    um padre nao orienta seus fieis baseado nas suas experiencias pessoais, mas sim na palavra de Deus…
    pro restante, existem os psicologos e psicanalistas…

    Curtir

  10. Comentado por:

    Anônimo

    pensando melhor, esse negocio de fim do celibato poderia ser interessante…
    a pessoa que tem algum problema, por exemplo, de ordem sexual, como nao conseguir fazer a mulher chegar ao orgasmo, podera solicitar a ajuda do padre-terapeuta…
    muito interessante, poderia solicitar a ajuda do padre da paroquia, ja que ele, escolado no assunto, baseado nas suas experiencias pessoais, poderia dar uma maozinha com esse problema ao pobre coitado do fiel, ne?
    quem precisara mais dessa “tal” palavra de Deus, ne?
    o importante sera o ensinamento do padre oriundo das suas experiencias pessoais…

    Curtir

  11. Comentado por:

    Seixas

    Nas igrejas católicas orientais só se ordenam homens casados se eles já estiverem casados (e bem) à época da ordenação- e depois dela, nem em caso de viuvez é permitido novo matrimônio. Essa turma aí é de celibatários, que se ordenaram concordando com ele, e fazendo voto solene a respeito: tanto é que o que estão discutindo é o sacerdote poder casar ou um ex-padre casado volte a exercer o sacerdócio. Isso aí é só rebelião, mais uma da CNB do B. E rebelião aberta contra a Igreja de Cristo! É a mesma que fazem quando tentam substituir Jesus por Marx, e o Papa por Fidel Castro. O que falta a esta cambada é disciplina, e das sérias.

    Curtir

  12. Comentado por:

    Sandra

    ReinaldoA Igreja tem algumas regras estranhas. Por exemplo, os casados podem usar tabelinha, mas não pílula ou camisinha. Para mim não faz sentido.Quanto ao celibato, talvez ela tenha seus motivos, como lidar com um eventual divórcio, com propriedades e heranças, etc. Mas é claro que o Dr. Içami Tiba tem mais a nos aconselhar sobre família e filhos do que qualquer padre. Experiência conta.
    Mas enfim, ela é que sabe.

    Curtir

  13. Comentado por:

    Anônimo

    Se o esquerdista,desonesto,Cláudio Hummes é aquele “cuja função no Vaticano é cuidar da formação e da disciplina de padres”,então a Igreja Católoca está cavando a própria sepultura.A questão nem é o celibato,mas com um sujeito como o Hummes em função tão importante a Igreja mostra que está à deriva.Ele mostrou o que é “disciplina”,aoimpor um cala-boca que salvou a pele do ainda mais desonesto “padre” Lancelotti no recente e rumoroso caso.

    Curtir

  14. Comentado por:

    Anônimo

    Esse problema já esta resolvido….Quem não quiser ser celibatario pode ser um excelente diacono permanente…

    Curtir

  15. Comentado por:

    Fernando Oliveira

    Celibato? Para que? Casamento de padres é a solução para corrigir a pederastia na igreja de Roma.

    Curtir

  16. Comentado por:

    Anônimo

    Em tempo, algum fato novo sobre o padre Júlio “pagero” Lancelloti?
    Álisson (Montes Claros)

    Curtir

  17. Comentado por:

    Anônimo

    Ô Fernando Oliveira,devagar,aí,amigo..O que vc. diz não tem nada a ver…Não é com uma mulher que o pederasta deixará de ser pederasta…Ora,pois…

    Curtir

  18. Comentado por:

    Paulo

    Calma, gente. Melhor comentar com o cérebro do que com o fígado.O casamento não diminuiria o padre, não o impediria de estudar a Bíblia e o aproximaria dos fiéis.O celibato não impediu que a Igreja fosse infestada de padres e bispos da pá virada.Aos anônimos aí de cima: só uma pessoa profundamente perturbada cogitaria pedir conselhos sexuais a um padre.

    Curtir

  19. Comentado por:

    Anônimo

    Caro Paulo,às 9:42 PM,quanto ao seu texto,discordo,respeitosamente,da última frase do mesmo.SE um crente desejar pedir exclarecimentos sobre este assunto,por você mencionado,o mesmo receberá uma resposta do sacerdote à luz do entendimento religioso,via Escritura Sagrada.Caso ele não queira este exclarecimento,via interpretação religiosa,o mesmo poderá recorrer aos psicólogos-ou psiquiatras!É isto!Ser crente não significa abdicar de seu livre arbítrio dado por Deus!
    Um abraço,amigo!
    KIRK
    PS.:Penso que este assunto diz respeito à Igreja decidir a respeito!A melhor forma de conduzir a Igreja através dos séculos,isto a própria sempre soube!Até porque a Igreja tem lá as suas razões,sempre!Espero que Deus a proteja!Aguardemos,portanto!
    KIRK

    Curtir

  20. Comentado por:

    Anônimo

    A questão não é extritamete sexual, mas a vivência do celibato resgata o quê, em minha opinião, diferencia a Igreja Católica das outras: A VALORIZAÇÃO DO SAGRADO.
    Aliás, Sagrado (Sacre + facere) vem do latim e significa FAZER SAGRADO.
    E a vivência do dito celibato apostólico é uma grande prova disso.
    Não sei também…porque SEMPRE citam os ritos orientais… se o casamento de sacerdotes fosse tão bom…teríamos mais Igrejas dessas…que as de rito latino.
    E até onde eu sei… nunca ouvi falar de uma onda de novas vocações nessas Igrejas de ritos orientais.
    Pelo amor de Deus. Não tenho nada contra esses ritos, mas só estou argumentando dessa forma para dizer que essa não é a solução. O buraco é mais embaixo. Se os sacerdotes rezassem mais e vociferassem menos para coisas que não são de seu pecúlio…

    Curtir

  21. Comentado por:

    Paulo

    KIRK 12:12 AMVou ser mais específico: a minha última frase se refere ao comentário do ANÔNIMO 7:27 AM.

    Curtir

  22. Comentado por:

    Anônimo

    Está certo,Paulo!Compreendi,obrigado,amigo!
    KIRK

    Curtir

  23. Comentado por:

    Paulo

    Anônimo 12:19 AM
    Eu não acho que a questão de acabar com o celibato deva ser para atrair mais gente: deve ser para parar de afastar.Eu conheço um cidadão que deixou o sacerdócio para se casar. Ele é uma pessoa muito boa e ainda hoje está sempre colaborando com a Igreja, mas ele poderia fazer mais se ainda estivesse na hierarquia da igreja.O afastamento dele, e de muitos outros como ele, não faz bem nenhum, muito pelo contrário.
    Por acaso o casamento dos sacerdotes faz algum mal?

    Curtir