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Arquivo de 24 de Fevereiro de 2012

24/02/2012

às 22:26

O homem e a bandeira

Vejam esta foto.

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Então… Ontem, a presidente Dilma Rousseff recebeu as credenciais dos embaixadores da República da Guiné, Hungria, Fiji, Guiana, Tunísia, Israel, Suécia, Burkina Faso, Sri Lanka, Costa do Marfim, Peru, Síria, Malta, Gabão, Nova Zelândia, Argentina, China, República da Guiné, Honduras, Irã e Tailândia…

E a foto acima? Este, ao lado da presidente, é o sr. Mohammad Ali Ghanezadeh, embaixador do Irã. Espero que não tenha de se explicar em casa. Acabou posando ao lado da bandeira de Israel, de que se vê parte da estrela azul. É o país que seu chefe, Mahmoud Ahmadinejad, prometeu varrer no mapa.

Não varre, não!

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 21:20

Petralhas, tirem as duas mãos do chão! Coragem! Ou: Quase sinto pena de assistir ao esperneio de Paulo Henrique e seus amigos amestrados

Não é o caso, claro!, mas, sabem vocês, sou um homem bom. E estou quase com pena de Paulo Henrique Amorim. Os seus esforços e os de sua turma para transformar manifestações de preconceito racial em pensamento progressista são patéticos. Agora, a rede petralha pôs para circular este post meu, escrito no dia 27 de março de 2009, para tentar provar que eu já havia empregado a expressão racista de Paulo Henrique Amorim para definir Heraldo Pereira: “negro de alma branca”. Pois é. Assim seria se assim fosse. Vejam a imagem (o post original está aqui). Volto em seguida.

frank-raines

Voltei
Transcrevo o texto:
Pode não estar na cara, mas esse sujeito tem uma alma branca e de olhos azuis. Trata-se de Frank Raines, ex-presidente da Fannie Mae, uma das agências hipotecárias que estão na origem da atual crise americana. Foi demitido sob a suspeita de fraude. É considerado uma dos responsáveis pela disseminação de crédito a quem não podia pagar. A revista Time promoveu uma votação popular para saber os nomes dos 25 responsáveis pela hecatombe econômica. Raines está entre eles, com 94 mil votos. Para ver a galeria completa, clique
aqui.

Qualquer pessoa que não tenha os dois pés no chão e as duas mãos também percebeu que eu estava ironizando Luiz Inácio Apedeuta da Silva, segundo quem a crise econômica deflagrada em 2009 tinha matriz racial: seria coisa de “brancos de olhos azuis”. Vejam o vídeo. Volto em seguida.

Errado, petralhas!
O ponto de vista do meu texto é justamente o OPOSTO do de Paulo Henrique Amorim. ELE ACREDITA QUE HERALDO PEREIRA, PORQUE É NEGRO, ESTÁ OBRIGADO A SEGUIR UMA PAUTA, UMA AGENDA. EU ACREDITO QUE OS HOMENS — BRANCOS, NEGROS, AMARELOS OU VERMELHOS — são livres para aderir à agenda que lhes der na telha, segundo os parâmetros da democracia e do estado de direito. PAULO HENRIQUE AMORIM E SEUS AMIGOS AMESTRADOS ACREDITAM QUE PODEM ENSINAR HERALDO PEREIRA A SER NEGRO. Eu acredito que Heraldo Pereira é que pode lhes dar aula de decência.

Eles acham que negros nascem presos a uma militância necessária. Eu acho que os homens nascem livres para acertar ou errar, como eu, como você, como Frank Raines.

A minha ironia é anti-racista.
A de Paulo Henrique Amorim é racista.
A minha foi escrita para demonstrar que não existem erros típicos de brancos ou negros.
A de Paulo Henrique Amorim foi escrita para condenar os negros a uma determinada prática e circunscrevê-los a um círculo específico de relações.
Eu sustento que um negro que chega ao topo, como Heraldo Pereira, lá chegou por seus méritos.
Paulo Henrique Amorim e sua grei sustentam, na prática, que um negro como Heraldo só chegou lá porque fez concessões, o que embute a idéia de que méritos não tinha.

Afinal, não nos esqueçamos, são de Paulo Henrique Amorim estas belas palavras:
“[Heraldo] não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde.”

Tentem outra. Falhou!

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 20:32

A GRANDE MENTIRA SOBRE AS 200 MIL MULHERES QUE MORRERIAM EM DECORRÊNCIA DO ABORTO. PIOR: O GOVERNO BRASILEIRO AJUDA A ESPALHAR A FALÁCIA

Sim, queridos, Tio Rei vai para a praia, fica com os pés na areia, mas jamais com a cabeça nas nuvens. Estávamos lá eu e meu iPad (cuidado com protetor solar gel…) navegando aqui e acolá, e eis que leio a seguinte reportagem, de Jamil Chade, de Genebra, correspondente do Estadão (íntegra aqui):
“O governo de Dilma Rousseff foi colocado contra a parede ontem por peritos da ONU, que acusam o Executivo de falta de ação sobre a morte de 200 mil mulheres a cada ano por causa de abortos de risco. Eles pedem que o País supere suas diferenças políticas e de opinião para salvar essas vítimas.
A entidade apresentou seu exame sobre a situação das mulheres no Brasil e não poupou críticas ao governo. “O que é que vocês vão fazer com esse problema político enorme que têm?”, cobrou a perita suíça Patricia Schulz. Para os especialistas, a criminalização do aborto está ligada à alta taxa de mortes por ano.”

(…)

É mesmo, é? Caberia uma pergunta de saída: quem é a ONU para “colocar o governo contra parede” num assunto como esse? Instituíram, por acaso, o governo mundial e não me encontraram para dar o recado? Teria eu bebido muita caipirinha e não entendido a mensagem? Acho que não… Mas isso importa pouco agora. O que me incomoda é a mentira estúpida veiculada logo na segunda linha do texto. É MENTIRA COMPROVÁVEL ESSA HISTÓRIA DE QUE MORREM 200 MIL MULHERES POR ANO POR CAUSA DE “ABORTOS DE RISCO”. Em outros tempos, um número como esse seria submetido à matemática elementar. Hoje em dia, tudo pode. Mas como se chegou a ele?

Essa é a conta que fazem os abortistas e aborteiros confessos — caso de Eleonora Menicucci — e acaba sendo admitida como oficial pelo próprio governo, o que é de lascar. O Estadão — e quase toda a imprensa — fica devendo a seus leitores a correção dessa barbaridade. Por que digo isso?

Comecemos pelo óbvio: INEXISTE UMA BASE DE DADOS QUE PERMITA DIZER QUANTAS MULHERES MORREM EM DECORRÊNCIA DE ABORTOS DE RISCO. Logo, de onde tiram os números? Mas isso, se querem saber, é o de menos. O maior escândalo vem agora.

Em 2010, o Censo, do IBGE, passou a investigar a ocorrência de óbitos de pessoas que haviam residido como moradoras do domicílio pesquisado. ATENÇÃO! Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas 1.034.418 mortes, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). Houve, pois, 133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos de mulheres.

Vocês começam a se dar conta da estupidez fantasiosa daquele número? Segundo o Mapa da Violência (aqui), dos 49.932 homicídios havidos no país em 2010, 4.273 eram mulheres. Muito bem: dados oficiais demonstram que as doenças circulatórias respondem por 27,9% das mortes no Brasil — 123.643 mulheres. Em seguida, vem o câncer, com 13,7% (no caso das mulheres, 60.713). Adiante. Em 2009, morreram no trânsito 37.594 brasileiros — 6.496 eram mulheres. As doenças do aparelho respiratório matam 9,3% dos brasileiros — 41.214 mulheres. As infecciosas e parasitárias levam outros 4,7% (20.828). A lista seria extensa.

Agora eu os convido a um exercício aritmético elementar. Peguemos aquele grupo de 443.166 óbitos de mulheres e subtraiamos as que morreram assassinadas, de doenças circulatórias, câncer, acidentes de trânsito, doenças do aparelho respiratório, infecções (e olhem que não esgotei as causas). Chegamos a este número: 185.999!!!

Já começou a faltar mulher. Ora, para que pudessem morrer 200 mil mulheres vítimas de abortos de risco, é forçoso reconhecer, então, que essas mortes teriam se dado na chamada idade reprodutiva — entre 15 e 49 anos. É mesmo? Ocorre que, segundo o IBGE, 43,9% dos óbitos são de idosos, e 3,4% de crianças com menos de um ano. Então vejam que fabuloso:
Total de mortes de mulheres – 443.166
Idosas mortas – 194.549
Meninas mortas com menos de um ano – 15.067
Sobra – 233.550
Dessas, segundo os delirantes, 200 mil teriam morrido em decorrência do aborto — e necessariamente na faixa dos 15 aos 49 anos!!!

Para encerrar
Aquele número estupidamente fantasioso das 200 mil mulheres mortas a cada ano deriva de outro delírio: chegariam a um milhão os abortos provocados no país. Que coisa! Nascem, por ano, no país, mais ou menos 3 milhões de crianças. Acompanhem. Estima-se que pelo menos 25% das concepções resultem em abortos espontâneos. Não houvesse, pois, um só provocado, aqueles 3 milhões de bebês seriam apenas 75% do total original de concepções — 4 milhões. Segundo os abortistas, pois, o número de abortos provocados seria igual ao de abortos espontâneos. Mais: das cinco milhões de mulheres que engravidariam por ano, nada menos de 20% decidiriam interromper a gravidez. Nem na Roma pré-cristã ou na China pós-Mao…

Por que esses números não são contestados por ninguém? Ora, porque se estabeleceu que ser favorável à legalização do aborto é coisa de “progressistas”, de gente bacana, que quer um mundo melhor. Assim, que mal há que eles mintam um pouco e fraudem a lógica, a matemática e os fatos?

Por que os defensores do aborto mentem? Porque a verdade é devastadora para a sua tese. Precisam inventar a morte de milhares de mulheres para que possam justificar a morte de milhares de fetos. Somam à covardia original a covardia intelectual.

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 18:09

As mentiras escandalosas de abortistas e aborteiros

As mentiras que os e as abortistas e as e os aborteiros contam no Brasil e no mundo são escandalosas. Uma pergunta e uma resposta óbvias: por que eles precisam mentir? Porque pretendem revestir de humanismo a sua brutalidade. 

O pior é que boa parte da imprensa, majoritariamente pró-aborto, mente junto. Eu posso provar o que digo. Eles não podem! Daqui a pouco.

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 16:24

Paulo Henrique é o jornalista mais corajoso do Brasil para atacar a reputação da oposição. De qualquer oposição, como sabe Lula. Um pouco de história

Os petralhas — na Argentina, essa espécie se chama “Los K” — tentam invadir o post em que trato das ofensas raciais dirigidas por Paulo Henrique Amorim contra o jornalista Heraldo Pereira, o que o levou a ter de se retratar, desdizendo o dito. E a turma vem com a delicadeza de sempre, com aquela valentia do anonimato, com seus falsos e-mails, a ignorância tão característica, aquele analfabetismo moral agressivo… Não há surpresa nisso.

Este post, na verdade, é dirigido a alguns bobalhões desavisados que pretendem me enredar no seu tatibitate de suposta isenção. Uma parcela da corrente decidiu escolher o caminho do nem-nem. Sintetizo a sua linha de intervenção:
“Gosto muito de você e do Paulo Henrique Amorim, acho que os dois têm uma parcela de razão…”

Como diria Tereza Cristina, a doida do Aguinaldo Silva, “Pode parar, bebê!” Se gosta muito de mim e daquele outro, das duas, uma — ou as duas: ou não entende o que eu escrevo, ou não entende o que ele escreve, ou não entende o que ambos escrevemos. Impossível! Como diria Padre Quevedo no Fantástico, no tempo de eu ser menino, “Isso non ecziste”. É um delírio da mente — e demente.

Essa é só uma tentativa de emplacar delinqüências intelectuais na área de comentários do meu blog, o que não vai acontecer. Há uma suposição estupidamente falsa nessa iniciativa: a de que sejamos pólos opostos de uma contenda. Ele seria o Reinaldo Azevedo do lado de lá, e eu, o Paulo Henrique do lado de cá! Não poderia haver nada de mais errado. EU PROVO!

Poucos se lembram de que Paulo Henrique Amorim já foi delirantemente antilulista. Depois se tornou delirantemente lulista. Por que se entregou de corpo e alma (qual será a cor da sua?) tanto a uma coisa como a seu contrário? Eis um homem que sabe ser feroz, implacável mesmo, com quem está na oposição. A coragem de Paulo Henrique Amorim para dizer “verdades” na cara de QUEM ESTÁ FORA DO PODER é assombrosa!

Não! Não somos iguais, só que em pólos opostos. Eu fui crítico do governo FHC — os veículos que eu dirigia, então, o provam — e continuei crítico dos governos Lula e Dilma. Há mais: opino, sim, mas sobre fatos. A mentira não pode ser confundida com opinião. E Paulo Henrique? Em 2006, o jornalista Alberto Dines — com quem não tenho intimidade e de quem já discordei com dureza — escreveu um artigo sobre este monumento à coerência. Dines se refere ao comportamento de Paulo Henrique Amorim na véspera da eleição de 1998, quando Lula era a sua vítima. Leiam um trecho:

Paco, o linchador – Em seu site Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim publicou na noite de sexta-feira (3/11) a seguinte manchete: “Internautas criticam artigo de Alberto Dines”. Clica-se e aparece a foto deste observador e um pequeno texto: “A favor da mídia. Internautas criticam artigo em que Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, se manifesta a favor da mídia”. Os curiosos então clicam para saber o que Paulo Henrique Amorim, porventura, tem a dizer sobre o assunto e descobrem que Paulo Henrique Amorim, como sempre, nada tem a dizer: escafedeu-se. Mas como precisa fazer jus ao cachê de linchador, remete para os comentários dos internautas furiosos com este observador. Convém registrar que o afiadíssimo site é completamente cego em matéria de interatividade e democracia: não recebe comentários dos leitores. Paulo Henrique Amorim – Paco, para os íntimos – é o protótipo do linchador. Paradigma do empastelador. Agente provocador de quebra-quebras. Tem longa experiência nesta matéria. Paco agora anda camuflado de militante petista. O disfarce vai durar pouco. Em setembro de 1998, véspera da segunda disputa Lula-FHC, ele comandou na TV Bandeirantes uma viciosa cruzada contra Lula com os mais torpes argumentos. Pretendia denunciar a operação financeira que permitira ao então líder sindical a compra de um apartamento em São Bernardo do Campo. Não foi um ataque político, foi um golpe baixo. Não foi um surto pontual, foi uma cruzada contínua, demorada, persistente. Em todas as edições do principal telejornal da Band, durante longos minutos, com todos os recursos de edição, depoimentos, documentos e aquela vozinha histérica, nasalada, tentando levantar os ânimos para derrotar Lula logo no primeiro turno. Paco, o linchador, era o âncora do telejornal e conseguiu ser ouvido por alguns veículos. (…).”

Voltei
Lula processou Paulo Henrique Amorim e a Band, que pediu desculpas públicas ao petista. Entenderam por que, entre muitas razões — e a capacidade de empregar orações subordinadas está entre elas —, não somos faces opostas da mesma moeda ou, sei lá, pólos opostos de uma contenda? Isso até pode ter algo de verdadeiro num único aspecto: como é a oposição que define um regime democrático, não o governo (que existe, e como!, em todas as ditaduras), eu confesso ter uma ligeira simpatia, em princípio, por oposicionistas. Gosto da idéia de que lhes cabe vigiar o poder. Paulo Henrique, como resta comprovado, gosta mesmo é de governo.

Quando o PT era oposição, Lula era a sua anta. Quando o PT ganhou a eleição, Lula passou a ser o seu Schopenhauer.  E sempre com a mesma convicção. Nunca antes na história destepaiz houve um jornalista tão corajoso com aqueles que estão fora do poder!

Se eu achar algum texto de Paulo Henrique Amorim atacando as privatizações enquanto FHC era presidente, publico aqui, junto com a foto de uma cabeça de bacalhau e do enterro de um anão.

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 15:07

Alckmin diz esperar resposta de Serra até 4 de março

Por Gustavo Uribe, no Estadão Online:
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 24, que espera uma resposta do ex-governador José Serra sobre sua eventual entrada na disputa pela Prefeitura de São Paulo, nas eleições de outubro deste ano, antes das prévias tucanas, previstas para o dia 4 de março. Alckmin voltou a garantir que as eleições internas do partido irão ocorrer e que se houver algum fato novo, como por exemplo a entrada de Serra neste processo, caberá ao partido discutir a questão. “As prévias estão mantidas, se tiver algum fato novo, discute-se”, disse ele, após participar de cerimônia para implantação do Parque Tizo, em Taboão da Serra, São Paulo.

Além de reafirmar o processo de eleição interna para a escolha do cabeça de chapa do partido neste pleito municipal, o governador defendeu a formação de um amplo leque de alianças para a disputa à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). José Serra, que tem dado indicações de que poderá participar da sucessão à Prefeitura de São Paulo, conversou na última quarta-feira com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, sobre a possibilidade de uma aliança entre as duas legendas em São Paulo. Em conversa por telefone com Alckmin, ocorrida antes do carnaval, Serra argumentou que ainda estudava a questão da disputa municipal, pois não havia aberto mão do desejo de disputar a sucessão ao Palácio do Planalto em 2014.

A resolução municipal que disciplina as prévias tucanas estabeleceu o dia 14 de fevereiro como data limite para a inscrição das candidaturas. Quatro pré-candidatos estão pleiteando a cabeça de chapa da sigla: os secretários de Energia, José Aníbal, do Meio Ambiente, Bruno Covas e da Cultura, Andrea Matarazzo, além do deputado federal Ricardo Tripoli.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:57

LEIAM ABAIXO

Blogueiro que terá de se retratar de ofensa racial tenta debochar da Justiça. É inútil! Os fatos são os fatos. Ou: A lógica elementar é implacável!;
Vejam este vídeo: crianças e donas de casa feridas com as balas de borracha democráticas do petismo em Rio Branco;
Não havendo mais o que aparelhar no Estado, petistas agora avançam nas escolas de samba…;
Eis uma notícia que requer as luzes de Eleonora Menicucci, a abortista convicta;
Disputa política no Banco do Brasil preocupa governo;
Para deter PSD, 8 siglas fazem “guerrilha” no Congresso e ação conjunta no TSE;
Tragédia com trens pode tirar concessão de aliado de Cristina e vira crise política;
Depois de denúncia da ONU, forças de segurança matam mais 46 na Síria;
Pré-candidato do PT à Prefeitura de SP decide conhecer o povo de perto;
PT de Campinas quer expulsão de Vaccarezza do partido;
Senador Suplicy dá mais um exemplo de equilíbrio, bom senso, prudência e responsabilidade;
Em edital de concurso na Bahia de Wagner, militância sindical e partidária contava mais pontos do que curso universitário; foi cancelado porque a “imprensa burguesa” descobriu!;
Novas considerações sobre o racismo. Ou: Como Heraldo Pereira ousa ser negro e livre? Isso é imperdoável aos racistas de segundo grau;
Comentários e a Musa da Galochas;
Blogueiro terá de se retratar por declaração racista. Ou: Uma vitória histórica do grande jornalista Heraldo Pereira;
Serra desconstrói em artigo a privatização dos aeroportos e mostra por que ela é malfeita;
Humanos de todo o mundo, uni-vos: a classe petralha é internacional! Ou: “O sonho de minha vida é ser um blogueiro petralha”

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:45

Blogueiro que terá de se retratar de ofensa racial tenta debochar da Justiça. É inútil! Os fatos são os fatos. Ou: A lógica elementar é implacável!

- Paulo Henrique Amorim terá de pagar uma indenização de R$ 30 mil a uma entidade indicada pelo jornalista Heraldo Pereira.
- Paulo Henrique Amorim terá de eliminar de seu blog os posts em que ofende Pereira com expressões de cunho racista.
- Paulo Henrique Amorim terá de publicar em seu blog uma retratação.
- Paulo Henrique Amorim terá de publicar a mesma retratação em dois jornais: Folha de S.Paulo e Correio Braziliense.
E, no entanto, fiel a seu estilo e a seu proverbial amor pela verdade, Paulo Henrique Amorim se diz vitorioso.

- Não tivesse havido a ofensa, por que a retratação?
- Não tivesse havido a ofensa, por que a indenização?
- Não tivesse havido a ofensa, por que a exclusão dos tais posts?
- Não tivesse havido a ofensa, por que o anúncio obrigatório nos jornais?

Que tipo de leitor acreditará na sua pantomima?
Que tipo de leitor, diante desta imagem, duvidará, lembrando Groucho Marx, do que seus olhos vêem para acreditar em Paulo Henrique Amorim? Grocho era um humorista profissional.
Ele e seus amigos debocham uma vez mais da Justiça, mas o que vai aqui é insofismável.

sentenca-heraldo-paulo-henrique

Leitores me enviaram ontem um texto de um certo Leandro Fortes. Parece que trabalha na Carta Capital. Não sei porque não leio “blogueiros progressistas” — enviam-me links de vez em quando, mas quase sempre estou muito ocupado. O rapaz sai em defesa daquele que vai ter de se retratar nos seguintes termos:
“Paulo Henrique Amorim, assim como eu e muitos blogueiros e jornalistas brasileiros, nos empenhamos há muito tempo numa guerra sem trégua a combater o racismo, a homofobia e a injustiça social no Brasil. Fazemos isso com as poderosas armas que nos couberam, a internet, a blogosfera, as redes sociais.”

Bem, meus caros, terei de relembrar ainda uma vez como Amorim decidiu “combater o racismo” no caso de Heraldo Pereira. Assim:
“Heraldo é negro de alma branca”;
“[Heraldo] não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde.”

Fortes tenta emprestar um sentido “progressista” à expressão “negro de alma branca”. Leiam.
O termo é pejorativo, disso não há dúvida. Mas nada tem a ver com racismo. A expressão “negro de alma branca”, por mais cruel que possa ser, é a expressão, justamente, do anti-racismo, é a expressão angustiada de muitos que militam nos movimentos negros contra aqueles pares que, ao longo dos séculos, têm abaixado a cabeça aos desmandos das elites brancas que os espancaram, violentaram e humilharam. O “negro de alma branca” é o negro que renega sua cor, sua raça, em nome dessa falsa democracia racial tão cara a quem dela usufrui. É o negro que se finge de branco para branco ser, mas que nunca será, não neste Brasil de agora, não nesta nação ainda dominada por essa elite abominável, iletrada e predatória – e branca. O “negro de alma branca” é o negro que foge de si mesmo na esperança de ser aceito onde jamais será.

Que graça! Fortes acredita que o “anti-racismo” pode recorrer, às vezes, a “expressões cruéis” e “pejorativas”. Isso poderia render um tratado sobre a delicadeza dessa gente “progressista”. O título do artigo, aliás, é um mimo da elegância: “Racista é a PQP, não PHA”. Ele deve ter achado uma sacada e tanto esse jogo de maiúsculas sobre coisas tão minúsculas: “PQP-PHA”. Quem sou eu para censurá-lo?

Esse vôo condoreiro do rapaz, essa linguagem inflamada, levou-me a supor, sei lá, que talvez fosse negro, um militante da causa, que conhecesse de perto a discriminação. Não é, não! Fui ver sua foto no Google. É branco. Ele só é mais um daqueles esquerdistas que AMAM MAIS AS CAUSAS DO QUE OS HOMENS. No post de ontem em que caracterizei o que chamo de racismo de segundo grau, acho que captei a alma profunda de Fortes e de seus amigos. Cumpre relembrar (em azul):

Já o racismo de segundo grau é coisa mais complicada. Embora seus cultivadores se digam inimigos da discriminação e aliados de todos os grupos que lutam pelos direitos das minorias, não compreendem – e, no fundo, não aceitam – que um negro possa ser bem-sucedido em sua profissão A MENOS QUE CARREGUE AS MESMAS BANDEIRAS QUE ELES DIZEM CARREGAR!
Eis, então, que um profissional com as qualidades de Heraldo Pereira os ofende gravemente. Sim, ele é negro. Sim, ele tem “uma origem humilde”. Ocorre que ele chega ao topo de sua profissão mesmo no país em que há muitos racistas broncos e em que a maior discriminação ainda é a de origem social. E chegou lá sem fazer o gênero do oprimido reivindicador, sem achar que o lugar lhe pertencia por justiça histórica, porque, afinal, seus avós teriam sido escravos dos avós dos brancos com os quais ele competiu ou que a luta de classes lhe roubou oportunidades.
Sabem o que queriam os “racistas de segundo grau”, essas almas caridosas que adoram defender minorias? Que Heraldo Pereira estivesse na Globo, sim, mas com o esfregão na mão e muito discurso contra o racismo na cabeça. Aí, então, eles poderiam dizer: “Vejam, senhores!, aquele negro! Por que ele não está na bancada do Jornal Nacional?” Ocorre que Heraldo ESTÁ na bancada do Jornal Nacional. E sem pedir licença a ninguém. Enquanto alguns negros, brancos, amarelos ou vermelhos choramingavam, o jornalista Heraldo Pereira foi estudar direito na Universidade de Brasília. Enquanto alguns se encarregavam de medir o seu “teor de negritude militante”, ele foi fazer mestrado – a sua dissertação: “Direito Constitucional: Desvios do Constituinte Derivado na Alteração da Norma Constitucional”.

Fortes, a gente nota, se mostra disposto a ensinar a Heraldo Pereira como se combate o racismo. Releiam o seu texto. Parece que ele não considera Heraldo um negro de verdade, pra valer. Afinal, se fosse, teria sobre o racismo as mesmas idéias do branco Leandro Fortes, certo?

Estou cada vez mais convencido de que fui ontem de uma precisão cirúrgica ao definir esses “progressistas” (em azul):
Quando se classifica alguém como Heraldo de “negro de alma branca” – e já ouvi cretinos a dizer a mesma coisa sobre Barack Obama porque também insatisfeitos com a sua pouca disposição para o ódio racial -, o que se pretende, na verdade, é lhe impor uma agenda. Atenção para isto:
- por ser negro, ele seria menos livre do que um branco, por exemplo, porque estaria obrigado a aderir a uma determinada pauta;
- por ser negro, ele teria menos escolhas, estando condenado a fazer um determinado discurso que os “donos das causas” consideram progressista;
- ao nascer, portanto, negro ele já nasceria escravo de uma causa.
Heraldo os ofende porque diz, com todas as letras e com sua brilhante trajetória profissional: “Sou o que quero ser, o que decidi ser, o que estudei para ser, o que lutei para ser. Eu escolho, não sou escolhido! Sou senhor da minha vida, não um serviçal daqueles que dizem querer me libertar”. Heraldo os ofende porque não precisa que brancos bem-pensantes pensem por ele.

Em tempo — Um conselho a Fortes, que deve ser uma das crias de Mino Carta: no patrão, tinha certo charme — discriminatório, diga-se —  essa história de atacar as “elites iletradas” do Brasil. Italiano, Mino sempre olhou para os brasileiros como, sei lá, um florentino encarando a bugrada, embora seja indisfarçável o tempero siciliano de seu caráter. Fortes, ora vejam, além de pretender ensinar a Heraldo como ser um negro de verdade, também quer ser as luzes da elite iletrada à qual ele necessariamente pertence.

Lógica implacável
Vivemos tempos, alertei ontem, em que os ditos “progressistas” serão sempre progressistas, mesmo quando reacionários, e em que os ditos “reacionários” serão sempre reacionários, mesmo quando progressistas. Afinal, os esquerdistas decidiram privatizar o humanismo, embora a morte em massa como fator de progresso social seja uma tese… de esquerda!

A lógica desconstrói os joguinhos de baixa retórica de Amorim e de seus amigos de forma simples e definitiva. Digamos que aquele senhor só estivesse querendo criticar as idéias e o trabalho do jornalista Heraldo Pereira. Digamos ainda que Heraldo fosse branco e de origem abastada. Seu crítico teria de recorrer a outros expedientes para desqualificar o seu trabalho que não “negro de alma branca”. Também não teria escrito que “[Heraldo] não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde.”

Mas quê… Resolveu se fixar justamente em características do outro que nada têm a ver com o seu trabalho e com a sua trajetória profissional, como a cor da pele e a origem social — um duplo preconceito! Se Heraldo só pôde ser atacado naqueles termos porque negro, então o atacado foi, antes de tudo, o negro. Não há escapatória.

O deboche de Amorim não muda os fatos. Só nos leva a supor que fez o acordo para não se complicar, mas que não se emendou. Que se cumpram as leis do país!  Nem mesmo os “blogueiros progressistas” têm licença para praticar racismo e injúria racial contra “indivíduos negros” porque se dizem defensores da “categoria dos negros”.

Afinal, quem são esses defensores dos negros incapazes de respeitar um negro?

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:37

Vejam este vídeo: crianças e donas de casa feridas com as balas de borracha democráticas do petismo em Rio Branco

Publiquei ontem aqui um post, com vídeo, em que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) parece sororocar, à beira de um ataque. Aos berros, proclamava as supostas violências havidas na desocupação do Pinheirinho. Nunca cheguei exatamente a levá-lo a sério, mas confesso que até eu cheguei a pensar que fosse um pouquinho mais sério… Também este grande progressista tem, como todos os de sua trupe, aquele asqueroso amor seletivo pelo humanismo.

Noticiei aqui anteontem mais um confronto entre a Polícia Militar do Acre, governada pelo petista Tião Viana, e moradores, desta vez do bairro Seis de Agosto, em Rio Branco. A enchente do Rio Acre levou o governo a cortar a energia elétrica da região sem prévio aviso, o que revoltou muitos moradores. Eles decidiram, então, fechar uma avenida. Vejam lá.

Pois bem! Mais uma vez, Tião Viana chamou o BOPE — a exemplo do que fizera numa reintegração de posse na cidade de Brasiléia —, e o couro cantou no lombo do povo. Muita gente ficou ferida com balas de borracha. Em Brasiléia, lembrem-se, um índio ficou cego de um olho, atingido por um desses artefatos.

Cadê o Suplicy?
Cadê a Dilma?
Cadê a Maria do Rosário?
Cadê o José Eduardo Cardozo?

Peço que vocês vejam este vídeo. Volto em seguida.

Voltei
Eu não apóio, como sabem, manifestações violentas. E acho que as leis têm de ser cumpridas. Quando menos, os episódios de Brasiléia e, agora, do bairro Seis de Agosto têm de ser investigados. Eu não vi as crianças feridas do Pinheirinho — nem o senador Suplicy ou a presidente Dilma Rousseff, que chamou a ação em São Paulo de barbárie. Mas vejo acima crianças feridas com bala de borracha. Eu não vi o ferimento do tal assessor de Gilberto Carvalho — aquele que segura os projéteis com inexcedível prazer —, mas vejo o sangue correr da perna de donas de casa do bairro Seis de Agosto.

A Polícia de São Paulo, como sabem os senhores, teve de provar QUE NÃO FEZ um monte de coisas que lhe eram imputadas. A polícia do companheiro Tião Viana, como a gente vê, não precisa nem mesmo explicar o que fez. Antes que os companheiros possam apontar o dedo para seus adversários, têm muitas explicações a dar (a lista está aqui).

Qual é a explicação de Suplicy e dos demais petistas? Será que as balas de borracha de Tião Viana são instrumentos de libertação dos oprimidos? E Marina Silva? Vai se calar mais uma vez? No Acre, não custa lembrar, a líder da “nova política” é governo. O governo da velha bala de borracha.

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:35

Não havendo mais o que aparelhar no Estado, petistas agora avançam nas escolas de samba…

Trato da coisa com atraso, mas preciso dar curso à minha estupefação. É realmente impressionante como o PT, no poder, reproduz todos os vícios das velhas elites brasileiras. Mas não se acuse o partido de falta de originalidade. Reproduzir os vícios do passado não implica que não tenha acrescentado ao poder os seus próprios…

Por que digo isso? Já houve um tempo em que as escolas de samba eram propriedade privada dos bicheiros. Depois houve a infiltração do narcotráfico — em algumas, não em todas. Agora chegou a vez do petismo! Não pensem que só Lula é enredo de escola de samba! Nada disso! Seu companheiro de partido, o senador Paulo Paim (RS), também teve a sua vida romanceada na avenida!

Reproduzo um texto verdadeiramente carnavalesco publicado no dia 19 no site ClicRBS. Leiam. Volto em seguida:

Homenageando Paulo Paim, Imperadores do Samba faz desfile impecável

Os fogos de artifício e a euforia das arquibancadas anunciavam o início do desfile da Imperadores do Samba e o fim das apresentações do Grupo Especial do Carnaval de Porto Alegre. Dez minutos antes do horário marcado para a alvi-rubra adentrar o Porto Seco, os portões já estavam abertos e o caminho liberado para a apresentação em homenagem ao senador Paulo Paim. Logo na comissão de frente a escola deu uma amostra do luxo que traria para a passarela, o que se concretizou nas fantasias e alegorias. No abre-alas, os tradicionais leões da agremiação apresentavam o político que saiu de Caxias do Sul para ficar conhecido em todo o Brasil, seguidos pela representação da infância do personagem.

A bateria, comandada pelo Mestre Brinco, deu um show a parte. Os integrantes estavam com máscaras de leões, e capacetes em alusão aos metalúrgicos, e bem ensaiados nas paradinhas. Com a letra do samba na ponta da língua, os foliões foram acompanhados pelas milhares de pessoas no complexo, dando ainda mais força ao desfile. Para ilustrar a carreira de Paulo Paim, as baianas, nas cores da bandeira brasileira, foram os votos que o conduziram até Brasília, mostrada no terceiro carro. Em seguida, a consciência negra reforçou o esforço do homenageado na luta contra a pobreza. Por fim, na quinta alegoria, o próprio Paim desfilou ao lado do prefeito de Porto Alegre José Fortunati.

Com a passagem impecável no Porto Seco, a Imperadores entra na briga pelo título com Restinga e Império da Zona Norte.

Encerro
Leio que a Restinga venceu o desfile. De toda sorte, parece que vai ficando claro: o PT já não tem mais o que aparelhar no estado brasileiro. Agora avança nas escolas de samba e nos times de futebol.

Todos os desfiles contam com recursos públicos. Não deve ser diferente em Porto Alegre. Cantar a vida de políticos vivos na avenida — e, a depender do caso, também de mortos — é mais uma forma de privatizar o que é de todos. Com a palavra, o Ministério Público. Recorrer à Justiça para proibir essa farra é só questão de vergonha na cara.

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:33

Eis uma notícia que requer as luzes de Eleonora Menicucci, a abortista convicta

Escrevi aqui outro dia um longo artigo sobre o aborto e afirmei que a tese de que ele é expressão da libertação das mulheres é moral e historicamente mentirosa. Está aqui. Demonstrei que a interdição da prática, nos primórdios do cristianismo, protegia as mulheres. Nos dias de hoje, observei que a China usa o aborto legal — somado ao ultrassom — para impedir o nascimento de meninas.

Pois bem. A Folha de ontem traz um texto da Agência EFE que deveria ser lido atentamente pela ministra Eleonora Menicucci, uma abortista fanática — segundo uma entrevista concedida em 2004, ex-aborteira também. Leiam. Volto em seguida.

Clínicas britânicas fazem aborto de grávidas que rejeitam sexo do bebê

Clínicas particulares britânicas estão aceitando interromper a gravidez de mulheres que desistem de ter o bebê quando sabem de qual sexo ele será. O procedimento é realizado principalmente quando o feto é de uma menina, afirma o jornal “The Daily Telegraph” nesta quinta-feira. A reportagem do jornal fez uma reportagem com uma câmera escondida em que mostra como médicos de hospitais particulares consentem fazer abortos motivados unicamente pelo sexo do bebê. A prática é ilegal no Reino Unido. Em declarações ao “Telegraph”, o ministro da Saúde, Andrew Lansley, da linha conservadora, expressou preocupação e disse que dará início a uma investigação urgente sobre o assunto.

Acompanhados de grávidas, os repórteres participaram de consultas ginecológicas em nove centros de saúde particulares do Reino Unidos que permitiam a interrupção da gravidez pelas mães não estarem satisfeitas com o sexo do feto. Em três clínicas, os médicos cobrariam entre 240 a 760 euros por um aborto. Uma delas ofereceu a falsificação dos papéis do procedimento. Em um dos casos, uma grávida de oito semanas explicou à médica de uma clínica de Manchester, no norte da Inglaterra, que queria interromper a gravidez porque teria uma menina. A especialista concordou. Em outro, a grávida de um feto masculino de 18 semanas marcou um aborto em uma clínica londrina sob o pretexto de que queria uma menina pois já tinha um menino.

Uma lei britânica de 1967 estabelece a interrupção de gestações de até 24 semanas se a saúde física ou mental da mãe estiver em risco, mas nunca para escolha do sexo do bebê. Em 2010, Inglaterra e Gales responderam por 189.574 abortos. O número é 8% superior que dez anos atrás. Em 2007, um estudo da Universidade de Oxford indicou que, entre 1969 e 2005, aumentaram os casos de escolha do sexo do bebê por meio de abortos, principalmente nos nascimentos de meninas entre a comunidade hindu que vive no Reino Unido.

Voltei
Pois é, tudo como eu queria demonstrar. O aborto, obviamente, em boa parte do mundo, é só mais uma agressão às mulheres, mais uma forma de discriminação.

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:31

Disputa política no Banco do Brasil preocupa governo

Por Natuza Nery e Sheila D’Amorim, na Folha:
Após as denúncias de irregularidades na Casa da Moeda e na Caixa Econômica Federal, o ministro Guido Mantega (Fazenda) enfrenta um novo foco de crise que ameaça a sua área: a disputa de poder no Banco do Brasil. A queda de braço envolve, de um lado, o presidente do BB, Aldemir Bendine, homem de confiança de Mantega e de Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência).

Do outro, Ricardo Flores, o presidente do poderoso fundo de pensão dos funcionários do banco, a Previ, a quem Bendine acusa de querer derrubá-lo do cargo. Em disputas paralelas, estão ainda alguns setores do PT que comandavam áreas do banco e foram escanteados após a chegada de Bendine. O presidente do BB e Flores não se falam há quase um ano. A Previ cuida das aposentadorias dos funcionários do BB e é responsável por investimentos bilionários. O grupo de Flores alega que o real interesse de Bendine é nomear um aliado no comando do fundo.

O rompimento vem de 2011, quando chegou ao conhecimento do Planalto que Bendine ambicionava ser indicado para o comando da Vale.  Só que Flores, presidente do conselho de administração da mineradora, não chancelou seu nome. No governo, há o temor de que uma guerra de dossiês cause crise sem precedente e respingue em outras áreas. Um dos alvos recentes de acusação apócrifa foi Allan Simões Toledo, ex-vice-presidente de Atacado e Negócios Internacionais do BB. Ele foi exonerado em dezembro por ordem de Mantega.

Levado ao cargo por Bendine, teria saído por articulação do próprio padrinho. Para o grupo do presidente do BB, Allan Toledo trabalhava para tomar seu lugar no comando do BB. Tradicionalmente, executivos da instituição costumam pedir demissão, mesmo nos casos mais críticos, para evitar a ideia de dissenso. A demissão foi a primeira sinalização pública da briga. Neste ano, Bendine substituiu, em bloco, 13 diretores. Oito deles, porém, mudaram de função, o que ajudou a diluir o impacto da troca de adversário do presidente.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:29

Para deter PSD, 8 siglas fazem “guerrilha” no Congresso e ação conjunta no TSE

Por eduardo Bresciani e Ricardo Brito, no Estadão:
Uma mobilização conjunta de oito partidos, que reúnem 265 deputados federais, foi desencadeada para impedir que o recém-criado PSD tenha acesso ao fundo partidário e ao horário eleitoral gratuito de rádio e TV em tamanho proporcional a sua bancada na Câmara, hoje de 47 parlamentares em atividade. A ação será coordenada no campo judicial e na “guerrilha” do Congresso. A pressão desse grupo já levou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a negar ao PSD a possibilidade de presidir comissões temáticas da Casa.

 

O próximo passo será o envio na semana que vem de manifestações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desejo do partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de obter farto tempo na televisão durante as eleições de 2012. Os oito partidos optaram pela estratégia da saturação: vão enviar ao TSE oito memoriais anti-PSD.

Fazem parte desse movimento PMDB, PSDB, DEM, PP, PR, PTB, PPS e PMN. A articulação teve início em dezembro passado, como informou o Estado, e se intensificou na antevéspera do carnaval. Em reunião realizada no gabinete do presidente do DEM, senador José Agripino (RN), presidentes e representantes desses oito partidos decidiram criar uma estratégia jurídica conjunta para defender o próprio espaço ante aos anseios e articulações do PSD.

“Cada partido tem de ter o que merece. A lei é muito clara: o tempo de televisão e o fundo partidário são divididos de acordo com o resultado da eleição”, diz o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), diz que a mobilização visa a defender os partidos políticos envolvidos e não impedir o progresso do PSD. Para o tucano, uma possível aliança com a legenda de Kassab em São Paulo não mudará a posição tucana sobre o assunto. “Esta não é uma questão do partido do Kassab, mas do futuro dos partidos. Não vejo nenhuma influência disso no processo eleitoral”, disse Guerra ao Estado. O primeiro passo dado em conjunto por este grupo foi o posicionamento no debate sobre as comissões temáticas na Câmara.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 6:27

Tragédia com trens pode tirar concessão de aliado de Cristina e vira crise política

Por Ariel Palacios, no Estadão:
Um dia após o pior acidente ferroviário de Buenos Aires em 60 anos, parlamentares, sindicalistas e os usuários de trens exigiram da presidente Cristina Kirchner a suspensão da concessão da linha ferroviária Sarmiento à companhia TBA. Ontem, o número de mortos no choque de um trem na estação de Once subiu para 50. Ao menos 12 pessoas estão desaparecidas e 703 ficaram feridas. Para o diretor da Auditoria-Geral da Nação, Leandro Despouy, existem condições para a rescisão da concessão. Segundo ele, o órgão tem relatado falhas da TBA há pelo menos cinco anos.

O líder sindical ferroviário Rubén Sobrero acusou a TBA e a Casa Rosada de descaso. “O sistema de sinalização é de 1923 e os trens foram comprados no governo do presidente Arturo Frondizi, há 50 anos”, disse. A concessionária do serviço pertence à família Cirigliano, conhecida por sua amizade com integrantes do governo. O sindicalista também definiu o sistema ferroviário como perverso. “Quando fazemos uma greve para reclamar das más condições de trabalho e do estado perigoso dos trens, o governo nos pressiona a voltar ao serviço, alegando que há 2 mil pessoas esperando nas plataformas.”

Do total da receita da TBA, 76% vêm de verbas estatais. O governo Kirchner subsidia tarifas para a população de baixa renda que utiliza as linhas de trens metropolitanos da Grande Buenos Aires. Segundo dados oficiais, as empresas com concessões de trens e metrôs receberam US$ 3,6 bilhões entre 2007 e 2011. Mas somente 6,3% desse total foi destinado a investimentos em obras e modernização do equipamento.

Revolta. Declarações dadas ontem por Roque Cirigliano, um dos proprietários da TBA, provocaram críticas dos argentinos. Em reunião com outros diretores da empresa na estação de Once, ele afirmou que o serviço da linha Sarmiento é aceitável e o trem estava em boas condições. Ele disse ainda que o acidente pode ter sido causado por um erro humano. As declarações do empresário irritaram dezenas de usuários da linha Sarmiento que passavam pelo saguão da estação. Sob os gritos de “delinquente”, Cirigliano teve de se esconder durante alguns minutos em um dos banheiros, protegido pela polícia, para evitar agressões.

Um teste de nível de álcool no sangue a que se submeteu o condutor do trem deu negativo. Sobreviventes do acidente disseram à imprensa argentina que o trem já apresentava problemas para frear em estações anteriores. A estimativa da velocidade na hora do impacto varia de 26km/h a 45 km/h. O juiz federal Cláudio Bonadio anunciou ontem a criação de uma comissão de peritos – entre os quais técnicos da Universidade de Buenos Aires e especialistas do Tribunal Supremo de Justiça – para investigar o acidente.

O ministro do Planejamento Federal e Obras Julio de Vido anunciou que o Estado argentino recorrerá à Justiça. A presidente Cristina emitiu um curto comunicado no qual expressava seu “profundo pesar pela morte dos cidadãos na tragédia ferroviária” de Once. Oposição e entidades de defesa do consumidor pedem ao governo que responda criminalmente pela tragédia e alertam sobre o impacto da corrupção nos serviços públicos. “O Estado deveria ser processado”, disse a deputada Victoria Donda.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

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