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segunda-feira, 11 de março de 2013

11:24 \ Partidos

Baixa para Aécio

Perda de liderança

O ex-prefeito de Teresina, Silvio Mendes, a maior liderança do PSDB no Piauí, está de malas prontas para desembarcar no PP.

Por Lauro Jardim

domingo, 24 de fevereiro de 2013

7:29 \ Congresso

Projeto bizarro 1

Estupradores castrados em proposta

Ivo Cassol quer tolerância zero contra estupradores de crianças e adolescentes. O senador do PP de Rondônia apresentou um projeto de lei, já em tramitação, determinando a castração química de violentadores  reincidentes de menores de idade.

O texto propõe que, nas primeiras duas vezes em que cometer o crime, o réu pode optar por substituir a pena de reclusão pela castração química — ou seja, um tratamento médico para deixá-lo impotente.

Caso o criminoso reincida o juiz pode determinar a castração compulsória. Cassol queria, na verdade, a mutilação peniana do agressor, mas isso a Constituição não permite.

A propósito, o notório Ivo Cassol acaba de ser condenado por improbidade, acusado de compra de votos nas eleições de 2006.

Em relação a este crime, Cassol deve pensar em remédios mais brandos para resolvê-los. Prefere, neste caso, não cortar o mal pela raiz.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

14:26 \ Partidos

Juntos pela boquinha

Agora, lado a lado

Veja a anomalia que a cobiça por cadeiras na Mesa Diretora da Câmara e, claro, pelos cargos ligados a elas pode gerar.

Um bloco partidário, pendente da conferência de assinaturas, para lá de fisiológico, foi formado na Casa.

Estão juntos no mesmo grupo: PT, PSDB, DEM, PSD e PP. Com 254 deputados, pelo critério da proporcionalidade, o bloco poderá abocanhar cinco vagas na Mesa.

Obviamente, feita a partilha das boquinhas, o bloco deverá ser desfeito, o que pode acontecer a qualquer momento, e tudo voltará ao normal. Ou quase isso.

Por Lauro Jardim

domingo, 16 de dezembro de 2012

Doações ilimitadas

Contibuições para vários partidos

Eike Batista chegou a anunciar em meados do ano que não doaria um centavo para candidatos na campanha eleitoral, mas não se conteve — ou não conseguiu resistir às pressões. A MMX,  sua empresa de mineração, despejou meio milhão de reais nos cofres do PMDB, PSD, DEM , PP, PSDB, PTB, PTC e PSB .

Por Lauro Jardim

domingo, 28 de outubro de 2012

Em que pasta

Kassab: cotado para a Esplanada

Dilma Rousseff e Lula têm dito aos mais próximos que Gilberto Kassab será ministro a partir do início do ano que vem. Há boa chance de Kassab parar no Ministério dos Transportes.

A propósito, Gilberto Kassab tem mais planos para 2013. Quer tentar uma fusão do seu PSD com o PP. Se bem sucedida, resultaria no maior partido da Câmara.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Candidatura derrubada

Agora Lula pode sorrir em Campina

A candidatura do petista Alexandre Almeida a prefeito de Campina Grande virou uma grande pedra no sapato de Rui Falcão e da cúpula nacional do PT quando Lula apareceu na cidade pedindo votos para Daniella Ribeiro (PP), irmã do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (leia mais em Lula com o PP).

Afinal, como Lula e o PT poderiam apoiar um candidato do PP contra um companheiro petista? Diante do constrangimento geral, coube a Dias Toffoli colocar ordem nas coisas.

Toffoli deu cabo à candidatura de Almeida, ao acatar no TSE o recurso do Diretório Nacional do PT contra a decisão liminar do TRE da Paraíba que mantinha a campanha do petista.

Na decisão editada ontem, além de anular a liminar favorável ao petista paraibano, Toffoli ordenou que o TRE da Paraíba analise o mérito do recurso apresentado pelo Diretório Nacional, que tenta garantir o direito do PT indicar o candidato a vice na chapa da irmã do ministro.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Foice abandonada

Comunista moderna?

É no mínimo curiosa a campanha que faz a comunista Angela Albino em Florianópolis. Em segundo lugar nas pesquisas pela prefeitura da ilha catarinense, Angela aboliu a foice e o martelo, tirou o nome do partido e até o próprio sobrenome do material de campanha e adotou a cor azul para tentar conquistar o eleitorado manezinho.

O resultado foi o material aí de cima, pedindo votos apenas para “Angela” sem partido. Mas o que tem de curioso nisso? É que Angela também é o nome da ex-prefeita Angela Amin, do PP, que apesar de alguns solavancos ainda hoje tem seus seguidores na capital. Com tanta semelhança, o próprio Esperidião Amin ironiza a campanha comunista:

– Ela não é boba, quer ficar parecida com a prefeita mais bem avaliada da história da capital, e até usa o azul e o vermelho, que são as cores do PP. No tempo que o Maluf era popular, tinha gente que também se fantasiava de Maluf para se dar bem.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Lula com o PP

Tudo trocado em Campina

Veja como as coisas andam mesmo mudadas para Lula e o PT. Na segunda-feira, Lula foi a estrela do programa de TV de Daniella Ribeiro (PP), a irmã do ministro Aguinaldo Ribeiro, que é candidata em Campina Grande (PB). O apoio de Lula à irmã de um ministro de Dilma Rousseff seria algo normal, não fosse por um detalhe: o próprio PT tem candidato à prefeitura na cidade e é, portanto, adversário da “candidata do Lula”.

Como não poderia ser diferente, a aparição do “deus” petista no horário eleitoral da candidatura adversária fez o PT de Campina Grande pedir (e conseguir) a proibição da propaganda na Justiça Eleitoral. Que fase, Lula.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

18:34 \ Brasil

Briga gaúcha

"O Tarso sentiu a batida"

Agora que a campanha deslanchou e o clima começa a esquentar em Porto Alegre, o petista Tarso Genro começou a bater em Ana Amélia Lemos, sua virtual adversária na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul em 2014. Tarso tem dito nos pampas que Ana Amélia não tem capital político para concorrer ao governo. Ana Amélia rebate:

– O Tarso sentiu a batida. Ele está com medo.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 30 de julho de 2012

10:21 \ Partidos

No comando

Ciro: no lugar de Dornelles

Em abril, Ciro Nogueira assumirá a presidência do PP no lugar de Francisco Dornelles.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 13 de julho de 2012

“Campanha vai ser uma guerra”

"Esse negócio de amizade antes da eleição não tem, não"

Aliado do PT pernambucano nestas eleições em Recife, Eduardo da Fonte (PP) considera uma ficção a ensaiada trégua com PSB, anunciada a partir do jantar de Dilma Rousseff com Eduardo Campos e Cid Gomes.

Para Fonte, a campanha “vai ser uma guerra” entre petistas e socialistas e uma eventual trégua só poderá ser ensaiada após as eleições de outubro:

– Esse negócio de amizade antes da eleição não tem, não. Lá no Recife é guerra. A amizade entre o PT e o PSB vai depender do resultado da urna, de quem vai sair maior.

Pela leitura de Fonte, se o PSB sair menor das urnas, aí não restará outra alternativa aos socialistas a não ser restabelecer a amizade com o PT. Mas se o PSB de Campos sair maior do que entrou… Aí será o PT que terá de se cuidar.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 6 de julho de 2012

15:23 \ Governo

No ritmo das emendas

Emendas liberadas

Nesta semana derradeira para liberação de recursos pelo governo federal, Aguinaldo Ribeiro colocou os técnicos do Ministério das Cidades em regime de mutirão para liberar o maior volume possível de emendas parlamentares. Até ontem, a pasta já havia empenhado 400 milhões de reais. E tem um deputado gaúcho do PP que ainda reclama de Ribeiro.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Suplicy e Maluf

Não tem cartão para o Maluf?

Ao entrar no voo de Brasília para São Paulo na quinta-feira passada, Eduardo Suplicy deu de cara com Paulo Maluf sentado na primeira fileira. Ainda sob efeito desse fuzuê da aliança do cacique progressista com Lula, Suplicy caiu no erro de abordar Maluf com o assunto:

– Maluf, estou preocupado. Se você decidisse apoiar o Haddad por causa dos projetos dele para São Paulo, para ampliar o que a Marta fez, tudo bem. Mas desse jeito que aconteceu é muito preocupante. É triste, porque ainda perdemos a Erundina.

Nessa hora, fanfarrão como sempre, Maluf cortou as lamentações de Suplicy em voz alta:

– Ah, Suplicy. A Erundina teve 200 000 votos na última eleição. Eu tive 500 000 votos. Quem vai ajudar a trazer mais votos para o Haddad?

Por Lauro Jardim

Feijoada foi esculhambação

"Coisa de jogo de futebol"

Sobre a festa petista no jardim de Paulo Maluf, aliás, o tucano Ricardo Tripoli diz que jamais participaria de um acordo político como o realizado por Lula. Para Tripoli, o espetáculo na casa de Maluf foi “esculhambação”, coisa de “jogo de futebol”.

– O erro do Lula foi fechar o apoio com o Maluf e não com o PP nacional. A feijoada na casa do Maluf foi esculhambação, coisa de jogo de futebol e só duas pessoas saíram ganhando: o próprio Maluf e a Erundina.

Na avaliação de Tripoli, Maluf saiu bem porque agora pode zombar dos petistas publicamente, como já fez em entrevistas recentes, e Erundina faturou porque posou de ética ao repudiar o acordo petista.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 21 de junho de 2012

“Casamento ao ar livre”

O cardeal do PT no casamento ao ar livre

Na avaliação de Esperidião Amin, as imagens de Lula sorridente nos jardins da casa de Paulo Maluf lembram o “cerimonial de um casamento”:

– Aquilo foi o cerimonial de um casamento ao ar livre. E não um casamento no fundo da igreja, como alguns gostariam, mas um casamento no altar principal, com o cardeal do PT presente!

Para o deputado catarinense, depois da proeza de Maluf, João Santana deve começar a se preocupar com seu reinado de marqueteiro político:

– Com essa foto, o Maluf já se tornou o marqueteiro do ano e candidato ao título de marqueteiro da década.

Por Lauro Jardim

PP e PT novamente

Lula: mais uma negociação

Lula também está conduzindo outra negociação com o PP para as eleições de outubro – Manaus. Discutem um eventual apoio do PT à da deputada federal Rebecca Garcia.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PP e PT reunidos

As direções nacionais de PT e PP estão reunidas hoje em Brasília discutindo as novas alianças para as eleições de outubro. Lula e Paulo Maluf não foram.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 19 de junho de 2012

“Pai do kit gay”

"Vou é aumentar a foto do Haddad"

A união de Paulo Maluf e Fernando Haddad em São Paulo fez Jair Bolsonaro entrar numa dessas sinucas de bico da política. Desde o ano passado, Bolsonaro elegeu o petista seu inimigo número um, por causa do famoso kit gay lançado por Haddad quando ainda era ministro da Educação.

Para se ter uma ideia, Haddad é o personagem principal do “mural da vergonha” do gabinete de Bolsonaro. Mas e agora que Maluf apoia Haddad, Bolsonaro (que é do mesmo partido de Maluf) vai tirar o petista do mural ou vai apenas adicionar a foto de Maluf? Ele diz:

– Colocar a foto do Maluf é sacanagem. Vou é aumentar a foto do Haddad. O PP pode apoiá-lo, mas os evangélicos não vão votar no pai do kit gay.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Leiloeiro paulista

"Uma parte da Executiva quer o Serra e outra defende o PT"

Paulo Maluf deixou para segunda-feira a decisão do PP sobre quem apoiar na disputa pela prefeitura de São Paulo, mas nega que esteja agindo como “leiloeiro” no processo de escolha entre Fernando Haddad e José Serra:

– Não tem leilão. O que tem é uma parte da Executiva que quer o Serra e outra que defende o PT. É como no futebol: um é palmeirense e o outro é corintiano.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Apoio de Maluf a Serra balança

Maluf: vai ou não vai?

Dado como favas contadas até dias atrás,  o apoio de Paulo Maluf (e do seu PP) a José Serra está subindo no telhado.

Depois de tudo acertado, Maluf  criou novas exigências para acompanhar Serra, tem sido menos assertivo e instalou  uma dúvida de bom tamanho entre os tucanos quanto às suas reais intenções. Se não fechar com Serra,  Maluf migrará de armas e bagagens para a candidatura Fernando Haddad.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 8 de junho de 2012

10:32 \ Congresso

Cota para baixa renda

Cota para contratação de artistas

A deputada Aline Corrêa (PP-SP) apresentou um projeto na Câmara que vai dar o que falar no meio artístico. Aline quer criar um novo e inusitado modelo de cotas para a indústria cinematográfica e demais produções de vídeo.

Pela proposta protocolada na semana passada, todas as produções audiovisuais financiadas por recursos públicos serão obrigadas a disponibilizar 5% das vagas de elenco (incluindo figurantes) a artistas com renda mensal igual ou inferior a três salários mínimos.

A mesma cota de 5% será destinada a contrações de artistas com idade igual ou superior a sessenta anos e renda mensal igual ou inferior a três salários mínimos. Caberá ao órgão que conceder o patrocínio o dever de fiscalizar o respeito ao limite imposto pela cota.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 31 de maio de 2012

19:04 \ Congresso

Ajuda de Lula

Ajuda petista

Abarrotado de trabalho na presidência da CPI mista do Cachoeira, Vital do Rêgo conseguiu o apoio de Lula para enquadrar o PT de Campina Grande a manter a aliança com o prefeito Veneziano Vital do Rêgo no município.

Incentivados por Aguinaldo Ribeiro, os petistas ameaçam apoiar a candidata do PP Daniela Ribeiro nas eleições. Como a briga envolve o ministro das Cidades e o presidente da CPI, até Ideli Salvatti entrou em campo para ajudar Vital.

Por Lauro Jardim
17:17 \ Congresso

Aguinaldo e os descontentes

Reclamações na bancada

Tem deputado do PP querendo a cabeça de Aguinaldo Ribeiro no Ministério das Cidades. O motivo? O mesmo de sempre: emendas parlamentares contingenciadas pelo governo.

Um dos descontentes, o gaúcho Vilson Covatti entregou na quarta-feira ao líder do partido na Câmara, Arthur Lira, uma lista com 21 emendas que permanecem emperradas no gabinete de Ribeiro.

Covatti reclama da falta de empenho do ministro para liberar as emendas junto ao governo. O gaúcho é um dos aliados de Mário Negromonte, principal desafeto de Ribeiro na bancada progressista.

Por Lauro Jardim
11:03 \ Congresso

O silêncio de Lula

Amigo do silêncio

Diante do fatídico encontro de Lula e Gilmar Mendes no escritório de Nelson Jobim, Esperidião Amin produziu a seguinte maldade no plenário da Câmara, ontem à noite:

– O período em que a popularidade da presidenta Dilma mais subiu foi, por uma triste coincidência, o mesmo em que Lula passou em silêncio.

Por Lauro Jardim

sábado, 19 de maio de 2012

8:48 \ Congresso

Isso não vai ficar assim

Plenário do Senado: reação da turma da boquinha só depois das eleições

Os partidos governistas — PP e PMDB à frente — ainda não engoliram a decisão de Dilma Rousseff de lhes tirar diretorias em estatais de porte (como na Petrobras) e em agências reguladoras (em especial na ANP ). Aliás, talvez não engulam nunca.

Mas em conversas reservadas salivam falando sobre a hora do troco nas votações do Congresso. Tão cedo, contudo, essa reação não virá.

Simplesmente, porque não há qualquer votação crucial para o governo na pauta pelo menos até as eleições — o que talvez tenha sido levado em conta por Dilma para fazer as mudanças.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 7 de maio de 2012

10:36 \ Partidos

Espera cair que a gente briga

Petrobras: troca-troca nas diretorias

O PP está falando mal de Dilma Rousseff por todos os cantos. Motivo: com a demissão de Paulo Roberto Costa, perdeu uma boquinha na Petrobras.

Aliás, uma senhora boquinha – a diretoria de Abastecimento. Não entrará, porém, em qualquer confronto com Dilma. Pelo menos neste momento. Francisco Dornelles tem dito aos companheiros de partido:

- Brigar com quem tem quase 80% de aprovação não é sinal de inteligência.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 30 de abril de 2012

8:03 \ Congresso

A escada dos partidos

TSE fechou dados filiados em abril

Tirando o PMDB, com seus 2,3 milhões de filiados, a diferença entre os grandes partidos está numa escada com degraus na casa dos 100 000. Veja o número de membros das maiores legendas do país segundo os dados de abril do TSE:

PT – 1 549 180

PP – 1 416 116

PSDB – 1 354 479

PDT – 1 208 095

PTB – 1 180 954

DEM – 1 095 099

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 27 de abril de 2012

14:22 \ Congresso

Cachoeira ou água parada?

Sem briga com os aliados - até agora

Quem viu a guerrilha armada por partidos da base aliada em fevereiro, jamais poderia imaginar o clima atual em Brasília. Com a CPI mista do Cachoeira em pleno funcionamento e amedrontando a todos no Congresso, nenhum dos partidos chorões de semanas atrás ousa reclamar cargos, ministérios e emendas.

Dilma Rousseff deve estar achando tudo muito estranho: autorizou Graça Foster a fazer uma limpa nos diretores do PT, PMDB e PP na Petrobras e não ouviu uma ameaça, uma declaração de guerra nos jornais, um telefonema mais estressado desse ou daquele presidente de partido.

Todo esse silêncio pode ter dois agentes motivadores: ou a esfera da chantagem e da ameaça mudou das páginas de jornais para a CPI (onde o chumbo pode ser muito mais grosso e silencioso), ou Dilma conseguiu de fato conscientizar os aliados do Congresso que o fisiologismo de cargos e emendas não é a melhor política para o país. Qual das duas faz mais sentido no momento? Diz um governista:

– Enquanto o Congresso se afoga na cachoeira, o pessoal do palácio aproveita a água parada.

Por Lauro Jardim

domingo, 22 de abril de 2012

10:12 \ Governo

Placar sem folga

Dilma: a fidelidade do PMDB nas votações já não é mais a mesma

Dilma Rousseff até hoje não sofreu nenhuma derrota em votações relevantes na Câmara, mas as maiorias na aprovação de projetos são cada vez menos robustas. Um levantamento da consultoria Arko Advice em quatro votações nominais ocorridas na Câmara no mês passado revela que o apoio às propostas de Dilma vem caindo desde novembro de 2011 — de 60,4% para 49,09%. Como era de esperar, o partido mais fiel é o PT, com apoio de 75,29% dos parlamentares, seguido de PP (67,53%) e PDT (61,53%). O PMDB, que já teve 70,35% de adesão, despencou para 59,34% em cinco meses. Mesmo de olho em uma vaga na Esplanada, o PR virou o infiel da balança: apenas 37,50% de seus deputados votaram com o governo em março.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 27 de março de 2012

19:22 \ Congresso

Explica, Aguinaldo

Na mira dos colegas de PP

Alvo de denúncia do Fantástico, Aguinaldo Ribeiro deve começar a experimentar agora o veneno que tragou Mário Negromonte do Ministério das Cidades há cerca de dois meses.

Colegas de PP na Câmara começam a defender sua convocação para dar explicações à bancada sobre eventuais irregularidades praticadas no tempo em que foi secretário da prefeitura de João Pessoa.

Os deputados também estão curiosos para conhecer os argumentos de Ribeiro para as movimentações financeiras atípicas identificadas pelo Coaf. Veja o que diz Vilson Covatti:

- Ele tem de vir na reunida da bancada para, no mínimo, explicar o que está ocorrendo. Ignorar uma denúncia dessas é brincar com fogo.

Por Lauro Jardim
 

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