Curtas & Finas (Marie Colvin)
Ao lado do fotógrafo francês Rémi Ochlik, a lendária repórter americana Marie Colvin, a serviço do jornal britânico The Sunday Times, morreu na quarta-feira enquanto cobria o conflito na Síria. Ela foi vítima, talvez intencional, de um bombardeio das forças de Bashar Assad na cidade de Homs. Horas antes de morrer, Marie Colvin, que já tivera sua tragédia pessoal ao cobrir a guerra civil em Sri Lanka, onde perdeu a visão de um olho, comparou Homs a outros palcos de tragédia, como Sarajevo e Srebrenica (na Bósnia dos anos 90). Para o editor do Sunday Times, John Withrow, Marie Colvin acreditava profundamente que reportagens como as dela poderiam “diminuir os excessos de regimes brutais e fazer a comunidade internacional prestar atenção”.
O regime Assad, no seu cinismo, acredita que se controlar a brutalidade, mesmo com uma escalada como a que está em curso, a comunidade internacional irá tolerar a violência sem recorrer a envolvimento militar direto. As forças governamentais até agora, ao contrário de 1982, ainda não recorreram a bombardeios aéreos ou mísseis balísticos. Marie Colvin chamava a atenção, portanto, apenas para uma carnificina temperada. Eu espero que sua morte não tenha sido em vão, a morte de mais uma vítima deste regime brutal e venal.
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A colher de chá vai mesmo para os jornalistas que, como Marie Colvin, cobrem conflitos como o da Síria, apesar dos riscos pessoais.


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